
Recapitulando, na primeira parte da história tínhamos duas tramas em paralelo. Em primeiro lugar, Bruce Banner, transformado em Hulk, é exposto a uma nova explosão gama ao tentar desarmar uma bomba da Hidra. O mesmo tipo de explosão que anos atrás mudou completamente sua vida. Em segundo lugar, Reed e Sue Richards tentam desesperadamente não perder a guarda do seu casal de filhos para o Estado americano.
Olhemos para o verdão - que está mais para "cinzão" quando o Coisa e o Tocha Humana o encontram -, destruindo tudo que vê em seu caminho. O grande problema começa quando Las Vegas está nesse caminho. A fúria e a força que o Hulk apresenta são semelhantes às que demonstrou em suas primeiras aparições.
Mas a violência e a luta guardam pouco do significado desse arco. O que parece mais importante de se destacar é que a agressividade do Hulk se deve ao fato dele presenciar diversas alucinações de experiências traumáticas em sua vida, como bem deduz Ben Grim. Ele está confuso e reage quase por instinto às tentativas de aproximação da "metade" do Quarteto Fantástico que tenta Pará-lo.

O insucesso do Coisa e do Tocha Humana em "arranhá-lo", levando o primeiro quase à morte e o segundo a usar seu último recurso (o efeito Supernova) sem nem mesmo derrubar o Hulk no chão ao menos traz Banner de volta ao controle, e a destruição se encerra.

Para terminar, chamo atenção para duas coisas importantes dessa história, que seriam bem mais interessantes se a Panini não tivesse adiantado Illuminati em um mês. Reed Richards tinha no Fantasticarro um mecanismo específico de combate ao Hulk, demonstrando que a "questão-Hulk" era algo que tomava parte de seus pensamentos já há algum tempo. Depois, Ben faz uma piada ao falar com Reed de sua preocupação de como o Hulk é poderoso e indestrutível, dizendo que a única forma de se livrar dele seria amarrando-o em um foguete e mandando-o para o espaço. Teria bem mais graça se não houvesse o desencontro das publicações.

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