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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Deadpool da linha Egg Attack vem até com a motoca vermelha do anti-herói


A Beast Kingdom investiu alto em sua peça do Deadpool na linha EggAttack. Com troca de cabeças, olhos, mãos, acessórios que tem tudo a ver com o personagem, essa versão do Mercenário Tagarela vem até com sua motoca clássica vermelha que acende o farol e tudo. Confira:


A peça mede 16,5 cm e está prevista chegar no primeiro trimestre de 2020.

Coveiro

sábado, 10 de dezembro de 2016

Em foco: A substituição de personagens como forma de revitalizar franquias


Os principais heróis da Casa das Ideias estão passando ou dividindo seu manto com outras pessoas. Thor, Homem-Aranha, Wolverine, Capitão América, Ciclope... a lista cresce a cada dia que passa e as reclamações também. Continuando a discussão do que vale mais: o manto ou a identidade secreta, hoje iremos analisar o que o público e a editora ganham revigorando os alteregos e revitalizando marcas.

Há alguns anos atrás, na chamada Era Heroica, o Capitão América dividiu o manto com seu parceiro James "Bucky" Barnes por algum tempo. A aclamada e já citada fase de Ed Brubaker foi um sucesso e os leitores receberam Bucky de braços abertos visto que Rogers estava morto e o processo de sucessão foi natural. O mesmo aconteceu com o menino Miles Morales no universo Ultimate, com Flash Thompson assumindo o simbionte Venom, Daken se tornando uma versão sombria de seu pai por alguns meses, Clint Barton virando o novo Ronin, o Irmão Vodu se tornando o Mago Supremo e até com o Justiceiro sendo uma espécie de monstro de Frankenstein. A narrativa das histórias em quadrinhos mainstream tende a ser cíclica, respeitando a jornada do herói enquanto faz grandes mudanças para retornar, enfim, ao status quo padrão no final. Mas por quanto tempo os personagens podem percorrer esse ciclo sem desgastá-lo?


Por mais que o público reclame das mudanças de alter-ego (sempre ressaltando que as pessoas que mais costumam fazer barulho são as que menos leem), novos heróis costumam penar para cair nas graças do público, em parte por serem "cópias" de outros pré-existentes, mesmo que, no fundo, todos sejam inspirados por arquétipos anteriores até mesmo ao início das HQs. Apoiar novos personagens no manto de um já consagrado, garante uma importância mais rápida, mesmo que pouco duradoura.

Assim, novos alteregos significam novos núcleos a serem explorados, novos antagonistas a serem criados, novo elenco de apoio, novos poderes e novas possibilidades narrativas sem cair em repetições. É só analisarmos a vida de Matt Murdock que, nos últimos anos, já esteve depressivo e no fundo do poço na fase Bendis, feliz na fase Waid e recentemente voltou a uma abordagem sombria na fase Soule. Não seria mais honesto fazer com que o herói passasse o bastão para outra pessoa afim de deixar que uma nova personalidade enfrentasse novas dificuldades e desafios sob o legado do protetor da Cozinha do Inferno? Não necessariamente um novo Demolidor, mas um herói derivado, tal qual o Agente Americano e o Nômade se tornaram para o Capitão América. A tão criticada atitude de morte e ressurreição constantes em um curto período de tempo são um claro resultado dessa estagnação narrativa.

O manto é apenas um símbolo do heroísmo intrínseco a cada personagem

A indústria criativa enfrenta uma grande pressão e resistência na introdução de novos heróis ou franquias. O público, em especial os leitores de histórias em quadrinhos, tendem a querer ler sempre a mesma história por décadas, presos em loops como robôs que se recusam a se atualizar ou a se libertar. Para você, os X-Men que valem podem ser os da formação de Giant-Size X-Men #1, talvez para o coleguinha seja a fase australiana ou a das equipes Azul e Dourada. A memória afetiva e a idade com a qual você teve contato com aquela franquia fazem com que todas as versões de time ou de herói sejam "a que valem" para o leitor A ou B. Tem que se entender que colocar Sam Wilson como o novo Capitão América, não invalida toda a vida de Steve Rogers como o herói.

Revitalizar a marca não é, necessariamente, apagar tudo que ela já foi um dia. É criar uma nova propriedade intelectual que pode convidar um público completamente diferente a consumir aquele produto, seja nos quadrinhos, em jogos ou brinquedos e se inserir mercadologicamente em novos países e nichos de público. Lembre-se que o novo Hulk é asiático - um grande atrativo para o maior mercado do mundo - e a nova Miss Marvel é muçulmana - alcançando o segundo maior grupo religioso e talvez o mais segregado da cultura pop.

Faz-se necessário entender também que esse suposto movimento do "politicamente correto" é apenas a atualização dos heróis representantes da sociedade patriarcal, caucasianas e heterossexual do século passado. Obviamente, algumas mudanças beiram o inacreditável como a revelação de que o Homem de Gelo é gay desde sempre - já que isso nunca foi sequer insinuado antes - mas colocar uma versão alternativa do Wolverine namorando o Hércules ou uma super-heroína lésbica e latina como protagonista de um gibi solo é completamente válido na sociedade que vivemos hoje. Não é agradar as minorias, é incluir para refletir. E isso é outro prato cheio de novas possibilidades dramáticas e narrativas.



Um super-herói não o deixa de ser somente por ser gay, negro, latino ou muçulmano. Ser um herói é superar paradigmas e representar algo maior que isso. É ser humano e decidir abdicar de seu ego para honrar o legado de um símbolo. Uma nova personalidade, com características únicas e diferentes do alter-ego anterior, tentando honrar a herança do símbolo enquanto constrói seu próprio caminho... imagine o quão bom pode ser isso. E quem sabe essa nova geração não pode ter o mesmo peso que os heróis das décadas de 1960 e 1970 no futuro?



N.I.C.K.

sábado, 19 de novembro de 2016

Em foco: Seu herói é o manto ou a identidade secreta?


Semana passada fizemos um texto sobre o momento atual das histórias da Marvel e, como esperado, tivemos muitas reações discordando dos pontos expostos. Em fóruns da internet, podcasts, análises de mercado e até nos debates semanais nas redes sociais esse é um assunto que tem estado em alta nos últimos anos. Com a postura da Marvel em passar o manto ou mudar drasticamente a identidade de seus principais heróis, não poderia ser diferente. Não poderia ser melhor.


Um dos primeiros heróis dessa nova geração foi Sam Alexander, o Nova. Adolescente de origem latina, Sam estreou em Marvel Point One, revista que gerou vislumbres do futuro da editora e inúmeras reclamações dos fãs. Afinal de contas, Richard Rider sempre havia sido o principal Nova terrestre e, após seu sacrifício em O Imperativo Thanos, parecia descabido colocar um adolescente do Arizona para assumir o manto. Mas o moleque segurou as pontas e mesmo sua revista tendo um estilo completamente diferente, conquistou sua parcela de fãs e se provou digno do uniforme.


Logo em seguida, Kamala Khan, adolescente inumana, ganhou poderes com a propagação das névoas terrígenas e assumiu o manto de Miss Marvel, abandonado há alguns anos por Carol Danvers. Mais uma vez, a reclamação dos fãs foi grande, dizendo  que a Marvel agora só pensava em como agradar as minorias, mesmo a Miss Marvel sempre tendo sido uma representante da minoria feminina. Mais de dois anos depois, a heroína é um dos principais nomes da nova geração de heróis da editora e conta com histórias elogiadíssimas pela crítica.

Os exemplos que dei são de novos heróis já consolidados no imaginário popular dos leitores e fãs casuais. Afinal de contas, quem nunca ouviu falar da super-heroína muçulmana ou do herói espacial adolescente que, inclusive, já foi personagem fixo de um desenho animado do Homem-Aranha? Claro, em ambos os casos, o manto pertencia a um herói classe B ou C e, antes disso, poucos não-leitores conheciam a franquia. Mas até uma década atrás, o Homem de Ferro também não era um herói classe B?

A discussão que quero propor se baseia na seguinte pergunta: o seu herói é o manto ou a identidade secreta? Você confia em Tony Stark para te defender ou no Homem de Ferro? É o Peter Parker ou o Homem-Aranha que te inspira? O que o codinome heroico significa para você?

Duas gerações de heróis

Particularmente, quando penso nisso, vejo que há casos e casos. Percebo que o manto do Capitão América é muito maior que a identidade Rogers - que a representação viva dos ideais americanos, da luta por um país livre e dos direitos assegurados à sua população não pode ficar presa a um homem. Mas também sei que o leitor desenvolve uma relação real com os personagens debaixo da máscara. Sei, por exemplo, que o Homem-Aranha é um dos maiores heróis da editora justamente por ter sua identidade secreta desenvolvida de modo tão verossímil e identificável, a ponto dos fãs não gostarem da nova namorada de Peter Parker e ficarem chateados por ele nunca ter se casado de fato com Mary Jane Watson. Mas isso não nos dá o direito de acharmos que aquele herói deva ficar para sempre atrelado àquele que porta a máscara inicialmente.

Peter Parker cresceu. O nosso velho Pete, agora é um empresário de sucesso com uma companhia multinacional. Seu nome ficou maior que o de Tony Stark no meio industrial e ele chegou onde sempre quis. Peter continua sendo o Homem-Aranha - mas com problemas de um empresário, de um homem adulto. E isso é bom. Deixemos as aventuras do Homem-Aranha colegial, do jovem que tem vergonha de falar com a garota que gosta e do adolescente que falta muito na escola porque estava combatendo o crime para Miles Morales. Nós ainda temos um Homem-Aranha jovem, só que com outro nome.

Peter construindo o futuro com as Indústrias Parker

Boas histórias são feitas independente do herói que a protagoniza. Bons escritores conseguem fazer tramas espetaculares para o Herói X e adaptá-las para o Herói Y, se necessário. Já tivemos muitos exemplos disso no passado. Porque, no final, o que faz com que sejam boas não é o protagonista, mas a narrativa. Obviamente, existem exceções, mas será que é realmente necessário manter o herói para sempre jovem em detrimento de novas personalidades e indivíduos? Será que é justo ficar mais de cinco décadas partindo do pressuposto que Peter Parker é um adolescente que ama Mary Jane e que vai ser feliz pra sempre ao lado dela mesmo passando por problemas financeiros todos os meses? A que ponto chega a mediocridade de não querermos ver o crescimento de alguém, mesmo um personagem fictício, apenas para que ele continue do jeito que sempre gostamos?

O manto representa o ideal criado por uma pessoa. O manto é uma ideia. Se você não leu ou não se lembra, recomendo a fase de Ed Brubaker à frente do Capitão América. Lá é possível ver o dilema moral de Bucky Barnes antes e depois de assumir o uniforme de seu falecido amigo. Todo o sentimento de indignidade, de não-merecimento, de que só Rogers poderia ser o Capitão real. E no final percebemos que não é bem assim. Nem mesmo Steve Rogers queria carregar o peso de representar o maior país do século XX, mas aceitou a tarefa e a fez dignamente porque era necessário. Porque era um soldado. Bucky, quando aceitou a tarefa, o fez para algo diferente, para redimir os seus pecados e seu passado como Soldado Invernal e fazer um trabalho tão importante quanto o que seu amigo fez.


Você já parou para pensar nisso? Em como seu apego e nostalgia pelo personagem talvez o impeça de abrir a mente para histórias maiores, para desenvolvimentos mais complexos e para lutas que você nunca pensou? E eu não falo só das lutas com vilões malignos e super poderosos. Afinal de contas, você segue o manto ou a pessoa?

Este texto continua em breve.

N.I.C.K.

sábado, 12 de novembro de 2016

Em perspectiva: Estaria a Marvel vivendo o seu melhor momento nos quadrinhos?


Com o recente sucesso da concorrente Das Crises em seu famoso "Rebirth", muitas pessoas passaram a olhar para a Marvel de uma maneira atravessada. Afinal, enquanto a DC voltou ao lugar comum, para a sua zona de conforto, a Marvel ousou e trouxe o conceito de legado em um nível jamais visto antes na editora. Mas isso é ruim? Então por qual motivo ainda tem fã olhando torto para a Casa das Ideias?

A minha intenção aqui é trazer um pouco de luz para os corações de alguns leitores. Mas antes de mais nada, preciso deixar claro uma coisa. Já cansei de ver leitores que falam mal da Marvel sem ler uma HQ atual sequer. Ou a galera que deixou de ler as revistas há quase 10 anos, mas fala que as atuais publicações são ruins. Fala isso com base no que? Bom, sem delongas, vamos ao que interessa.

Quando anunciou a Marvel Now! original, lá em 2012, a editora promoveu um grande relaunch (relançamento) em toda a sua linha. O propósito original foi o de responder à altura os Novos 52 da DC. Mas foi nesse momento que a empresa passou a dar espaço aos seus personagens menos populares. Afinal, nem só de Capitão América, Homem de Ferro, Thor e X-Men vive a empresa, não é mesmo?


Não vou entrar no mérito de que foi nesse período que tivemos os Vingadores de Jonathan Hickman, Deadpool do Gerry Duggan, Thor do Jason Aaron ou o Aranha Superior do Dan Slott. Foi nesse ponto que Sam Alexander, o Nova latino, surgiu. Personagem muito criticado em sua criação, mas que já acumulou três volumes da sua HQ e participações nos Vingadores e Campeões.

O que falar então da Miss Marvel? A jovem heroína muçulmana foi criada com uma tremenda desconfiança. Lembro até hoje de ler na internet comentários como "pra que gastar papel com essa HQ? Não vai durar 9 edições". E vejam só, hoje ela é uma das referências da editora, servindo quase como um ícone de uma geração.

O que isso quer dizer? Quer dizer que precisamos ir com calma. Não precisamos colocar as carretas na frente dos bois. Precisamos ler o material antes de condenar (ou louvar).

Logo após a Marvel Now! original tivemos a All-New Marvel Now!. Aqui a proposta foi de manter o que deu certo, cancelar as que não teve tanto sucesso e lançar mais material de qualidade. E foi aqui que a Marvel fez história.


Em 2012 a editora foi merecidamente criticada por cancelar a HQ da X-23. Na ocasião, a Casa das Ideias ficou sem NENHUMA publicação protagonizada por mulheres em seu catálogo. Mas identificado o problema, o editorial tratou de se redimir. E menos de quatro anos depois, o número de publicações solo protagonizadas por mulheres já era tão grande quanto a dos homens.

Entre 2012 e 2017 a Marvel publicou/vai publicas as seguintes revistas protagonizadas por mulheres: Defensoras, X-Men, Capitã Marvel, Mulher-Hulk Vermelha, Viúva Negra, Elektra, Miss Marvel, Mulher-Hulk, Tempestade, Angela, Thor, Garota Esquilo, Wolverine, Teia de Seda, Mulher-Aranha, Gwen-Aranha, Gwenpool, Jessica Jones, Moon Girl, Felina, Feiticeira Escarlate, Força V, Gaviã Arqueira, Gamora, Harpia, Jean Grey, Miss América, Pantera Negra, Blade e Vespa. O que totaliza um total de 30 publicações.

Mas os números que se lasquem. Isso não significa que as revistas estão boas. O que temos para provar a qualidade? Temos 8 coisas.

1. Demolidor.
2. Miss Marvel.
3. Gavião Arqueiro.
4. Surfista Prateado.
5. Thor.
6. Garota Esquilo.
7. Rocket Raccoon.
8. Dr. Estranho.

Todas essas HQs estiveram de alguma forma envolvidas com o prêmio Eisner nos últimos anos. Sendo indicadas, seus artistas envolvidos na premiação ou ganhando prêmios pela sua qualidade. E todos sabemos que o Eisner nos quadrinhos tem o mesmo peso que o Oscar no cinema.

Atualmente, a DC Comics voltou as raízes e adotou uma estratégia de publicações quinzenais. O que isso significa? Significa que ao invés de ofertar variedade, eles ofertam diversas HQs do Batman, Superman, Mulher Maravilha e Lanterna Verde por mês. Espaços que poderiam ser de personagens menores, são ocupados repetidamente pelos principais personagens da editora.

A estratégia da Marvel é quase oposta, mas curiosamente muito semelhante ao mesmo tempo. A Marvel também publica por mês duas revistas do Capitão América, só que uma protagonizada pelo Steve Rogers e outra pelo Sam Wilson. Também saem duas edições do Homem-Aranha, só que uma do Peter Parker e outra do Miles Morales. O mesmo vale para o Deus do Trovão, atualmente está sendo publicada a mini série do "Indigno Thor", então por mês podemos ler o Thor e a Thor. A lógica se repete na franquia mutante. Publica-se o Velho Logan e a Novíssima Wolverine. Vale destacar ainda a Riri Willams e o Infame Homem de Ferro, o novo Hulk e a Mulher-Hulk.

Isso por si só já inviabiliza o argumento dos leitores (que não estão lendo as revistas) de que a Marvel está acabando com seus principais heróis. Ao mesmo tempo em que se dá espaço pro velho: Peter Parker, Odinson, Steve Rogers... também se dá para o novo: Miles Morales, Jane Foster e Sam Wilson.


É aquela velha coisa de que todo mundo sai ganhando. Eu vejo que com o Rebirth a DC tentou trazer de volta aqueles leitores que a tem sustentado pelos últimos 50 anos. Já a Marvel com a fase All-New All-Different, tem buscado garantir leitores para lhe sustentar pelos próximos 50.

Se você não tem interesse em acompanhar a vida mundana e universitária da Garota Esquilo, talvez se interesse pela paranoia esquizofrênica do Cavaleiro da Lua. Ainda não? Então tenta uma leitura mais sofrida e melancólica mas com muita ação e sangue com o Velho Logan. Curte política? Experimenta ler Capitão América e veja como Sam Wilson se posicionou nos EUA.

Ou você pode acompanhar a vida de empresário bem sucedido do Peter Parker. Ver como Miles Morales está se saindo como o novo amigão da vizinhança. Ou ainda torcer para os mutantes escaparem de mais uma eminente crise de extinção.

Nunca antes a Marvel ofertou tanta variedade assim. Vilões como Mercenário, Rei do Crime, Dr. Destino tendo espaço ao sol. Mercenários como o Pastelão, Solo e o Matador de Idiotas. Heróis clássicos: Capitão América, Homem-Aranha e Thor. Heróis "classe B" como Felina, Cavaleiro da Lua e Garota Esquilo. Os jovens: Riri Williams, Moon Girl, Miles Morales e Vespa.


Moral da história? Tem HQ para todos os gostos e públicos. É um material exaustivamente bem elogiado pela crítica, pelos seus leitores (e reitero que leitores são quem leem as HQs, não quem comenta sem embasamento na internet) e que foi bastante premiado.

Como se isso tudo não fosse o suficiente, essa semana saíram os dados das vendas norte-americanas de quadrinhos no mês de outubro. E apenas três meses após o lançamento do Rebirth, a Marvel já retomou a dianteira novamente, controlando 35% do mercado, contra 30% da Distinta Concorrência.

Isso significa que a Marvel é melhor? Não. Não se trata de qual editora é melhor e sim qual se encaixa melhor com o seu perfil. Uma esbanja conservadorismo e a outra aposta na diversidade. É só escolher.


Kinhu Heck

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Novíssimo Capitão América: Fazendo história

ALL-NEW MARVEL NOW NOVÍSSIMOS VINGADORES 5 6 7 8 9 REMENDER STUART IMMONEN ALL-NEW CAPTAIN AMERICA 1 2 3 4 5 6

O que é (ou quem é) o Novíssimo Capitão América do roteirista RICK REMENDER, apresentado da edição 5 à edição 9 da revista Novíssimos Vingadores? Não é a primeira vez que Steve Rogers deixa de ser o Capitão América. Apenas na última geração isso já aconteceu quando Bucky Barnes assumiu o lugar do herói supostamente morto, em um período sombrio do universo Marvel. Agora, porém, Steve não está morto, mas limitado demais para manter-se no papel. Contudo, a chegada de Sam Wilson, até então o Falcão, não pode ser vista apenas como um reflexo de ações afirmativas sobre o mundo dos quadrinhos.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

A nova cara dos Vingadores na nova Marvel Now

* Atenção! Informações inéditas no Brasil e EUA!


Havia muitas especulações e furdúncios nos forúns de internet desde que a Marvel anunciou um plano para grandes mudanças em 2015 com a chegada de uma saga chamada Times Run Out. Muitos acreditaram ser o princípio de um reboot, mas quem conhece a Casa das Ideias sabe muito bem que ela pensa muito mais além. Alguns indícios recentes, mostravam mudanças drásticas em personagens clássicos como Capitão America e Thor. E ontem, o Chefe Criativo da Marvel, o todo poderoso Joe Quesada, foi ao programa de TV Colbert Report anunciar oficialmente uma dessas mudanças e abrir as portas para a nova cara da Marvel pro ano que vem:



Bom, a imagem acima confirma o que já especulávamos. Um novo Capitão America está por vir, mas ainda sim sendo um velho conhecido. Sam Wilson será o Sentinela da Liberdade no lugar de Steve Rogers, que recentemente privado dos benefícios do seu soro do supersoldado passou a envelhecer rapidamente. Isso meio que já estava mostrado numa das primeiras imagens previews da Times Run Out, onde vemos o novo Capitão America ao lado do envelhecido Steve Rogers de bengala.



Na mesma imagem, você também o Thor, mas não como estamos acostumados a vê-lo. Ao invés do Mjolnir, sua arma agora é o machado Jarnbjorn, recentemente mostrado nas atuais histórias dos Fabulosos Vingadores de Rick Remender publicadas no Brasil. E como vimos ontem, o portador do Mjolnir agora é outro. Ou melhor, outra. O que nos leva a imagem recentemente divulgada pela Marvel:



Na imagem, além dos dois personagens com severas alterações, temos também outros que estarão em destaque esse ano como Doutor Estranho, Homem-Formiga e Feiticeira Escarlate, alvo dos próximos filmes do estúdio. Angela, recém chegada, está tendo forte impacto nas revistas relacionados a mitologia do Thor. Já Medusa e o novo inumano Inferno também estão presentes. Mas espere...

Há algo diferente nesse Homem de Ferro. Sim, exato. Supondo que o trio fundamental dos Vingadores esteja mudando, é de supor que algo aconteça também com o ferroso. Ontem mesmo, o site Bleeding Cool divulgou um suposto teaser que deve estar relacionado com o SUPERIOR IRON MAN. Isso mesmo. Ciente de que na sua mensal, o Tony vem passando por uma série de mudanças drásticas (algumas pessoais) é de esperar que em breve anunciassem algo sobre seu novo status quo.



A imagem acima é de Tony Stark, mas uma versão upgrade. Segundo foi divulgado, ele esta usando uma nova versão do Extremis, que lembra mais a visão do filme, que promete dar beleza, perfeição e até imortalidade. Tony está passando por uma série de mudanças pessoais que está alterando seu carater, tornando-o mais ambicioso e até mesmo passível de caráter duvidoso. Alguns heróis, como o Demolidor, vão começar a questionar essa sua nova visão das coisas. Segundo o editor chefe Alex Alonso, "É a versão do Tony tem sua visão própria do mundo, ele está na defensiva. Meio controverso, mas defensivo". Estaria o velho Tony está de novo dando ares do que foi na Guerra Civil?

E então, o que acharam desta nova faceta da Marvel? Alguém vai engolir de novo as teorias conspiratórias de reboots?

Coveiro

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Deathlok Ganha Revista Mensal

                                                                             * Atenção! Informações inéditas no Brasil e EUA.


De acordo com o site Comic Book Movie, um personagem interessante da "Casa das Ideias", que passou a ser mais aproveitado recentemente, terá uma revista mensal a partir de outubro nas mãos da equipe criativa composta por Nathan Edmondson (Black Widow, The Punisher) nos roteiros e Mike Perkins (Capitain America) nos desenhos : Deathlok. Não é Luther Manning, que os leitores mais antigos conhecem e é oriundo de um "futuro esquecido" em que os heróis foram exterminados pela companhia Roxxon mas, segundo o editor Tom Brevoort, um personagem parecido com o que os telespectadores encontraram em "Marvel´s Agent of SHIELD". 

Ele se chama Henry Hayes, um combatente veterano e "pai solteiro" que pensava que os tempos de guerra ficaram para trás. Ele foi transformado em um ciborgue contra a sua vontade pela misteriosa "Biotek Corporation", que aluga os seus serviços e  apaga suas memórias ao fim de cada missão. Aos poucos, ele irá recobrar a sua identidade, tomar ciência do que fizeram com ele e revelar o terrível legado dos muitos "deathloks" anteriores a ele. Além disso, será caçado pela SHIELD e o "exército de um homem só"  terá que escolher se é um homem ou uma máquina. Contudo, sua primeira aparição ocorreu agora em uma "história de apresentação" publicada no início do mês em Original Sins #1, uma minissérie "spin off" do evento "Original Sin", em que vários heróis investigam o assassinato do Vigia da Terra, Uatu e ao mesmo tempo se defrontam com erros do passado. No seriado, Deathlok se chama Mike Peterson, ex-agente da organização criminosa "Centopeia", que lhe forneceu super-poderes, regenerou-se e ingressou na SHELD. Ele teve o corpo parcialmente destruído em uma explosão e foi reconstruído pela sua nova organização.  


Sempre gostei desse personagem, mas preferiria que fosse o Deathlock "clássico" e nem achei a premissa exatamente original. Espero que o resultado seja bom. E vocês, gostaram da ideia de um novo Deathlok ou prefeririam algum outro que já tivesse aparecido antes?

C@rlos

domingo, 18 de maio de 2014

Deathlok volta a ter destaque nos quadrinhos

Atenção! Informações Inéditas no Brasil e EUA!


Muito motivado pela participação do personagem na série de TV "Agentes da SHIELD", a Marvel vem dando destaque ao Deathlok nos quadrinhos. Além de participar da atual saga da editora, o personagem também ganhará mensal.

A encarnação do personagem que participará da saga Original Sin será Mike Peterson, a mesma da série de TV. Seu retorno será marcado em uma curta história em "Original Sins", tie-in da saga principal, que mostrará pequenos segredos dos mais variados personagens da Marvel. O roteiro da HQ será de Nathan Edmondson (Justiceiro e Viúva Negra) e a arte de Mike Perkins (Capitão América e Surpreendentes X-Men).




Mais adiante, sem data ou dupla criativa anunciada, o ciborgue mais famoso da Casa das Ideias, estará ganhando sua própria revista mensal.

E então caros leitores, o que estão achando dessa transmídia da Marvel? O personagem merece mesmo uma revista mensal?


Kinhu Heck

domingo, 27 de abril de 2014

C2E2 2014: Novidades do Senhor das Estrelas e os “Young Guns”


Como já tínhamos anunciado antes, o Senhor das Estrelas está prestes a ganhar uma série solo chamada The Legendary Star-Lord escrita por Sam Humphries e ilustrada por Paco Medina. E agora saíram mais detalhes sobre a revista.

"Ele é um filho da p--- charmoso", diz Humphries "Todo mundo tem um amigo igual a Peter Quill. Ele é convencido, arrogante, mas está sempre te protegendo." Quanto ao Lendário do título, perguntam ao autor se ele é realmente uma lenda ou se é só uma piada com uma das falas do trailer do filme. "É mais que uma piada atrelada ao herói. Peter se vê como uma lenda porque ele pode voar rápido, atirar rápido e xavecar rápido. Mas o que realmente te torna uma lenda são as coisas escondidas em si mesmo que você nem sabia que tinha."


O herói continuará aparecendo nos Guardiões da Galáxia do Bendis, mas uma mudança no status quo envolvendo Jason Quill será a base para a série solo do personagem. O elenco de Guardiões fará algumas aparições na revista e um novo elenco de apoio será criado - incluindo a X-Men Kitty Pryde! Porém, não espere que o Senhor das Estrelas cruze com o jovem Ciclope pelo espaço. O relacionamento a distância entre Kitty e Peter será um elemento importante na série.

Humphries passou a descrever o tom da série como uma mistura de velho-oeste com filme de assalto explorando os confins do universo a partir de uma perspectiva pé no chão. "É uma mistura de manipulações, caçadas ao tesouro e ajustes de contas à moda antiga".


A primeira edição de The Legendary Star-Lord sai em Julho lá nos EUA.


E por falar em coisa nova, a Marvel está retomando o projeto Young Guns, que visa lançar novos artistas no mercado. A primeira leva, que ocorreu em 2004, revelou ao mundo alguns talentos como Simone Bianchi, Leinil Yu, Daniel Acuña, Steve McNiven e Olivier Coipel

Dez anos depois, a editora quer apresentar gente nova. Em breve teremos: Mahmud Asrar (Wolverine e os X-Men), Nick Bradshaw e Sara Pichelli (Guardiões da Galáxia), David Marquez (Miles Morales: Ultimate Homem-Aranha), Valerio Schiti (Novos Vingadores) e Ryan Stegman que assumirá Inumano na edição #4. Para Axel Alonso, isso é uma oportunidade de promover os artistas e lembrar as pessoas de como a Marvel está sempre à procura de novos talentos.

Para comemorar, a editora lançou quatro capas variantes para a nova série do Senhor das Estrelas com cada artista do programa. Confira:

Capa variante de The Legendary Star-Lord #1 por Ryan Stegman

Capa variante de The Legendary Star-Lord #1 por David Marquez


Capa variante de The Legendary Star-Lord #1 por Mahmud Asrar


Capa variante de The Legendary Star-Lord #1 por Valerio Schiti


E aí, animados com o futuro do personagem?

quinta-feira, 27 de março de 2014

Homem-Aranha ganha nova mensal

Atenção! Informações Inéditas no Brasil e EUA!

Uma das encarnações aracnídeas preferidas dos leitores é sem dúvida o Homem-Aranha do universo 2099. Se você é um desses fãs, abra um sorriso no rosto, pois ele está de volta aos holofotes. E não estamos falando da nova saga gerida por Dan Slott , a Spider-Verse. Estamos falando de uma nova revista mensal! E advinha quem vai ser a equipe criativa?




Miguel O'Hara,  vai ganhar uma nova mensal escrita pelo aclamado Peter David, seu roteirista original. Peter David contou que Miguel está preso no presente, então lutará com todas as suas forças para evitar que o futuro do universo 2099 se concretize. Ele, de certa forma, estará perdido assim como o Capitão América outrora também esteve, deslocado do tempo. 


As primeiras ideias para a HQ são explorar um vilão que pretende extrair O'Hara da linha do tempo e depois ele investigará o tráfico de Esmaga Aranhas. Isso o deixará as portas do evento Spider-Verse. Liz Allen e o avô do herói, Tibério Stone, aparecerão na revista. O desenhista da HQ será WillSliney, que recentemente ilustrou as aventuras das Defensoras.

A revista deve entrar na onda de lançamentos da All New Marvel Now.


Kinhu Heck

sábado, 15 de março de 2014

Mais detalhes sobre o futuro do Ultiverso

Atenção! Informações Inéditas no Brasil e EUA!



Como vocês já sabem, três novas séries do universo Ultimate estrearão nos próximos meses e os autores responsáveis pelos títulos - Brian M. Bendis, Michel Fiffe e Joshua Fialkov - deram maiores detalhes sobre elas esta semana.

Para começar, Bendis disse que desde o anúncio de Cataclysm, recebeu uma quantidade imensa de perguntas e especulações. Muitas delas estranhamente perguntavam sobre Judge, o companheiro de quarto de Miles Morales.

Fialkov disse que lê as revistas do Ultiverso desde o começo e que a linha o inspirou a ser um escritor de quadrinhos. "Chegar aqui e construir algo com Brian [Bendis] e Michel [Fiffe] é uma honra e um previlégio. Estou muito animado com isso."

"O que o universo ultimate significa pra mim e para um monte de gente que o acompanhou por todos esses anos é que qualquer coisa pode acontecer. Tenho muito orgulho da Marvel por manter essa linha e não cancelar. Essa próxima evolução é um lembrete disso, tanto para mim quando para os leitores", afirma Bendis. Ele ainda disse que essas novas primeiras edições são um ponto de entrada fácil para novos leitores e um enorme novo capítulo para os personagens.



Sobre Ultimate FF, Fialkov disse que está trabalhando com cinco dos seus personagens favoritos, mesmo que a identidade de de um desse ainda seja um segredo. Eles vão se unir quando tudo começar a desmoronar no universo Ultimate e será cheio de monstros bizarros.

Fiffe disse que queria trabalhar com vilões que ele gostava como a Sociedade da Serpente e Ossos-Cruzados, mas queria atualizá-los um pouco ou fazê-los se encaixar um pouco melhor nesse universo. O autor ainda cita Akira e Afrika Bambaataa como inspirações visuais para a "estética punk das ruas".


"All-New Ultimates é uma espécie de contraparte disso", disse Fiffe, "os personagens são mais jovens e menos experientes. É muito mais corajoso e será no nível urbano sem monstros bizarros. Não é um mundo triste e sombrio, mas ainda assim é muito mais perigoso do que as crianças estão acostumadas. Eles são apenas crianças, não super-heróis poderosos como os Supremos originais."



Sobre o futuro de Miles Morales: O Ultimate Homem-Aranha, Bendis diz que teremos Miles em um momento muito interessante de sua carreira de super-herói porque ele meio que percebe o que realmente significa ser o Homem-Aranha. "O Cataclisma foi como um batismo de fogo/bar mitzvah e agora ele está livre para viver o legado de Miles Morales, mas ainda existe algumas questões do legado de Peter Parker que precisam ser resolvidas." A primeira edição da revista terá vilões da série animada da década de 60 completamente reinventados.


A série mostrará Miles formando uma nova família com amigos como Ganke juntamente com o retorno de pessoas do passado de Peter Parker como Mary Jane. Ultimate Spider-Man #200 mostrará amigos e familiares de Peter se reunindo para relembrar o aniversário da morte do Peter Parker Ultimate.



"Me senti bem escrevendo essa edição . Eu queria que o antigo elenco se reunisse para esse evento agridoce mais do que ninguém. Fiquei muito aliviado de termos a edição #200 - ou #209 pela conta de alguns - para fazer isso."

Ainda sobre Ultimate FF, Fialkov disse que veremos muitos personagens importantes e novos. "Você verá universos paralelos que eu estou literalmente louco para mostrar. Mas mesmo com uma carga de ficção-científica pesada, o título é sobre um monte de personagens que se sentem culpados, especialmente Sue Storm. Para alguns deles a premissa do grupo é 'recuperar o tempo perdido' ". O quinto personagem será alguém com muitas diferenças com o resto da equipe, mas uma figura-chave para salvar o universo. O autor disse que isso representa a equipe deixando de lado suas diferenças para aprender a trabalhar em conjunto.

E ele aproveita para revelar quem será o quinto personagem: Doutor Destino com pernas de cabra.



"Doom é o maior homem que já viveu. Culpam ele por muitas coisas, mas ele não tem ideia do que estão falando. Veremos uma nova origem e o quanto ele mudou desde a última vez que o vimos. Será uma história de redenção tanto para Doom quanto para Sue Storm. O resto do Quarteto Fantástico também aparecerá no título já que todos são parte da equação. Doom fez coisas terríveis a cada um deles."


E aí, animados com esse novo futuro para o Ultiverso?