quinta-feira, 8 de julho de 2010

Justiceiro: Series Finale

Justiceiro

Chegou a hora, caros leitores dessas linhas mal escritas. Estamos na reta final da mais recente baixa da revolução, a Marvel Max. E para fecharmos com chave de ouro, vamos apresentar o último voo de Ennis. Com vocês, a parte final do arco “Valley Forge, Valley Forge

Na última edição, Frank Castle foi emboscado pelos soldados da Delta. Ou será que foi Castle que os emboscou? De qualquer forma, surge um impasse, já que Castle se cercou de diversas bombas e impôs uma condição: Que dialogar com o Coronel Howe.

Em Marvel Max 80, Howe, que ignora os chamados de Geller, chega ao local, para o desespero dos Generais. Castle então começa a relatar os podres dos nossos amigos, incluindo os detalhes da Operação Barbarrosa (mostrada no arco “Mãe Rússia”). Apesar disso e dos avisos para que a Delta fique fora de seu caminho, Howe está mais interessado em levar Castle preso. Mas Castle não facilita para os soldados da Delta. E resolve explodir algumas bombas.


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A cena é cortada. Mais imagens do livro do irmão de Steve. Dessa vez, o foco são fotos do campo de Valley Forge.

Castle explode as bombas. Bombas de gás lacrimogêneo. Novamente, o Justiceiro é freado por seus princípios. E tenta escapar. Apesar da confusão inicial, os soldados estão mais preparados. Ademais, Howe é um experiente combatente. Com muito custo e muitos disparos de taser, Frank é capturado.

Ao informar da captura do vigilante aos generais, a primeira pergunta que lhe fazem é a respeito da fita. Howe informa que ainda não conseguiu a fita, o que deixa os generais irados, a ponto de um deles dizerem grandes m$%¨(*& nos ouvidos de Howe.


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O Coronel resolve conversar a sós com Frank. Depois da conversa com os generais, ele começa a achar que Castle está dizendo a verdade, pedindo para que o velho soldado confie nele.

E as coisas esquentam em Marvel Max 81. Howe resolve comprovar as alegações do Justiceiro, indo até um dos locais indicados pelo vigilante, para retirar a fita tão almejada pelos generais. Wood, seu leal soldado, acha que é uma perda de tempo manter Castle em vez entregá-lo às autoridades. Mas Howe tem suas razões para continuar nesse jogo.

Mais uma vez, a história sofre a intervenção das páginas do livro sobre o conflito do Vietnã. Dessa vez o foco é sobre um soldado idealista, Bill Torrance, que sonhava em ser como seu pai, um herói da Segunda Guerra Mundial. Só que ele acaba indo parar no Vietnã, onde não existem espaços para heróis.

Howe começa a ver a fita e vemos um personagem que não tem mais aparecido tanto (obviamente, porque o Justiceiro o matou), Rawlins, que está revelando todos os planos sujos da Operação Barbarossa, inclusive o atentado que a Rússia sofreu para acobertar a referida operação.


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Os generais já perceberam que fizeram besteira em usar Howe para cumprir a missão de captura do Justiceiro. E resolvem eles mesmo ir até o esconderijo de Howe para acabar com o vigilante.

Howe dá uma pausa na fita e dispensa seus homens. A última missão é manter Geller afastado. Depois de dispensá-los, Howe volta para terminar de ver as revelações bombásticas da fita.

A história é cortada com mais um trecho do livro. E todo o trecho se resume ao sentimento de traição que o pobre Torrance sofreu.

Howe termina de ver a fita. Confirma a localização dos dados que Rawlins guardou na fita e pede, para o detentor deles , descartá-los. Howe volta para Castle e diz que não vai usar a fita, já que isso seria enterrar as forças armadas. Mas fica a questão: O que fazer? Castle já declara que com Generais não haverá perdão.


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Mais uma vez, trechos do livro. E dessa vez, todo centrado em Steve.

Geller está em um avião acompanhado pelos soldados de Howe. E percebe uma coisa que pode atrapalhar todos os planos dos generais. E o papo entre Justiceiro e Howe continua. Howe acha que Castle traiu seus princípios de soldado, por isso, não merecia morrer como um. Por isso queria levá-lo a prisão. Mas depois de ver a fita, ele muda radicalmente de ideia.

Os generais estão em frente a casa que Howe mantém Frank cativo. Prestes a entrarem, Howe sai do imóvel, demonstrando que não tem mais nada haver com aquilo.

Geller entra no banheiro do avião e tenta se comunicar com os generais. Só que o máximo que consegue é deixar uma mensagem, avisando que tudo não passou de uma emboscada. Howe, desde que começo, queria ajudar o Justiceiro, já que quem o libertou na época do Vietnã, foi Frank Castle.


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No final, vemos Fury num bar, lendo o livro. Ao fundo, imagens de mais um atoleiro americano, sendo que a diferença entre os trechos do livro e as imagens da televisão é o intervalo de tempo. Só resta ao velho Coronel pedir outra dose.

E o Vietnã foi uma guerra como todas as outras:

Houve aqueles que lucraram.

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Houve aqueles que foram devorados


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E houve aqueles que não têm palavras para descrevê-los.


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É, acabou. Acabou-se uma era. Aqui termina um dos mais bem sucedidos runs já feitos. Um dos mais bem sucedidos projetos do selo MAX chega ao fim. Ennis reinventou o Justiceiro. Cada um dos arcos se interligam, construindo uma cronologia própria e coerente, coisa que atualmente é uma raridade de ver nos quadrinhos de supers. Ennis está de parabéns.

Enfim, meus caros amigos, esse foi o último artigo dedicado a revista Marvel MAX. Espero que a Panini continue lançando as (raras) revistas que ainda saem do selo, ainda que na forma de encadernados. Aqui se encerra uma trajetória de um mix com seus altos e baixos, que trouxe clássicos modernos como Poder Supremo, Alias (encadernado já está previsto para sair) e, como não poderia deixar ser o, Justiceiro. Enfim, um mix bacana, que infelizmente, conheceu seu ocaso.

Rafael Felga

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