Cage, que a princípio não via muitos problemas com a lei de registro, como ficou claro em sua conversa com Wolverine, um pouco antes do mutante iniciar sua caçada a Nitro, claramente repensa sua posição a respeito da lei. Especialmente depois da recusa do Capitão América em se registrar e iniciar toda a guerra. Por que digo isso? Porque fica cada vez mais claro que a forma como o roteirista Brian Michael Bendis (de quem sou suspeito para falar, já que sou muito fã de seu trabalho) retrata o ex-herói de aluguel como alguém muito parecido com o sentinela da liberdade.
Quando Tony Stark (o Homem de Ferro) e Carol Danvers (Ms. Marvel, que cada vez mais parece ser sua fiel escudeira) vão procurar Jessica Jones e Cage para que se registrem, duas coisas são rapidamente percebidas. Em primeiro lugar, ambos não esperavam que os dois se registrassem. A tentativa ali parece claramente a de mudar a idéia do casal, e não de confirmar que serão aliados. Além disso, é interessante como temos quatro indivíduos cujos perfis condizem razoavelmente com a posição assumida em relação ao registro.

A conversa travada no início da edição mostra alguns exageros por parte dos dois lados, quando Luke lembra que a própria escravidão já foi legal e Stark se dirige a ele e Jessica com um claro tom de ameaça. Não há acordo, e, em seguida, fica combinado que Jessica iria para o Canadá com a criança, para protegê-la. Cage fica porque não admite, depois de tudo que fez como herói, ser tratado como criminoso do dia para a noite e simplesmente fugir. Ele vai lutar. Ao despedir-se de sua filha, a criança parece perturbada, quase como se soubesse o que acontece ao seu redor.

Ao dar meia-noite, a ameaça de Stark se confirma: já há uma equipe de agentes da SHIELD especializados em capturar super humanos na porta do apartamento. Luke se frustra ao confirmar suas suspeitas. A partir daí a seqüência de violência é inevitável. Dá pena dos agentes da SHIELD pela surra que começam a tomar. Um chega a perguntar se estão enfrentando somente um homem.


« Jøåø »
PS.: O título do artigo foi inspirado na canção Refuse/Resist, da banda brasileira Sepultura.




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