
Mas o que isso significa para nós, leitores? E mais importante, o que significa para o UM (Universo Marvel)?
Bem, boas histórias para início de conversa. Pelo menos é o que podemos supor após a primeira edição pós-Civil War da revista Iron Man, escrita pela competente dupla Daniel e Charles Knauf e com arte do talentoso Roberto de la Torre.De cara, a arte chama a atenção, tanto por ser muito superior à do artista anterior, quanto pela similaridade com o brasileiro Mike Deodato. Claro, alguns personagens possuem semelhanças no mínimo inquietantes com astros do cinema, mas não chega a distrair. Quanto ao argumento, a dupla responsável se aproxima cada vez mais do alto padrão estabelecido por Warren Ellis no arco Extremis, que marcou o relançamento do famoso título The Inivincible Iron Man e introduziu Tony Stark novamente ao UM. Agora, na 15ª edição, enfim podemos dizer que a revista e seu protagonista assumiram seus devidos lugares na editora.
O desenrolar da trama acontece durante uma reunião entre o veterano agente da S.H.I.E.L.D. Dum Dum Dugan e o secretário de defesa Kooning, na qual o primeiro relata as mudanças estabelecidas por seu novo chefe, algumas das quais desagradaram os membros mais antigos da agência, assim como aponta defeitos em seus métodos de intervenção.
A verdade é que Stark está apenas tornando a agência mais gerenciável para ele, utilizando recursos comuns em empresas, como a sexta-feira casual e a criação de uma creche. Dessa mesma forma, continua agindo como o Homem de Ferro em missões no campo.A última missão ocorrera na Austrália, na famosa Opera House de Sydnei, onde um grupo terrorista oriundo da Indonésia exigia a libertação de prisioneiros políticos. Mas um ataque rápido e preciso do Homem de Ferro e agentes usando uma variação mais light da famosa armadura foi suficiente para deter os bandidos, sendo que o único perigo se resumiu a uma bomba química que Stark eficientemente eliminou na câmara de descompressão de um navio designado para eventualidades dessa espécie.
Porém, Dugan está convicto que essa atitude é ruim para as tropas, pois a existência de um agente tão eficaz quanto o Homem de Ferro causaria relaxamento, prejudicando as missões das quais ele eventualmente não participaria. De qualquer maneira, o secretário Kooning ressalta que até agora todas as intervenções realizadas por Stark foram bem sucedidas, apesar de um aumento considerável nas atividades terroristas ao redor do globo.
Coincidência ou não, tudo começou quando Karim Mahwash Najeeb, um antigo membro do Taliban e agora humanitário, desapareceu na China. Najeeb já havia aparecido em edições recentes, e apesar de sempre estar envolvido em tramas sinistras, tinha um papel estabilizador na região. Sem essa influência os terroristas perderam de vez a racionalidade, fosse ele um senhor da guerra ou Jesus Cristo. Entretanto, em um raro momento fugaz da história, descobrimos que antes de desaparecer Najeeb havia encontrado o Mandarim, antigo inimigo do Homem de Ferro dado como morto, mantido preso num hospício na China.

Outro rosto conhecido é Maya Hansen, amiga da faculdade e colega cientista de Tony, presa pelo próprio após vender o vírus Extremis para terroristas e causar a morte de vários inocentes. No momento ela está em liberdade condicional enquanto espera um perdão presidencial; em troca deve continuar ajudando a S.H.I.E.L.D. por tempo indeterminado.

E assim começa, com um ótimo clima de mistério e conspiração, a nova fase da revista do personagem mais controverso dos quadrinhos no momento, o sempre invencível Homem de Ferro!
Continua...
Brizola.





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