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sábado, 23 de julho de 2016

SDCC'2016: Um pouco da Marvel após a Guerra Civil II

Em um outro painel sobre os quadrinhos Marvel que aconteceu na sexta-feira de ontem, Axel Alonso reuniu mais grandes nomes de sua equipe para explicar o que está para acontecer na Marvel que estará mais uma vez dividida após a Guerra Civil II. E eis que se encontravamo por lá  Sana Amanat, and writers Jason Aaron (Thor), Ryan North (Garota Esquilo), David Walker (Falcão Noturno), Jim Zub (Thunderbolts) e Reilly Brown (Pastelão). E cada um teve espaço pra falar um pouco de seus futuros planos.



E tudo começou com Thor, onde Jason Aaron antecipou grandes planos pra seu novo arco descrito como a Guerra entre Asgard e Shi'ars. Ele resumiu algo como uma mistura entre Senhor dos Anéis e Jornada nas Estrelas. Falou como a Guarda Imperial Shiar é rica em personagens bons para se trabalhar e elogiou seu novo time - Russell Dauterman e Matt Wilson. Seu outro novo título do Thor, com o Indigno,  vai começar se focando no Martelo Ultimate e como o velho Thor vai querer se provar aqui para ser digno novamnente.


A revista do Pastelão marca a estreia de Reilly Brown como roteirista e ele definiu tudo como "uma mistura de um estilo real do Roger Rabbit  num mundo de verdade. Se você lê Deadpool e acha ele um pouco exagerado, Pastelão estará aí pra superar isso". Alonso complementou a ideia dizendo que era mais adequado misturar Roger Rabbit com o Justiceiro. Quando passaram pra falar da revista da Garota-Esquilo, houve uma salva de palmas da plateia. Vale ressaltar aqui que a personagem voltou a Marvel conquistando um grande público desde sua aparição na Marvel Now. O roteirista comentou sobre a imagem da edição #16 da Marvel Now onde vimos o traje de Doreen Green como um esquilo voador e disse que podemos ver variações de esquilos no título em breve. Comentou sobre os gigantes esquilos da Australia como exemplo.



Ficou por conta do próprio Alonso comentar sobre o título dos Campeões que vem aí, afirmando que essa revista será um bom exemplo de como a Marvel realmente ficará dividida depois da Guerra Civil II. A equipe será realmente a mesma que vimos na capa do número 1 e é já na primeira edição que saberemos a motivação do grupo. Já passando pro lado do Occupy Avengers, o roteirista David Walker salientou que a revista acontece "após a Guerra Civil  e é parte sobre o Clint tentando encontrar uma redenção pessoal. Então, ele vai andar por aí pela America com um time de Vingadores ainda a ser revelado. Eles vão estar num estilo de missão Esquadrão Classe-A, não são nada sancionados e vão fazer coisas regulares que não são do dia a dia dos outros Vingadores. Todos serão Vingadores níveis urbanos e vão andar por estados do meio dos EUAs que a maioria das pessoas só conhece do alto do avião. É um time de Vingadores sem superpoderes". Walker adiantou que a série mensal com o nome do personagem será estrelada pela Kate Bishop apenas, portanto traduziremos ela aqui como Gaviã Arqueira.

O roteirista de Thunderbolts, Jim Zub, definiu seu time como "pessoas querendo fazer coisas heróicas mas nem sempre tem as respostas mais heróicas pra isso. E eles são liderados por Bucky". O time basicamente está sendo usado pra ele pra fazer coisas que moralmente seriam improváveis de ser feitas por heróis de verdade. Teremos a versão adolescente do Cubo Cósmico, Kobik, entre eles e isso ainda vai dar pano pra manga. Depois da Guerra Civil II, Zub prometeu um encontro entre Steve e Bucky na revista.



De forma bem breve, Alonso falou sobre as duas novas revistas do Homem de Ferro - Invencível e Infame, revelando as armaduras de ambas versões. Jason Aaron complementou que o Doutor Estranho estará bem ocupado com novos vilões que surgiram, Empirical, e que no final de tudo veremos algumas modificações no Doutor. Amanat falou que a revista da Nova Vespa será para conhecermos melhor a personagem dos tempos em que ela fugiu da Sala Vermelha até os dias em que decidiu ser uma super-heróina. Podemos esperar alguns vilões oriundos também da Sala Vermelha atrás dela.

Na parte das perguntas, Alonso deixou escapar que o novo Motoqueiro Fantasma Robbie Reyes pode dar as caras no título dos Defensores e comentou sobre a dolorosa escolha de sacrificar Rhodes para contar a história da Guerra Civil II. Amanat falou sobre como originalmente mudaram o conceito dos poderes da Kamala Khan para ser a nova Ms Marvel e não parecer tão ofensiva, preferindo poderes do tipo como ela acabou ficando e tudo seguiu bem orgânico. Alonso explicou também porque escolheu seguir um caminho onde Amadeus Cho seria o novo Hulk e abrir campo para novas histórias que normalmente não seriam possível ter acontecido se fosse com Bruce Banner.

Eles também discutiram sobre o uso dos nomes dos super-heróis por mais de um personagem (dois Thors, dois Homens-Aranhas, dois Capitães América) e a editora Sarah Amanat disse que apesar dos nomes iguais conceitualmente eles eram tão distintos que acreditava que aquilo era uma maneira de explorar possibilidades e não diluir o uso da franquia. Jason Aaron salientou como funcionavam os encontros mensais entre roteiristas e exemplificou como o último que envolveu a Guerra Civil II planificou o que ele pretendia fazer com os Thors.

Coveiro

terça-feira, 12 de julho de 2016

Humor Pastelão ganha novo espaço na Casa das Ideias

* Atenção! Informações inéditas no Brasil e EUA!


Muita gente pode até não acreditar, mas o nada tradicional super-herói Pastelão (ou do original, Slapstick) já teve revista anteriormente nos anos 90 na Marvel. Criado por Len Kaminski e James Fry. Afterwards, essa hipermassinha de modelar humana nasceu com o intuito de quebrar o gelo do excesso de seriedade dos quadrinhos da época e dar um ar mais cartunesco por onde quer que fizesse sua aparição.


Em entrevista ao Newsarama, o desenhista Reilly Brown fala um pouco sobre assumir o posto também de roteirista desta vez ao lado de Fred Van Lente. "A parte engraçada do Pastelão é que ele é essencialmente um personagem estilo Looney Tunes, fazendo coisas de Looney Tunices, mas o problema é que quando você derruba algo pesado na cabeça de alguém no mundo real, causa muito mais problemas do que nos cartoons. E na primeira edição ele vai fazer parceria com o Homem-Aranha e... bem, vamos dizer que o Aranha não aprova inteiramente o jeito particular do Pastelão fazer notícia" disse Reilly.

"Eu acho isso muito maluco até mesmo para os meus padrões e olha que eu fui o escritor da série Eminem vs Justiceiro" disse Fred Van Lente e explicou que a ousadia do projeto o colocou nessa. Para ele, Pastelão é um personagem cheio de potencial narrativo. Reilly concorda com o amigo e complementa que o personagem dá a ele possibilidades de narrativas digitais inovadoras.


A ideia é que o Pastelão encontre muitos outros personagens no decorrer de sua revista na Marvel e uma das brincadeira da equipe criativa será ver a interação dele com outros personagens com raiz meio cartunesca assim como ele. Pastelão vai sair temporariamente da equipe de Mercenários do Deadpool e seguirá sozinho a partir daí. Os motivos da separação dele do grupo vai ser mostrada no título dos Mercenários por Dinheiro do Gerry Dugan.

Haverá personagens criados exclusivamente para a série, inclusive vilões. Brown brincou que "Se você pensar no Pastelão como um personagem do Looney Tunes, seus vilões serão tipo baseados no gênero de quadrinhos das manhãs de Sábado". Haverá, no entanto,uma combinação de estilos na série e isso que fará a série ser interessante. Pra Brown, devemos encarar a série como se estivéssemos assistindo "Uma Cilada para Roger Rabbit".

Fred Van Lente colocou que a premissa principal do título é a invasão desses novos estilos de personagens cartunescos na Marvel. Como Pastelão, eles são violentos e invulneráveis e vão causar um problema maciço no universo regular da Marvel. A história inicial se passará em Manhattan, mas em seguida podemos ver o Pastelão indo para muitos outros lugares.

Coveiro