Por muitos, Loeb não é um escritor tão fabuloso assim que merecesse ter seu nome para encerrar com a devida honra a história do Capitão América, que foi assassinato no começo desse ano após o fim da Guerra Civil. Contudo, Loeb tem um ponto em seu favor - sofreu a recente perda de seu filho, que desde o começo da adolescência era uma das promessas na indústria em quadrinhos. Esse choque certamente teve um peso particular para o Editor Chefe Joe Quesada deixar a história nas mãos de seu amigo.
Assim, Loeb inicia a primeira parte de sua história com Wolverine, que de todos ali que passaram os últimos dias com o Capitão, tem o perfil mais próximo de alguém que não compraria tão fácil essa história de morte... ao menos, não no universo Marvel. Assim, ele decide com a ajuda do Dr. Estranho e Demolidor invadir o aeroporta-aviões da SHIELD para estar cara a cara com Ossos Cruzados, acusado como o assassino do Capitão. Após algumas perguntas que deixam claro ao mutante nanico que a morte de Steve pode ser bem mais complicada do que parece, Logan decide ver com os próprios olhos e sentir com seu próprio nariz o corpo sem vida do Capitão.
A segunda edição tem como foco o sentimento da fúria e conta a história paralela dos dois times de vingadores agora existentes. O fim da Guerra Civil e morte do Capitão América traçou uma linha muito profunda que deixou marcas de ambos os lados.
O nome deste capítulo se justifica no momento em que Wolverine chega na Mansão do Doutor Estranho e revela que de fato Steve Rogers está morto, da sua maneira costumeiramente prática. Surpreendentemente, Peter Parker explode em fúria e vai contra Logan, jogando em sua cara tudo o que pensa sobre o nanico.
No terceiro capítulo, Loeb traz um herói que muitos consideravam morto à tona. Clint Barton, o Gavião Arqueiro, decide revelar-se a Tony Stark para tomar algumas satisfações e acaba no final recebendo uma proposta inimaginável. Para Stark, Clint é o único entre os muitos homens existentes nesse planeta que pode manejar o escudo que pertenceu a Steve Rogers com maestria o suficiente para honrar o título de novo Capitão América.
O quarto volume retoma a história mal-encerrada entre Peter Parker e Logan. Após o confronto dos dois na edição 2, Peter decide ir ao cemitério ver o túmulo do seu saudoso tio Ben e lamentar a perda de todos os que já passaram por sua vida e que direta ou indiretamente tiveram suas mortes relacionadas com o Homem-Aranha. Depressão é o sentimento que certamente mais combina com Parker.
A edição final encerra-se com o funeral do Capitão América, onde uma ode ao herói do século passado é feita de maneira muito bem colocada pelo seu amigo e companheiro de batalhas Falcão. Uma edição belíssima que contrasta em muitos pontos em relação às outras, sendo desenhada pelo artista de Astonishing X-men, John Cassaday.
No final, uma pequena surpresa nos é feita. Tony Stark, como costumeiramente anda fazendo, mexe suas peças e consegue dar um funeral mais digno ao Capitão América. Ao invés de ser enterrado em terra firme, ele convoca Namor e junto com os vingadores-fundadores Janet e Hank Pym, devolve o corpo de Steve ao Mar ártico, onde foi encontrado anos depois de desaparecido na II Guerra Mundial. É a conclusão de um ciclo e a eternização de uma lenda.
Coveiro











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