
A história começa com os dois repórteres, e muitos outros, presentes no enterro de John Fernandez. Quem? John era um dos cinegrafistas que acompanhava os Novos Guerreiros na segunda temporada de seu Reality Show, morrendo tragicamente com a explosão causada por Nitro em Stamford. Já conversando em um bar, onde todos bebiam em homenagem ao colega caído, notamos um pouco a posição inicial de ambos em relação ao registro, quando a lei estava nas vésperas de ser aprovada. Urich vê um pouco de razão na aprovação do projeto, concordando com seu chefe reacionário, JJ Jameson. Já Sally, que é nitidamente contra registro, recebe total liberdade para expor como o registro é, em sua opinião, mais uma violação dos direitos civis disfarçada de lei federal.

Em casa, ainda remoendo o falecimento da filha mutante, Sally recebe uma visita inusitada. O Homem-Aranha, um dia antes de revelar sua identidade ao público, a procura dizendo que gostou de suas reportagens sobre os ex mutantes. O Aranha diz que ela parece ser a pessoa certa com quem falar. Em uma rápida entrevista, ele pede que Sally publique que, diferente do que muitos pensam, os heróis têm outras preocupações. Têm família, uma vida particular, tocando justamente no ponto que mais aproxima civis e heróis: a identidade secreta. Ele vai embora, pedindo que ela escreva o quanto os heróis têm que pagar um alto preço para protegerem os outros. Que as pessoas precisam saber disso. Ao sair, dá a dica sobre a coletiva do Homem de Ferro, na qual mais tarde Peter se revelaria.

Na segunda parte já podemos ver a repercussão da revelação de Peter no Clarim. Urich é ostensivamente assediado por colegas de imprensa, que tentam pescar qualquer informação sobre o ex-colega de redação. Ben se esquiva e, no elevador, tenta entrar em contato com Parker para conseguir uma exclusiva. Peter aparece dentro do elevador, provavelmente entrando pelo vão no teto, e concorda em ceder a entrevista. Porém, bufando de raiva, JJ Jameson rejeita sua publicação, mesmo quando Robbie diz que, se registrando, Peter estava fazendo o que o próprio chefe apoiava. Mas não importa. JJ está morrendo de raiva, sentindo-se enganado por todos os anos em que teve o Homem-Aranha trabalhando para si.

No fim dessa parte, Sally e Ben testemunham o início das atividades da caça aos heróis não registrados. Prodígio, um dos Slingers, grupo que assumiu as quatro identidades heróicas criadas por Peter Parker em sua "Crise de Identidade" (publicada nos tempos da Abril), discursa bêbado do alto de um prédio contra a nova lei. Interpelado pelo Homem de Ferro assim que bate meia-noite (lembram que os agentes da SHIELD aparecem na casa de Luke Cage também nesse horário?), ele diz que não é como Tony, que nada no dinheiro e pode revelar sua identidade a qualquer um. Chamando-o de traidor, avança sobre o vingador dourado.
Facilmente derrotado, sob os gritos de "fascistas" de Sally, Prodígio é preso, equanto, em off, Urich narra o acontecimento, constatando que tudo isso, mais uma vez, não está em mãos civis, mas dos "poderosos". Eles têm o controle. Mas, diferente do que se pode pensar, aqueles que pagarão mais caro por essa briga de gato-e-rato de enormes e perigosas proporções são elas, as pessoas comuns.

A primeira coisa que fica claro agora é que, cada vez mais, a carreira de vigilante solitário está em vias de extinção. Primeiro, porque os heróis registrados dificilmente agiriam de forma solitária, sem ajuda de outros heróis e agentes da SHIELD, o que diminui a chance de fracasso. Já os anti-registro... bem, eles precisam uns dos outros para se protegerem daqueles que os caça. Sally pergunta porque Alfabeto, cuja identidade já é pública, preferiu a clandestinidade. Ele fala que foi um soldado, viu seu irmão morrer no campo de batalha, que lutou por seu país, e não admite que nele comecem a criar entraves à sua liberdade. Quando Sally diz que o registro pode ser uma forma de proteger a população, Solo retruca, dizendo que se as regras mudassem cada vez que um louco explodisse algo, matando vários civis, quem venceria seria o agressor. Por fim, o que parece ser a opinião de todos lá é que todos os heróis não podem pagar pelo que os Novos Guerreiros fizeram de errado.

No terceiro momento temos Sally presenciando uma luta de mais dois heróis "obscuros" – Trovoada e Bantam –, cada um de um lado da dicotomia criada em torno do registro. Uma ação mal calculada do anti-registro Trovoada lança Bantam (pró-registro) contra um caminhão-tanque. Sem reação, Trovoada faz como Sally, seu amigo fotógrafo Geoffy Cresswell e várias testemunhas, presenciando embasbacado a tentativa de resgate. Mas o que vêem é só um corpo quase carbonizado ser encontrado. O agressor lentamente deixa o local em estado de choque. Mais uma baixa de guerra. Mais uma família, na perspectiva de Sally, que perde um ente querido.

Com Ben pedindo para que ela não faça nenhuma besteira, os dois se despedem e se separam. Com seus próprios pensamentos, ele demonstra uma veia jornalística menos impulsiva e mais conservadora do que sua amiga. O que ele achava ser o certo a se escrever, só deveria ser feito quando tivesse condições de sustentar aquilo incondicionalmente. Era necessário esperar tudo se revelar. Sua reflexão é interrompida por um bilhete que ele encontra em seu carro: "Mais perto do que você pensa. Escute-a". Uma ameça?
Sally volta ao esconderijo dos heróis c-list, que estão já em maior número, mas ainda não têm contato com o Capitão América. E nem há tempo, já que os heróis registrados, liderados pelo Homem de Ferro e acompanhados por agentes da SHIELD descobrem-nos. É um "massacre". Em meio à confusão, a maior preocupação parece ser proteger Sally. A civil. Os poucos que escapam a levam com eles, mas a maioria é pega. E seu destino é a prisão 42.


« Jøåø »



0 comentários:
Postar um comentário