Coveiro.
A história, porém, nada terá a ver com o filme de Lexi Alexander. De fato, a mini-série dará prosseguimento aos eventos narrados no primeiro arco da dupla, “Bem-vindo de volta, Frank”, onde o anti-herói derrubou a família Gnucci. Isso significa que a Mãe Gnucci estará de volta mesmo depois de ser desmembrada e incinerada. Até mesmo o Russo, célebre vilão imortal criado por Ennis – que chegou a aparecer na telona na melhor cena do fraco filme de Thomas Jane –, deverá fazer uma pontinha...
Ennis, que está se despedindo da revista mensal, disse que escreveu a história há 3 anos, portanto não existe conexão entre uma coisa e outra, enquanto Dillon comemora a possibilidade de reeditar a parceria que definiu como simbiótica.
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Em entrevista ao Comic Book Resources, o editor Nick Lowe e o roteirista C.B. Cebulski (especialista na cronologia mutante a ponto de editar algumas revistas) explicaram que a idéia sempre foi usar o arco da dupla Craig Kyle e Chris Yost para reintroduzir a personagem, uma das favoritas dos fãs. Sua volta, inclusive, era discutida nos bastidores da Marvel há um bom tempo, faltando apenas definir de que forma ela ocorreria.
Falando mais da trama da mini-série, intitulada X-Infernus, Cebulski disse que pode ser considerada uma continuação da saga Inferno, clássico mutante da década de 80 que envolveu todos os títulos da linha e até mesmo outros sem relação como Daredevil e Fantastic Four. Em X-Infernus, Illyana trará seu exército infernal ao novo lar dos X-Men, em São Francisco, após destronar Belasco mais uma vez, e contará com a servidão da dupla demoníaca Sym e Nastrith.
Segundo Lowe e Cebulski, Illyana não poupará nada nem ninguém para reaver sua alma, e seu irmão Colossus precisará lidar com isso. Outros personagens que terão destaque são Wolverine, Noturno e Fada; Noturno por estar com a Espada Espiritual de Illyana dos tempos que namorava Amanda Sefton e Fada por ter sido torturada pela Filha do Inferno em "Quest for Magik". Só a inexplicável importância de Wolverine que não foi esclarecida.
Marcada para o final do ano, X-Infernus termina no ano que vem e ainda não tem um artista definido, só sabe-se que David Finch (Novos Vingadores) cuidará das capas. Espere também por grandes mudanças no status quo de alguns personagens e dos títulos mutantes como um todo.
Brizola
Essa edição acabou marcando por vermos pela primeira vez as consequências dos atos terroristas de Magneto no passado, o que acabou sendo misturado com a vingança dos irmãos Strucker e de um outro atentado misterioso contra a prisão de Magnus supostamente causado pelos X-men. Contudo, mais uma vez, é o final da edição que marca absolutamente uma nova fase na revista. Aqui, Xavier é obrigado a deixar seus X-men e barganha com Magneto para que ele assuma o seu lugar. No Brasil, a história saiu em X-men 24, publicada pela editora abril na época.
Na década de 90, muitas mudanças estavam por vir nas histórias mutantes. Logo no começo desta década, Chris Claremont se despediu da série após praticamente 20 anos initerruptos. Por um tempo, dois de seus mais marcantes desenhistas - John Byrne e Jim Lee - assumiram a batuta, mas por pouco tempo. O novo time criativo ficaria a cargo do brilhante Fabian Nicieza e do irreverente Scott Lobdell. E este último foi o responsável por roteirizar a 300° Edição dos X-men, desenhada por John Romita Jr. e Brandon Peterson.