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domingo, 12 de maio de 2024

Grandes Histórias Marvel no Brasil: As 55 editoras Brasileiras da Marvel

Em 84 anos de Marvel no Brasil, a Casa das Ideias passou por 55 editoras entre 1940 a 2024. Acredito que o Brasil é recordista mundial nesse quesito com a Marvel. Nessa lista temos editoras pioneiras, editoras tradicionais, editoras importantes, editoras que publicaram apenas uma revista e editoras que você nunca ouviu falar. Nessa trajetória, estamos considerando as histórias desde a era Timely até o presente. 

1 O Globo

Fundada pelo empresário Roberto Marinho, o jornal O Globo também investiu no segmento de quadrinhos a partir de 1937. Foi nessa nova triagem que surgiu Alfredo Machado, um dos profissionais do meio editorial, atuante em diversas editoras do período. Foi Alfredo Machado que descobriu a existência dos personagens da Timely. O interesse pelos novos personagens foi tanto que o próprio escreveu uma carta para a Timely, perguntado “como licenciar o Tocha-Humana e outros personagens no Brasil”. Algumas semanas depois, receberia uma caixa cheia de revistas originais e o contrato. Logo os personagens da futura Marvel estariam no Brasil. Com tantas novas publicações chegando, títulos como: “Gibi Mensal”, “O Globo Juvenil” e “Biriba Mensal”, apresentaram as primeiras histórias de “Namor”, “Tocha Humana”, “Marvel Boy”, “Ciclone”, entre outros. O Globo editou quadrinhos entre 1937 a 1952.


2 Grande Consórcio Suplementos Nacionais

Antes da Ebal, Adolfo Aizen, responsável por trazer os suplementos americanos ao Brasil. Aizen trabalhou com diversas editoras e jornais na década de 1920, entre elas a revista O Malho, no jornal A Nação e na revista O Tico-Tico. Algum tempo depois, com ajuda de amigos, Aizen criou o “Grande Consórcio Suplementos Nacionais” trazendo diversos personagens para suas publicações. Com a era Timely, foram publicados os personagens “O Cavaleiro Mascarado”, “Anjo” e “Mulher Pantera” nas edições de “Mirim” e também no “Suplemento Juvenil”. A editora operou entre 1934 a 1949.


3 Diário da Noite

Assis Chateaubriand, comandava um grande conglomerado de rádio, revistas e TV e com o crescente sucesso dos quadrinhos, acabou investindo também nesse segmento. Chatô fundou a revista “O Guri”, um sucesso de vendas que passava dos 100 mil exemplares por edição. O Diário da Noite foi a terceira editora com a fase Timely no Brasil. A revista O Guri foi a primeira revista em quadrinhos colorida publicada no Brasil, um avanço para a época. Foi pelo Diário da Noite que o “Capitão América” fez sua estreia no Brasil. As publicações do Diário da Noite saíram entre 1941 a 1953.


4 Vida Doméstica

 Fundada em 1920, a “Sociedade Gráfica Vida Doméstica” passou a publicar quadrinhos somente em 1947. Sua principal publicação era com a revista de variedades Vida Doméstica, direcionada para donas de casa. Com a Timely, a Vida Doméstica publicou a revista “Vida Infantil”, com o personagem “Super Rabbit”, uma paródia inspirada nos super-heróis do momento. O personagem antropomórfico foi um dos primeiros do gênero a figurar pela Timely. No Brasil, o personagem foi chamado de Super-Coelho e Coelho Valente. A editora publicou também o fantasminha infantil, “Homer”. A editora ficou no mercado com quadrinhos até 1954.


5 Fon-Fon

A Fon-Fon era uma revista famosa que não era propriamente de quadrinhos, mas sim de  humor e crítica social que saiu durante os anos 1907 a 1958. O slogan da revista era: Para os graves problemas da vida, para a mascarada Política, para a sisudez conselheira das Finanças e da intrincada complicação dos Princípios Sociais, cá temos a resposta própria: aperta-se a sirene, e... Fon-Fon! Fon-Fon! O nome Fon-Fon era a onomatopeia do som de uma buzina, daí o nome da revista. A Fon-Fon publicava quadrinhos eventualmente. Em um desses raros momentos, a Fon-Fon publicou em 1949 a história do “Ricardo-Coração de Leão” com roteiros de Stan Lee, baseado na figura do Rei Ricardo da Inglaterra.


6 A Noite

A editora do Jornal “A Noite” funcionou entre 1911 e 1957 e nesse período publicou Histórias em Quadrinhos. Uma de suas publicações foi com a revista “Club dos Amores”, uma revista semanal composta por fotonovelas e histórias de romance. Uma das publicações contou com as histórias da fase Atlas, período pré-Marvel. As histórias foram extraídas da revista My Own Romance que já tinha Stan Lee como editor chefe. 


7 O Cruzeiro

O Diário da Noite encerrou a revista O Guri na edição 354 em dezembro de 1953. No ano seguinte começou uma nova coleção de O Guri, desta vez pela editora “O Cruzeiro”. Assis Chateaubriand, aproveitando o sucesso de uma de suas revistas chamada O Cruzeiro, decide criar uma editora com o mesmo nome. O Cruzeiro foi uma revista semanal de variedades de muito sucesso publicada desde o final dos anos 1920. Com a Cruzeiro, Assis Chateaubriand lançaria outras revistas além de O Guri, direcionando ainda mais sua linha de produção. Com a segunda série de O Guri, poucas histórias dessa fase da Marvel foram publicadas. O Capitão América por exemplo foi um que saiu em poucas edições de O Guri. A editora funcionou até 1974.


8 Última Hora

O suplemento “Última Hora” foi uma publicação do jornal carioca Última Hora, fundado pelo jornalista Samuel Wainer em 1951. Assim como o Consórcio, o jornal Última Hora criou seu próprio suplemento. A publicação durou até 1952 com 211 edições lançadas. O personagem “Kid Colt” e “Meco-Meco, o Pato” (Buck Duck), foram publicados em algumas dessas edições.


9 RGE (Rio Gráfica Editora)

Em 1952, Roberto Marinho resolveu criar uma empresa específica para editar os seus quadrinhos. O nome Editora Globo foi pensado, porém não poderia ser usado. Tudo porque já existia uma livraria e editora no Rio Grande do Sul, que possuía o registro com esse nome. Por isso, Marinho criou em 1952 a RGE (Rio Gráfica e Editora). A nova editora retoma os títulos Gibi Mensal a partir da edição 138 e O Globo Juvenil Mensal, a partir do 140. A editora teve duas fases com a Marvel: a primeira, com o final da era Timely passando pela Atlas com o “Cavaleiro Negro”, algumas com o Capitão América e com Namor em “Biriba-Shazam” e “Shazam”, publicadas na dévada de 1950. Anos depois, a RGE retornava à era Marvel, com o Homem-Aranha, Hulk e X-Men entre 1979 a 1983. A RGE durou até 1987. 


10 La Selva

Fundada em 1950 pelo imigrante italiano Vito La Selva, a “Editora La Selva”foi a primeira editora de São Paulo. Uma das primeiras publicações foi a revista “Cômico Colegial”, A revista era um mix de vários personagens e histórias diversas. Muitas histórias dos mais diferentes gêneros foram publicadas pela La Selva, inclusive material da fase Atlas nas revistas: “O Terror Negro”, “Seleçõs Juvenis”, “Seleções em Quadrinhos” entre muitas outras. A La Selva atuou até 1970.


11 Edições Júpiter

A Júpiter era uma pequena editora que publicava material nacional, administrada por Auro Teixeira com Gedeone Malagola como editor. A editora, devido a diversos problemas, durou apenas alguns anos. A única revista da Júpiter com material da Atlas foi a “Sepulcro”, em apenas uma edição com histórias de Stan Lee, Joe Maneely e Dick Ayers.


12 Chiodi,Oliveira e Cia Ltda.

Antes da Gráfica Novo Mundo, havia a “Chiodi, Oliveira e Cia Ltda” que pode ser considerada o início da Gráfica Novo Mundo. Fundada por Victor Chiodi, Reinaldo de Oliveira e Miguel Penteado,a Chiodi, foi publicada uma coleção chamada “Corações”. Com seis edições lançadas, Corações trouxe histórias extraídas de Loves Romances, My Own Romance e Secret Story Romances, todos da fase Atlas. A editora funcionou entre 1954 a 1956.


13 Gráfica Novo Mundo

A Gráfica Novo Mundo foi comandada pelo imigrante italiano, Victor Chiodi. Depois de fazer alguns trabalhos pela La Selva, Chiodi se interessou por publicar suas próprias revistas. 

A editora lançou a série para "Seleções em Quadrinhos", com o título de "Conquistadores do Espaço", com algumas histórias de Strange Tales, Journey, Into Mystery e Tales to Astonish. Dentro da coleção Seleções, fugindo um pouco das histórias de terror e de ficção, a Novo Mundo publicou a personagem Lili, a Garôta Atômica (Millie the Model, no original). Lili, a Garôta Atômica foi uma das poucas personagens que foram criadas no período Timely e que manteve as suas publicações durante a fase Atlas, até chegar à Marvel.

A Novo Mundo lançou também a revista chamada "Gato Preto" - focada no gênero terror. Algumas edições de "Gato Preto" apresentavam histórias de Journey Into Mystery e Adventures Into Weird Worlds. Ainda nesse gênero, a editora publicou mais uma revista, com o lançamento do "Mundo de Sombras", em 1955. "Mundo de Sombras" seria mais uma publicação com diversas tramas de terror e com mais algumas histórias do período Atlas. A editora ficou na atividade até 1967.


14 Garimar S/A

A Garimar S/A ficava localizada no Rio de Janeiro. No seu período de publicações, editou quadrinhos entre 1957 a 1968. Em seu catálogo consta a publicação da revista “Valor”, com histórias de “Jane das Selvas” de Don Rico e Jay Scott Pike.


15 Regiart

O editor, José Sidekerskis foi sócio minoritário da Continental, juntamente com Jayme Cortez e Miguel Penteado. Depois que ambos saíram da sociedade, José, mais conhecido como Zelão no meio editorial, continuou durante mais algum tempo na editora. Mas logo criaria a sua própria: a Regiart. Uma das suas publicações com a Atlas na Regiart, foi com essa publicação de "Fantásticas Aventuras". A Regiart editou quadrinhos entre 1966 a 1974.


16 Dado

Waldomiro Barbosa da Silva foi um jornaleiro do Rio de Janeiro que comandava uma rede de publicações no Largo da Lapa. Waldomiro comprou alguns títulos de encalhes da APLA, como: As Grande Batalhas e Batalhas Sangrentas, com histórias de guerra da Atlas entre outros títulos. Pela editora Dado, publicou uma revista chamada “Maldição”. A publicação apresentava histórias de Journey, Into Mystery, Tales To Astonish e Amazing Adventures. A Dado existiu entre 1965 a 1968.


17 Jotaesse

José Sidekerskis também é responsável pela Jotaesse (J.S. eram as iniciais de José Sidekerskis). A editora era localizada em São Paulo e um dos seus principais títulos foi a revista “O Vampiro”. Focado no gênero, Zelão apostou em Mirza, a Mulher Vampiro de Eugênio Colonnese, a personagem principal nessa revista. E entre uma edição e outra, a Jotaesse publicou algumas das Atlas retiradas de Tales To Astonish, Uncanny Tales e Journey Into Mystery. A Jotaesse funcionou até 1971.

 

18 EBAL (Editora Brasil América Ltda)

A editora que trouxe a Marvel ao Brasil. Homem de Ferro, Hulk, Thor, Homem-Aranha, Demolidor, Quarteto Fantástico, fizeram suas estreias. A Ebal editou a Marvel entre 1967 a 1975.


19 GEP (Gráfica Editora Penteado) 

A GEP de Miguel Penteado publicou o que a Ebal não quiz, entre as publicações, estavam os X-Men, Surfisa Prateado e o Capitão Marvel. A editora publicou suas revistas entre 1969 e 1970.


20 Trieste

A Trieste, administrada por Estevão La Selva, foi uma editora pequena de São Paulo. A La Selva publicou o inédito Nick Fury de Jim Steranko. A editora publicou também a mensal da Lili, a Garota Modelo. 


21 O Livreiro

A editora O Livreiro foi uma empresa situada em São Paulo e comandada por Horley Chiodi, filho de Victor Chiodi, dono da Gráfica Novo Mundo. O Livreiro publicou alguns materiais da Atlas na revista “Fantastic”. A revista durou pouco, assim como a editora.


22 Paladino

A Editora Paladino era uma gráfica localizada em São Paulo comandada por Savério Fittipaldi e sua família. Savério acabou criando o formato “livro”, uma tática para poder licenciar alguns personagens que estavam em posse de outras editoras. Pela Paladino saiu Sargento Fury e Kazar.


23 Minami & Cunha

Depois de passar pelas editoras Pan Juvenil e Edrel, Minami Keizi fundou a Minami & Cunha Editores, ao lado do empresário Carlos Cunha. A M&C, trouxe as histórias solos do Dr Estranho, com o nome de Dr. Mistério. A editora, infelizmente durou pouco, e logo seria encerrada.


24 GEA (Grupo de Editores Associados)

A GEA (Grupo de Editores Associados), administrada por Ernesto S. Carneiro, foi uma editora que ficava localizada no centro do Rio de Janeiro. Em 1972, a Ebal tinha descartado alguns personagens, com isso, muitos heróis foram parar na GEA. Suas publicações tinham uma excelente apresentação, bem próximo do material americano. Foram apenas 14 edições publicadas pela GEA: três edições do Quarteto Fantástico, três do O Invencível Homem de Ferro, três do Defensor Destemido (o nosso querido Demolidor), duas do Príncipe Submarino (Namor), duas de O Poderoso Thor e uma de O Incrível Hulk. Por problemas com o distribuidor, a GEA durou apenas um ano.


25 Interpolar

Outra editora da família Fittipaldi. Pela Interpolar, foi lançada uma edição de Ringo Kid, personagem do período Atlas, criado pelo artista Joe Maneely. As edições em formato livro da editora acabaram não tendo resultados positivos. 

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26 Taika

A Editora Continental, fundada em 1959, alterou a razão social para Outubro em 1961, devido a mudanças e conflitos entre os sócios. Até que, em 1966, mudou mais uma vez, agora para Taika. Essa mudança ocorreu devido à Editora Abril ter registrado todos os nomes dos meses do ano e entrado na justiça para evitar que fosse usado por outras editoras. Os novos sócios da Taika eram Eli Lacerda e Manoel César Cassoli. O nome da empresa era uma homenagem à filha de Lacerda. Algumas das poucas histórias da Marvel foram lançadas pela Taika nesta edição de “Fantásticas Aventuras”, Detalhe da revista que teve apenas um número com histórias da fase Atlas.


27 Saber S/A

Mais uma da família Fittipaldi. A Editora Saber teve como grande mérito ter sido a primeira a publicar as histórias de Drácula no Brasil. A publicação foi batizada como “O Túmulo do Conde Drácula”, com apenas um número.  


28 Graúna

A Editora Graúna foi uma empresa paulistana, fundada em 1967 por Ulisses Alves de Sousa e pelo experiente Reinaldo de Oliveira, um dos pioneiros no ramo de publicações no Brasil, tendo passado por diversas editoras durante sua carreira. A Graúna publicou uma edição de Conan com o nome Hartan, o Selvagem. A editora publicou também em apenas uma edição, a revista "História de Amor", extraída do título original “Our Love Story". A editora deixou de publicar quadrinhos nesse mesmo ano de 1973.


29 Roval

A Editora Roval foi fundada em 1971  por Salvador Bentivegna, um dos profissionais mais atuantes do mercado editorial brasileiro, tendo trabalhado em várias editoras como a Pan Juvenil, Um dos primeiros trabalhos feitos pela editora foi "O Monstro de Frankenstein",em três edições.  Outro personagem que retornaria às bancas seria Conan. Dessa vez, como "Conan, o Selvagem", em três edições. Histórias publicadas dos títulos originais Conan The Barbarian.


30 Gorrion

Fundada em 1973 por Walter Andrade, Victor Simões e Dino Mengozi, a Gorrion foi uma editora picareta que enganava o distribuidor. Publicou o inédito Luke Cage, A Enfermeira da Noite e Kull com o nome Koll. A editora, por problemas de capacidade, fechou logo após alguns anos.


31 Kultus

Após alguns problemas em certas publicações, e outros envolvendo a Editora Roval com a Gorrion, Salvador Bentivegna ainda abriria uma nova editora, a Editora Kultus. Na Kultus, publicou a edição “Estórias de Terror” n° 08  com uma aventura do personagem Ka-Zar, a história de Astonishing Tales nº16, produzida por Mike Friedrich e Rich Buckler. Logo a editora deixaria de existir.


32 Bloch

A única editora que fez um contrato de exclusividade com a Marvel no Brasil. Fundada por Adolpho Bloch, os gibis ultra coloridos acabaram não pegando muito. Editou material da Marvel entre 1975 a 1979.


33  Signo

Depois da Dado, Waldomiro lançou em 1977 outra revista chamada Maldição com histórias da era Atlas. E foi só.


34 Editora Abril

Uma das maiores editoras desse país. Editou o Universo Marvel de 1979 a 2001, formando uma geração de leitores. Superaventuras Marvel, Grande Heróis Marvel, A Espada Selvagem de Conan, e mais uma infinidade de maravilhas!


35 Fittipaldi Ltda

A Editora Fittipaldi publicou em 1981 apenas quatro edições da revista Crazy (a revista que ousa ser estúpida), uma das publicações cômicas produzidas pela Marvel. Esse material não tem influência direta com o Universo Marvel. 


36 A Tribuna

A Marvel criou em 1984 um selo chamado Star Comics, destinado ao gênero infantil. A editora fez adaptações para os quadrinhos com vários desenhos animados, brinquedos e programas infantis. Entre eles os Flintstones, que foi publicado no Brasil pela “Tribuna Editora” do jornal A Tribuna de Santos, fundada em 1894 por M. Nascimento Jr, Giusfredo Santini e Roberto Mário Santini. A Tribuna publicou a série “Os Flintstones Nos Anos Dourados", baseado nos personagens de Hanna-Barbera. 


37 Toviassú Produções Artísticas

O Casseta & Planeta, famoso programa de TV da Rede Globo, ficou no ar por mais de 20 anos. O que pouca gente sabe é que publicam quadrinhos no Brasil. Conectados por tudo que pudesse gerar diversão e bons negócios, os integrantes criaram a editora Toviassú Produções Artísticas, que significava Todo Viado é Surdo Produções. E o gimmick era uma simpática velhinha (transexual?) com um cone para ouvir melhor. A Toviassú publicou duas edições de A Hora do Pesadelo com histórias inspiradas na clássica franquia dos cinemas com as horripilantes histórias de Freddy Krueger.


38 Editora Globo

Roberto Marinho fecha a RGE, e abre a Editora Globo. A nova editora, sob o comando do editor Leandro Luigi, recém saído da Abril, assumiu diversos títulos importantes. Entre eles a linha Epic com o personagem cósmico Dreadstar de Jim Starlin. Depois vieram, Excalibur, Motoqueiro Fantasma, Esquadrão Supremo. Devido a crise econômica, a Marvel durou pouco na Editora Globo.


39 Maceca

A Editora Maceca, era administrada por Manoel César Cassoli, um dos fundadores da Editora Taika, que tinha como colaboradores o artista português radicado no Brasil Jayme Cortez e Nico Rosso. Em um curto espaço de tempo, a Maceca (nome que era derivado das iniciais de Manoel César Cassoli) publicou apenas quatro revistas em seu catálogo. Dessas quatro revistas, apenas uma com material do período Atlas, na edição Seleções de Terror 1, em 1993 com a primeira aparição do personagem Groot, dos Guardiões da Galáxia, por Stan Lee & Jack Kirby.


40 Escala

A Escala, editora de São Paulo, foi fundada por Hercílio de Lourenzi em 1992. Ela publicou a série Beavis and Butt-Head, baseada na animação exibida pela MTV. Licenciado pela Marvel, os estranhos personagens ganharam no Brasil, além de uma edição especial, uma série mensal entre 1996 e 1997 em 17 edições. Essas revistas contam com aparições de alguns heróis, como: Namor, Hulk, Máquina de Combate, entre outros, dentro das confusões dos dois personagens.


41 Mythos

Depois da criação do Estúdio Art & Comics, a agência criada por Hélcio de Carvalho se transformou numa editora. O estúdio administrado por Hélcio e Dorival Lopes iria se tornar a Mythos Editora, em 1996. A Abril tinha a primeira opção de escolha em todo o material Marvel e como Hélcio conhecia Marco Lupoi, diretor de licenciamento da Panini (Itália), que negociava as licenças da Marvel em todo o mundo, passou a licenciar alguns da Marvel. A primeira foi com o mais misterioso dos X-Men, com o mutante Gambit em uma minissérie produzida por Howard Mackie e Lee Weeks. Com o fim da Ica Press, a Panini Itália licenciou o material fora dos Estados Unidos. A partir daqui, algumas outras editoras publicaram alguns títulos da Marvel, além da Abril.


42 Metal Pesado

Com sede em São Paulo, a editora Metal Pesado foi fundada por Leão Azulay, em 1997, e tinha como editor das revistas Eloyr Pacheco. A editora publicou diversos títulos da DC Comics, especialmente da linha Vertigo. Pela Marvel, foram apenas três títulos publicados. Duas edições especiais, com os encontros entre os personagens da Marvel e da Image com Gen 13 e Geração X, a série Clã Destino de Alan Davis e essa edição especial com o Doutor Estranho em uma história de P. Craig Russell.


43 Tudo em Quadrinhos

A Metal Pesado, por razões fiscais, acabou mudando de nome, durante sua permanência no mercado nacional, para Tudo em Quadrinhos e posteriormente, para Atitude. Constantes mudanças e má administração fizeram com que ela encerrasse suas atividades em 1999. A série Clã Destino, com personagens da desconhecida família Destino, que agia secretamente, foi publicada pela Metal Pesado em formato de minissérie, e compilada pela Tudo em Quadrinhos, como sua única publicação da Marvel.


44 Pandora Books

A editora Pandora Books, tinha como administradores os editores Leandro Luigi Del Manto (que já tinha deixado a Editora Globo), Maurício Muniz e Ricardo Giassetti.  A Panini acabou cedendo algumas revistas da Marvel para serem publicadas pela Pandora, porém, foram poucas as publicações, destaque para a série do Capitão Bretanha de Alan Moore e Alan Davis. A Pandora publicou Almanaque Marvel e mais alguns especiais, apenas.


45 Panini

A Toda poderosa. A marca Panini é a marca responsável pela Marvel fora dos Estados Unidos. Neste ano de 2024, a Panini será a editora que mais tempo ficou com a Marvel no Brasil.


46 Opera Graphica

A Opera Graphica foi inaugurada como um selo pelo proprietário da loja Comix Book Shop, de São Paulo, Carlos Mann, em parceria com o grande editor Franco de Rosa. A Opera Graphica investiu em diversos álbuns de luxo, de vários licenciadores. Com a Marvel, a Opera Graphica publicou apenas a revista Stripmania com as clássicas tiras do Homem-Aranha por Lee & Romita. Stripmania foi publicada entre 2001 e 2003, com apenas três edições.


47 A&C Editores

Em 2003, surgiu nas bancas uma nova editora, chamada A & C Editores. Essa nova empresa publicou apenas dois títulos: Batman e Deathblow da DC e um da Marvel, com um crossover entre Batman & Demolidor. Posteriormente aos lançamentos, foi descoberto que A & C Editores fazia parte de um braço editorial experimental, criado pela Mythos por questões estratégicas e de avaliação do mercado. A & C Editores deriva de Art & Comics, o estúdio criado por Hélcio e seu sócio, Dorival Vitor Lopes. A A & C ficou apenas nessas duas publicações.


48 Brainstore

Eloyr Pacheco fundou em 1999 a Brainstore Editora. A nova empresa daria sequência nos títulos da DC, continuando de onde a Tudo em Quadrinhos havia parado. Com a Marvel, a Brainstore publicou, em 2003, uma edição especial da série Hellraiser, de Clive Barker e a série Legião Alien de Alan Zelenetz e Carl Potts, em cinco edições das nove que estavam programadas. Ambas as publicações são da linha Epic da Marvel. Em 2005, a editora teve a sua sede invadida, tendo todos os equipamentos roubados, e muitos dos trabalhos em produção foram perdidos, pois vários deles ainda não tinham backup. Após os prejuízos, a editora, infelizmente, fechou as portas.


49 On Line Editora

A Editora Online, fundada em 1995, tem uma vasta experiência no mercado de publicações. Especializada nos segmentos de beleza, moda, culinária entre outros, acabou também publicando em seu catálogo, alguns quadrinhos. Com a Marvel, a Online publicou em 2007 quatro edições, focadas no terceiro filme do Homem-Aranha, com o ator Tobey Maguire no papel de Peter Parker, e uma edição com o primeiro filme do Homem de Ferro, todas em formatinho e focadas no público infantil. 


50 Salvat

A Editora Salvat foi fundada em Barcelona, em 1869, e faz parte da multinacional francesa Hachette Livre, que está presente em países de língua espanhola e portuguesa. Somente em 2013 a Salvat entrou no mercado de histórias em quadrinhos, dando início com a série de Graphic Novels chamada “A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel”. Uma coleção fechada, composta, a princípio, por 60 edições, desenvolvida em 2013 pela editora britânica Hachette Partworks, subsidiária da multinacional Hachette Livre. A nova coleção começou no Brasil como um teste de mercado, com as quatro primeiras edições setorizadas em apenas algumas cidades. Sempre em capa dura, papel especial, recheadas com vários extras, galeria de imagens, dados técnicos dos personagens, indicações de leitura complementares, mini biografias dos artistas presentes em cada volume e por fim, talvez o maior de todos esses atrativos, e que acabou criando um novo tipo de colecionismo: o das lombadas, que no caso dessa coleção ao serem organizadas lateralmente formam uma imagem. 


51 Planeta do Brasil

Dexter, o psicopata criado por Jeff Lindsay, ganhou uma adaptação pela Marvel com arte de Dalibor Talajic. No Brasil, a série ganhou essa edição especial pela Planeta do Brasil, empresa que faz parte do Grupo Planeta, editora espanhola, fundada em 1949. Esse foi o único material da editora Planeta do Brasil com a Marvel.


52 Darkside Books

A Darkside Books, uma das editoras mais interessantes do mercado, tem em seu catálogo uma publicação da Marvel. Bem, não é sobre o Universo Marvel propriamente dito, mas uma adaptação da obra de Stephen King chamada N, publicada pela Marvel. A série adaptada para os quadrinhos por Marc Guggenheim, escritor do Homem-Aranha e Alex Maleev, artista do Demolidor, apresenta um pequeno conto de terror do aclamado escritor do gênero. N é o nome do paciente que sofre de T.O.C (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), em uma história angustiante e bem contada, guiada pela psique humana.


53 Planeta DeAgostini

Após a Salvat encerrar as coleções da Marvel, eis que a editora Planeta DeAgostini, sem anunciar e sem fazer nenhuma propaganda, dava início a uma fase de teste, com a nova coleção chamada, A Coleção Definitiva Marvel: Os Vingadores. A Planeta DeAgostini, criada na Espanha em 1949, iniciou suas operações no Brasil em 1995, comercializando coleções culturais, de hobby e lazer nas bancas de todo o país e por meio de assinaturas. A nova coleção com Leandro Luigi como editor, faz parte de uma parceria entre a editora e a Panini Itália. Programada para 60 edições, a editora publicou apenas as quatro primeiras, em mais uma coleção incompleta no Brasil.


54 Culturama

Uma das editoras mais legais do momento, a Culturama, com sede no Rio Grande do Sul, foi criada em 2003 e tem como referência a publicação de livros infantis e a exclusividade com o material da Disney. A editora, em seu catálogo, licencia também material de Star Wars, Turma da Mônica e da Marvel. Os primeiros lançamentos com o Universo Marvel foram com esta edição luxuosa em capa dura da Viúva Negra e Os Eternos, com detalhes sobre a produção dos filmes e uma história em quadrinhos.


55 Excelsior

A Editora Excelsior, vem editando alguns livros com os contos literários da Marvel. E pela primeira vez, a editora apresenta uma história em quadrinhos, com a edição de “Vingadores do Futuro” no estilo Mangá em uma divertida história produzida pelo artista Teruaki Mizuno 


 Estão aí, todas as editoras no Brasil. Me conta, quais você não conhecia!


Alexandre Morgado.

Alexandre Morgado é cartorário do 15° Tabelionato de São Paulo. É também autor do livro Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias do Brasil, livro que narra a história da Marvel em nosso país, relançado em 2021. Em 2023, participou do livro “Olhares Sobre os X-Men”, ao lado de outros autores, sobre a mitologia dos mutantes. O autor possui um acervo gigante de HQs, principalmente com material da Marvel Comics


domingo, 17 de setembro de 2023

Grandes Histórias da Marvel no Brasil: A importância da Coleção Clássica Marvel

Um dos maiores acertos da Panini, em sua trajetória com a Marvel no Brasil foi com a Coleção Clássica Marvel. Iniciada em março de 2021, a coleção apresenta de forma cronológica, as histórias do surgimento do Universo Marvel pelas mãos de Stan Lee, Jack Kirby, Steve Ditko, Don Heck, John Romita e cia. Baseado na coleção italiana “Super Eroi Classic" (que por lá, já passa da edição 340), cada edição apresenta um personagem diferente, com histórias publicadas entre 1961 a 1967. 

Antes mesmo de sua estreia com a primeira edição, apresentando as primeiras seis histórias do Homem-Aranha (Amazing Fantasy 15 e The Amazing Spider-Man 1 a 5), eu já tinha tido conhecimento sobre a coleção. O editor Leandro Luigi Del Manto, veterano profissional e um dos grandes nomes dos quadrinhos no Brasil, seria o responsável pelas histórias dessa coleção. Meses antes da primeira edição, Leandro entrou em contato, contando sobre esse novo projeto. Uma de suas ideias era de recriar, aproveitando essas histórias, uma seção de cartas. O intuito era trazer pessoas ligadas a era clássica Marvel, e criar um ambiente saudosista e nostálgico. Por minha sorte, fui convidado a escrever uma, que foi publicada na primeira edição. Algo que me deixou muito feliz, pois essa seria a primeira vez que meu nome ficaria imortalizado em uma publicação Marvel.

Leandro acabou contando alguns detalhes sobre como a coleção ia ser lançada. E analisando sobre, percebi o tamanho da importância dessa coleção. A Panini estava criando algo que nem a Ebal, nem a Bloch, nem a RGE e muito menos a Abril conseguiram fazer: pela primeira vez no Brasil, essas histórias seriam publicadas na ordem e completas

Quando o Capitão América deixou de ser publicado nos anos 1950 nos Estados Unidos, alguma explicação aos leitores precisou ser dada com o seu retorno à era Marvel. A explicação foi que Steve Rogers, ficou congelado durante duas décadas após uma explosão de um avião, arremessando o Capitão ao oceano ártico. Duas décadas depois, Steve Rogers foi encontrado pelos Vingadores (Avengers 4) em um gigantesco bloco de gelo e assim, incorporado ao Universo Marvel. E é aqui que começa uma das grandes confusões no Brasil. A história em que é encontrado não foi publicada pela Ebal. Muitos leitores brasileiros, ou todos eles, não sabiam desse lapso temporal entre a Atlas e a Marvel. Então o Capitão América apenas seguiria no Brasil como se nada tivesse acontecido. A Ebal não se atentou com essa história dos Vingadores. Ninguém na Marvel disse para a Ebal publicar a fatídica história. E como a editora de Adolfo Aizen não se interessou pela revista dos Vingadores, a história do retorno do Capitão América seria publicada somente na década seguinte pela Bloch, logo depois do mesmo já ter uma revista solo na editora. O Homem de Ferro também teve um começo confuso. A Ebal pulou cerca de 28 edições do personagem desde sua criação com sua história de origem. Nenhuma história da fase da armadura amarela, por exemplo, foi publicada. Outro detalhe são as origens dos personagens. 

O Homem-Aranha chegou ao Brasil pela Ebal no Álbum Gigante 11. A história publicada pela Ebal foi The Amazing Spider-Man 28, ou seja, a origem em Amazing Fantasy 15, foi pulada, sendo publicada pela primeira vez na RGE em O Homem-Aranha 44 de 1982, treze anos depois de sua chegada ao Brasil. A transformação de Bruce Banner em Hulk, só chegou pela Abril em Capitão América 100 em setembro de 1987. Os X-Men foram ignorados pela Ebal, e só saíram anos depois pela GEP, e mesmo assim, foi a partir da sétima edição do original americano. Deixando as seis primeiras histórias inéditas por um bom tempo inéditas. Outro ponto interessante foi quando a Ebal adquiriu as histórias do Quarteto Fantástico. E como o Surfista Prateado foi criado em uma história do Quarteto, seria natural que a Ebal tivesse adquirido também as aventuras solos do Surfista. Isso acabou não acontecendo e o personagem acabou saindo pela GEP. Os editores, tanto Adolfo Aizen da Ebal quanto Miguel Penteado da GEP, não entendiam o porquê dos personagens estarem um na história do outro. E assim, o Surfista Prateado saiu no Brasil com suas histórias solos, publicadas antes de sua estreia em Fantastic Four 48. Ou seja, uma verdadeira salada editorial.

Ver essa coleção em sequência com histórias ainda inéditas e na ordem é um marco da Marvel por aqui. Essa é sem dúvida, um dos maiores acertos, se não o maior, com a Marvel em nosso país pela Panini. Programada para 60 volumes, os leitores criaram uma expectativa de que a coleção ganhasse uma expansão, afinal, como já foi dito, a coleção na Itália passa das 300 edições. Bom, a coleção no Brasil ganhou uma expansão, mas não do jeito que esperávamos. A Panini programou apenas mais quatro edições, dando um balde de água fria em todos nós. Para se ter uma ideia, Quarteto Fantástico de Stan Lee e Jack Kirby, ainda possui algumas histórias inéditas. Particularmente, acreditava que essa coleção iria sanar esse problema. Essa matéria, além de informar e apresentar alguns detalhes sobre essas histórias, servem também para que a Panini possa, repensar em expandir ainda mais essa coleção, que além de solucionar um problema editorial, acaba agradando ambas as gerações de leitores, que tanto gostam dessas histórias clássicas.



Nota de agradecimento ao site Guia dos Quadrinhos por ajudar na pesquisa desse artigo.

Alexandre Morgado

Alexandre Morgado é cartorário do 15° Tabelionato de São Paulo. É também autor do livro Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias do Brasil, livro que narra a história da Marvel em nosso país, relançado em 2021. Em 2023, participou do livro “Olhares Sobre os X-Men”, ao lado de outros autores, sobre a mitologia dos mutantes. O autor possui um acervo gigante de HQs, principalmente com material da Marvel Comics

domingo, 20 de agosto de 2023

Grandes Histórias da Marvel no Brasil: As Edições de luxo pela Panini

Desde a mudança interna da Panini, quando Leonardo Raveggi, chegou para ser o editor-chefe, muitas novidades chegaram ao Brasil. Uma das grandes viradas na chave, foi devido a epidemia do Covid-19. O consumo on-line, fez com que muitas editoras tivessem um crescimento em suas vendas. As vendas aumentaram nesse período de pandemia. Com as pessoas saindo menos de casa e não gastando na rua, as compras pela web, por outro lado, foram imensas. Em cima dessa fase, a Panini passou a investir alto em inúmeras coleções e edições de luxo.

 A linha “Omnibus”, com suas centenas de páginas por edição, criou uma nova geração de leitores além da leitura. As edições gigantes com papel especial e arcos completos, fizeram com que os leitores mais antigos, principalmente os da geração Abril, abraçassem essas edições. Com os Eternos e a Sensacional Mulher-Hulk, por exemplo, ambas iniciadas pela Abril e que ainda estavam incompletas por aqui, a Panini acabou reparando duas das histórias que ficaram a ver navios no Brasil. Jack Kirby e John Byrne mereceram essa homenagem. 

Com a volta de Conan, a Panini fez as primeiras dessa leva. Quarteto Fantástico de John Byrne, tiveram duas edições, compilando tudo dessa maravilhosa fase. Inclusive uma história inédita na segunda edição com a “The Last Galactus Story”, publicada na revista original “Epic Marvel”. Ainda com John Byrne, a Tropa Alfa, material dos anos 1980, que ainda se mantém relevante, ganhou sua versão Omnibus. Thor de Walt Simonson, Homem-Aranha por Frank Miller e outros, cravaram a linha no Brasil.

Outra coleção, com menos páginas, mas com a mesma qualidade foi com “Marvel Vintage” com histórias clássicas da Marvel. Em 2020 chegaram as edições: Homem de Ferro 2020, Homem-Aranha: A Origem do Duende Macabro, Homem-Aranha: Carnificina Total, Hulk: Futuro Imperfeito, Soldado Invernal: O Inverno Mais Longo, Vingadores: A Guerra Kree-Skrull, Viúva Negra: A Guerra Biológica e Wolverine & Destrutor, entre outros, de diferentes períodos e fases



Esse tipo de material, mesmo tendo um preço que acaba sendo sentido no bolso, foi outro que teve muita saída nas vendas. Com a maioria das histórias consagradas, trazer essas histórias para esse grupo saudosista, foi um acerto. Muitos apontam o detalhe dos preços das revistas, assunto esse que não é novidade. Quando a Abril, encerrou os formatinhos, para a criação da Linha Premium, a pauta era a mesma. Quadrinhos no Brasil sempre brigaram contra a inflação. Muitas editoras tentam ao seu modo apresentar o que tem de melhor para o público brasileiro. Entrar no mérito da questão, acaba dando margem para um um post, exclusivo para esse tema.

Mesmo essas publicações tendo um preço que nem todos podem pagar, particularmente, acredito que seja muito importante que esse tipo de edições saia a esmo. Uma boa sacada da Panini é apresentar o mesmo material em formatos diferentes. Por exemplo: se você quiser acompanhar a fase do Homem-Aranha de Stan Lee e Steve Ditko, é possível adquirir a Coleção Clássica Marvel. Cada edição na casa dos R$30,00 acaba sendo uma solução. Por outro lado, se você prefere um material mais luxuoso, a Panini lança a coleção “Definitiva”, do personagem, material na casa dos R$200,00.



Essas edições mais robustas, mesmo fazendo sucesso atualmente, não é de hoje que circulam por aí. Desde quando a Conrad, lançou toda a coleção de Sandman em edições luxuosas em 2005, o nosso mercado começou a olhar com outros olhos para esse tipo de quadrinhos. Anos depois a Panini publicou a coleção “Biblioteca Histórica Marvel” com os clássicos de Stan Lee e Jack Kirby e na sequência, a linha “Marvel Deluxe”, esse com material mais atual. Isso sem contar tudo que a Salvat publicou por aqui com a Marvel. Mas foi desde os lançamentos dos Omnibus, que esses quadrinhos ganharam corpo.

Entre um Omnibus e outro, a Panini iniciou uma outra coleção chamada “Marvel Essenciais”, com histórias consagradas e modernas. Em edições de luxo, as primeiras dessa nova linha foram com edições de “Guerra Civil”, “Dinastia M” e “Demolidor: O Homem sem Medo”


E depois de duas décadas de Panini no Brasil, um fato que merece todas as comemorações, a editora tem trazido muitas obras clássicas ao mercado, seja pela coleção Vintage, pelas edições parrudas com os Omnibus, pela coleção Essenciais e pela Coleção Clássica Marvel. Em 2002, a Panini apresentou outra série, em formato gigante, com a coleção “Grandes Tesouros Marvel”. A primeira edição foi com “Doutor Estranho: Shamballa” de Dan Green e J.M.Dematteis, seguido por “Homem-Aranha: A Tábula da Vida de Fabian Nicieza e Steve Rude e “Surfista Prateado: O Juízo Final de Stan Lee e John Buscema. A mais recente, dessa linha foi com "Parábola" de Stan Lee e Moebius.



É a Panini em sua melhor fase publicado todo tipo de história e edição para os mais variados tipos de leitores. Analisando todas essas revistas, mesmo com os preços, é de suma importância que estejam espalhadas pelas lojas e bancas especializadas desse país. Além de agradar os leitores mais antigos, principalmente aqueles que “cortavam os pulsos” com os cortes da Abril, essas edições acabam resgatando boas histórias do passado, apresentando ao mesmo tempo para uma nova geração de leitores que não puderam acompanhar essas histórias na época. Essas edições acabam trazendo os antigos e os novos leitores, em conjunto ao mesmo alvo de publicações, o que é ótimo, pois ajuda a aquecer o mercado.

Os quadrinhos, assim como quase tudo, vem se transformando ao longo do tempo. Tudo muda, tudo se transforma. Quando os quadrinhos eram publicados no Brasil em papel jornal, em P&B em um período que quadrinhos eram puro escapismo e diversão em uma época sem muito atrativo de entretenimento, hoje essas edições fazem parte de uma conquista para os colecionadores. Qualquer estante apresentada nos canais do Youtube, estão repletas dessas edições. Material luxuoso com papel especial, com extras e outros detalhes, é a nova tendência do mercado. Preparem os bolsos.

Alexandre Morgado

Alexandre Morgado é cartorário do 15° Tabelionato de São Paulo. É também autor do livro Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias do Brasil, livro que narra a história da Marvel em nosso país, relançado em 2021. Em 2023, participou do livro “Olhares Sobre os X-Men”, ao lado de outros autores, sobre a mitologia dos mutantes. O autor possui um acervo gigante de HQs, principalmente com material da Marvel Comics

quarta-feira, 15 de março de 2023

Panini lança edição comemorativa dos 60 anos dos X-Men

 Em 2023 os mutantes da Marvel conhecidos como X-Men completam 60 anos de trajetória com centenas de HQ’s publicadas no Brasil, diversos personagens e muitos enredos. Aproveitando a data, a Panini resolveu lançar um edição de luxo comemorando o evento ao publicar pela primeira vez no Brasil a edição em 48 páginas 'Giant-Size X-Men: Tribute to Wein & Cockrum'. A edição foi publcada lá fora em 2020 como tributo as histórias célebres que sairam em 1975 e revolucionaram a equipe para todo o sempre.



"Em 1975, uma edição de quadrinhos foi publicada e transformou o Universo Marvel para sempre, preparando o território para a equipe mutante dos X-Men se transformarem no que são hoje e para a fase épica de Chris Claremont! A dupla responsável pela revista era composta por Len Wein e Dave Cockrum, e tantos anos depois uma equipe de alguns dos melhores artistas da Marvel se reúne para recontar a mesma história. Quebec, Winzeldorf, Nashville, Osaka - numa progressão eletrizante de eventos, o professor Charles Xavier convoca para a sua Escola uma série de mutantes que se tornariam algumas das faces mais icônicas dos X-Men: de Tempestade ao Wolverine! O grupo recém-formado tem a missão de resgatar os membros originais do grupo de heróis mutantes, que, com exceção do Ciclope, desapareceram misteriosamente. Quais foram os eventos que abriram as portas para quase tudo o que conhecemos hoje sobre os X-Men?" diz o resumo oficial.

A edição está saindo por R$19,90 e já se encontra a venda nas bancas, lojas e sites!

Coveiro 

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Grande Histórias da Marvel no Brasil: Kang pelos gibis brasileiros

Depois de Thanos, os holofotes do UCM estão mirados em “Kang, o Conquistador”. Kang, um dos vilões dos Vingadores é talvez o personagem mais complexo em termos de cronologia da história da Marvel. E com a chegada da era do Multiverso nos cinemas, Kang chega na hora certa no UCM.


Kang, criado por Stan Lee e Jack Kirby teve sua estreia em “The Avengers” n° 8 de 1964. Na história, Kang (que se chama Nathaniel Richards, que pode ser um descendente de Reed Richards e talvez até de Victor Von Doom, o Dr. Destino), é um aventureiro do século XXX de outra realidade (universo 6311) do Universo Marvel tradicional (conhecido como universo 616). Nesse período do século XXX, seu planeta encontrou a paz e a prosperidade. O jovem que viria a ser tornar Kang ficou encantado com as histórias antigas, desde o tempo da criação, passando pelos principais períodos da humanidade. Como seu período era avançado tecnologicamente, o jovem Nathaniel acabou descobrindo uma máquina no tempo, passando a explorar a antiguidade e outras realidades. 

O jovem aventureiro acabou indo para o Egito, no período fértil dos faraós. Chegando ao Egito, munido de armas altamente tecnológicas, o jovem acabou escravizando toda a população daquele país. Adotando o nome de faraó “Rama-tut”, Richards inicia seu tempo de reinado. Após quatro anos no Egito, Rama-tut resolveu visitar o século XX e nessa viagem, sua nave acaba tendo um problema cronal saindo de seu fluxo. E é nesse momento em que Rama-tut se encontra com o Dr. Destino. Em uma das histórias antigas do Quarteto Fantástico, a primeira família Marvel viaja pelo tempo até o Egito e acaba conhecendo Rama-tut. É nesse encontro que o faraó acaba tendo o conhecimento sobre o Dr. Destino, um dos grandes inimigos do Quarteto. Inspirado pelo intelecto e conhecimento do Dr. Destino, Rama-tut retorna ao século XXX e constrói uma armadura antes de tentar colonizar o século XX.


  

Ao chegar nesse período, ele deixa de ser o faraó Rama-tut e passa a se chamar “Kang, o Conquistador. Seu plano era de subjugar o século XX e assim, se tornar o conquistador de todas as eras. Porém seus planos acabaram não se concretizando por intermédio dos Vingadores, que acabou impedindo suas ações naquele momento. Prosseguindo sua jornada no tempo, Kang muda suas ideias de conquista e acaba retornando ao Egito. Reassumindo o nome de Rama-tut, decide se tornar um governante benevolente. Depois de muitos e muitos anos, indo até o limiar do tempo, Rama-tut acaba assumindo o nome de “Immortus”, onde passa a meditar sobre a natureza do tempo multiversal e de suas versões paradoxais. 

Outra variante é a sua versão jovem, antes de assumir seu reinado no Egito. O jovem Nathaniel Richards acaba saindo de seu tempo e acaba conhecendo sua versão adulta como Kang. Horrorizado com sua versão mais velha, decide alterar sua realidade para que seu futuro negro não se concretizasse. E assim, acaba se tornando o “Rapaz de Ferro”, um dos membros dos Jovens Vingadores. Ou seja, Rama-tut, Kang, Immortus e Rapaz de Ferro são a mesma pessoa, divididos entre os séculos. 



No Brasil a história de estreia de Kang foi publicada pela primeira vez pela Bloch em “Os Vingadores” n° 04 em 1976. Porém, sua primeira aparição foi pela Ebal na edição de “A Maior” n° 4 de 1970 na história do Thor, onde foi apresentado o “Homem Crescente”, que pela Ebal ganhou um nome sugestivo de “Homem que Cresce” (Thor nº 140 de 1967). Essa história foi republicada em 1975 pela Bloch em Thor n° 7. Depois de sua estreia, dentro das suas histórias mais significativas no Brasil, podemos apontar a “Saga da Madona Celestial”. 


Aqui houve um problema para a Editora Abril, editora que publicava o Universo Marvel na época. Na edição de “O Incrível Hulk” n° 25 de 1985, foi publicado a história da edição original de “The Avengers n° 128”. Ao final da história, Kang ressurge. A sequência na edição n° 129 estava programada para sair em “Heróis da TV” n° 74. Porém, isso não aconteceu. A Abril acabou tendo problemas no envio das edições originais pela própria Marvel. A solução foi narrar os acontecimentos em uma nota na sessão de cartas. A história permanece inédita até hoje por aqui.  A sequência da Saga da Madona Celestial é apresentado Kang em busca da mulher que estava destinada a dar à luz a um ser mais poderoso, em que pretendia ser o pai. 

Essa saga publicada como texto em Heróis da TV n° 74 e nas edições n° 75,76,77 e com desfecho em “Grandes Heróis Marvel n° 10”, foi a primeira grande saga em conjunto entre Kang e suas variações. Até hoje essas histórias não foram republicadas no Brasil. Em 2007, a Panini publicou na coleção “Os Maiores Clássicos dos Vingadores n° 03”, um compilado das grandes histórias de Kang. Essa edição é daquelas para entender um pouco mais do personagem. 



Como Rama-tut, a estreia foi em “Quarteto Fantástico n° 7 pela Ebal em 1970. Essa história foi republicada recentemente pela Panini na “Coleção Clássica Marvel n° 28”, cortesia de Stan Lee e Jack Kirby. Immortus teve sua estreia foi pela Bloch, na edição de “Os Vingadores” n° 05, de 1976. Como Immortus, o personagem dava as caras eventualmente. As vezes auxiliando os Vingadores em outras, tramando planos em seu próprio benefício. Uma história importante do duelo entre Kang e Immortus foi na saga “Vingadores Eternamente”, publicado pela Abril no formato Premium e mais recentemente pela Salvat, dentro da “Coleção Oficial de Graphics Novels Marvel”, nas edições n° 14 e 15 em 2015.



Apresentando o legado dos Vingadores em um futuro que está em disputa entre as duas versões de Nathaniel. Já a sua versão mais benevolente como Rapaz de Ferro, apareceu na revista mensal “Os Novos Vingadores” n° 27 de 2006, ao lado dos Jovens Vingadores. No UCM, o personagem apareceu no último episódio da série “Loki”. Ali, ele diz que é “Aquele que permanece”. Mesmo não afirmando, essa versão pode ser Immortus, já que nas HQs, Immortus vive no limite do tempo, no limiar do futuro, da mesma forma como o personagem apresentado na série da Disney +. Com a chegada da “Saga do Multiverso”, em breve iremos conhecer um pouco mais do vilão mais complexo da Marvel. 


Para conhecer mais, pela Panini:

Os Maiores Clássicos do Vingadores n° 03.

Coleção Clássica Marvel n° 15, 27 e 28.

Vingadores: Desafio Celestial.

Vingadores: A Busca pelo Visão e Mais Sombria do que Escarlate.

Pela Salvat:

Coleção Oficial de Graphics Novels Marvel n° 14, 15 e 66.

Os Heróis Mais Poderosos da Marvel n° 79.


Nota de agradecimento ao site Guia dos Quadrinhos por ajudar na pesquisa e dispor de imagens de capas para ilustrar esse artigo.

Alexandre Morgado

Alexandre Morgado é cartorário do 15° Tabelionato de São Paulo. É também autor do livro Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias do Brasil, livro que narra a história da Marvel em nosso país, relançado em 2021. O autor possui um acervo gigante de HQs, principalmente com material da Marvel Comics.


sábado, 28 de maio de 2022

Confira um preview e mais capas da minissérie Fortnite x Marvel


Para o mês de Junho, os heróis dos universos da Marvel e de Fortnite vão se colidir e vão participar de uma aventura bem incomum. E a editora já liberou amostras prévias de algumas páginas da primeira edição, além das artes das suas capas oficial e variantes, desenvolvido pelos artistas Jim Cheung e Leinil Yu.







Já apresentamos aqui no site também outras capas variantes liberadas pela Marvel, com artes do Ron Lim e Bill Sienkiewics. Além disso, a Marvel também liberou artes das capas das edições 2,3 e 4.










Fortnite x Marvel: Zero War, traduzido aqui no Brasil como Fortnite x Marvel: Guerra do Ponto Zero, terá roteiros de CHRISTOS GAGE e DONALD MUSTARD, com arte de SERGIO DÁVILA. A primeira edição do crossover está programado para ser lançado nos EUA em 8 de Junho desse ano. Aqui no Brasil, o crossover será lançado pela Panini e programado para a primeira semana de Julho nas bancas e lojas especializadas.

Marcus Pedro

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Panini Comics faz anúncios de publicações para o mês de Julho


A Panini Comics está anunciando novidades de publicações da Marvel para o mês de Julho desse ano, com materiais bem interessantes. Dentre os quadrinhos de formato americano, está chegando também dois títulos que serão publicados em formato mangá.

Começando pelos anúncios de mangá, foram mencionados:


Avante, Zumbis! Vol.01

De vez em quando os Vingadores se reúnem para salvar a Terra da destruição complet, mas eles nunca tiveram que enfrentar uma ameaça tão horrível e tão morta-viva como essa! Agora, os Heróis Mais Poderosos da Terra devem lutar para conter um surto de zumbis horripilantes e impedir que eles se espalhem pela Terra! Mas nem todos os campeões da justiça escaparão intactos dessa batalha...

A HQ pode ser adquirida na Loja Panini, por compra avulsa, livrarias e lojas especializadas pelo valor de R$ 34,90

Ficha Técnica

Periodicidade: Especial
Formato: 11.5x17.5 cm
Número de páginas: 168
Tipo de capa: Cartão
Classificação Etária: 12 anos
Preço: R$ 34,90


Deadpool Samurai Vol.01 (de 2)

O Mercenário Tagarela finalmente chegou em mangá! Assim que Deadpool se muda para Tóquio, ele foge de alguns rostos familiares e, antes que perceba, se une a novos heróis, lutando contra deuses, participando de concertos e sendo desmembrado repetidamente. Deadpool aterrissa em Tóquio com um estrondo! O que poderia dar errado quando o Homem de Ferro convida Wade para se juntar à nova Esquadra Samurai dos Vingadores? Afinal, nosso anti-herói está nela apenas pelo dinheiro... e pela viagem ao Japão, claro!

A HQ pode ser adquirida na Loja Panini, por compra avulsa, livrarias e lojas especializadas pelo valor de R$ 39,90

Ficha Técnica

Periodicidade: Especial
Formato: 11.5x21 cm
Número de páginas: 232
Tipo de capa: Cartão
Classificação Etária: 12 anos
Preço: R$ 39,90

Agora passando para os anúncios de quadrinhos, não considerando as mensais, foram mencionados:


Thor por Dan Jurgens e John Romita Jr (Marvel Omnibus)

Capa dura / 18,3x27,7 cm / 864 páginas / R$ 349,90

Roteiro: Dan Jurgens
Desenhos: John Romita Jr.
 


Cavaleiro da Lua (2022) vol. 1

Capa cartão / 17x26 cm / 144 páginas / R$ 36,90

Roteiro: Jed MacKay
Desenhos: Alessandro Cappuccio
 


Oz vol. 4: Dorothy e o Mágico em Oz

Capa dura / 17x26 cm / 184 páginas / R$ 84,90
 
Roteiro: Eric Shanower
Desenhos: Skottie Young
 


Wolverine: Eu, Wolverine (Marvel Essenciais)

Capa dura / 17x26 cm / 112 páginas / R$ 59,90
 
Roteiro: Chris Claremont
Desenhos: Frank Miller
 


Pantera Negra: Quem é o Pantera Negra? (Marvel Essenciais)

Capa dura / 17x26 cm / 160 páginas / R$ 74,90
 
Roteiro: Reginald Hudlin
Desenhos: John Romita Jr.
 


Demolidor: Tempo de Despertar e Outras Histórias (Marvel Vintage)

Capa dura / 17x26 cm / 192 páginas / R$ 89,90
 
Roteiro: Brian Michael Bendis
Desenhos: David Mack, Rob Haynes, Michael Lark
 


Fabulosos X-Men: Edição Definitiva vol. 3

Capa dura / 18,5x27,5 cm / 512 páginas / R$ 214,90
 
Roteiro: Gary Friedrich, Arnold Drake, Roy Thomas
Desenhos: Werner Roth, Don Heck, Neal Adams

Esse do Cavaleiro da Lua é uma série que estou curioso para ver. Então, essa primeira edição é certo desse redator adquirir. Já o Thor do Romita Jr. é uma opção, por eu ter um apreço emocional a época, quando colecionava no formatinho.

E para você? Qual mais lhe chamou a atenção desses anúncios?

Marcus Pedro

quinta-feira, 10 de março de 2022

Panini lança 4 encadernados com republicações do Hulk, X-Force, Guerra Civil II e Deadpool


Em seus anúncios períodicos, a Panini Comics Brasil destacou principais lançamentos da Marvel para o mês de Março desse ano. São quatro encadernados que republicam histórias da X-Force da fase do Rick Remender, Hulk por John Byrne, Deadpool e Guerra Civil II.


Guerra Civil II

O evento que chacoalhou os alicerces do Universo Marvel de volta ao leitor brasileiro na íntegra! Surge um inumano com um poder bastante perturbador: a habilidade de prever o futuro. Agora, alguns heróis do Universo Marvel desejarão usar tal poder para prevenir crimes antes que eles aconteçam e outros enxergam nisso uma violação das liberdades individuais. Capitã Marvel vs. Homem de Ferro. Qual lado vencerá? E qual será o preço dessa vitória?

Ficha Técnica Periodicidade: Especial Formato: 17x26 cm Classificação Etária: 12 anos Número de páginas: 296 Tipo de capa: Dura Valor: R$ 124,90



A Fabulosa X-Force

Matando para salvar um mundo que os odeia e teme. Estes não são os X-Men, mas a misteriosa X-Force! O roteirista estadunidense Rick Remender coloca a equipe mutante em uma corrida épica e aclamada pela crítica, agora na íntegra nessa versão Omnibus! Psylocke, Arcanjo, Deadpool e Fantomex são convocados para o esquadrão secreto de assassinos de Wolverine, porém sua primeira missão, encontrar e lidar com o Apocalipse renascido, terá consequências nefastas;

Ficha Técnica Periodicidade: Especial Formato: 18.3x27.7 cm Número de páginas: 928 Tipo de capa: Dura Classificação Etária: 12 anos Preço: R$ 374,90



Deadpool: A Guerra de Wade Wilson

Você já viu violência em inúmeras aventuras... mas nunca como nesta. Nós asseguramos! Quer respostas sobre Deadpool, como por que ele sempre se recusa a tirar a máscara ou de onde vem seu nome? Ou se Wade realmente fazia parte de uma equipe de operações secretas da qual ninguém nunca ouviu falar? O que ele realmente sabe e como descobriu? Um clássico arco do Mercenário Tagarela de volta ao leitor brasileiro, agora com o tratamento da coleção Marvel Essenciais!

Ficha Técnica Periodicidade: Especial Formato: 17x26 cm Idioma: Português Classificação Etária: 14 anos Número de páginas: 112 Tipo de capa: Dura Valor: R$ 59,90



Hulk: Batismo no Fogo

O Hulk voltou à Terra, e é claro que suas boas-vindas não foram exatamente tranquilas! E mais: quando Doc Samson descobre uma forma de talvez separar o gigante de seu alter ego humano Bruce Banner, um novo horizonte se abre para ambos. Mas esse novo futuro é melhor para uns do que para outros... O Golias Esmeralda pelas mãos da lenda John Byrne, em algumas das histórias mais adoradas pelos fãs do personagem!

Ficha Técnica Periodicidade: Reimpressão Formato: 17x26 cm Classificação Etária: 12 anos Número de páginas: 216 Tipo de capa: Dura Valor: R$ 94,90

Nesse momento a carteira do redator aqui está chorando porque tem que dividir a vontade de comprar esse omnibus da X-Force, além do omnibus da Aniquilação e alguns jogos que estão sendo lançados esse ano.

Marcus Pedro