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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Deadpool 2099 vs Deadpool 2099



Você já teve o primeiro contato com ela algumas edições atrás na revista mensal do Mercenário Tagarela que sai pela Panini. Warda Wilson é a Deadpool 2099, que apesar de odiar o pai, é cheia de similaridades com seu velho. Ao lado da sua gangue de Bobs, ela sai causando confusão por toda Nueva York. Contudo, ela não é a única a maluca a usar esse título. Há uma outra Deadpool neste futuro, com objetivos que vão entrar em choque com a ela e que certamente vai deixar o leitor confuso sobre qual o lado certo desse conflito.

Querendo saber o paradeiro de sua mãe Shiklah, Warda trancou seu velho até ele lembrar onde a sua ex-esposa está. Contudo,  ao investigar uma invasão na Metrópole dos Monstros, lugar que sua mãe governava, Warda descobre que a sala onde estava guardada toda a tralha que seu pai, o Deadpool original, juntou até hoje, foi invadida. Ao olhar com cuidado, descobre que um objeto em particular sumiu e ele pode lhe dar muita dor de cabeça. Nas páginas que seguem, descobrimos que a invasora é a outra Deadpool 2099, que depois de levar um mecanismo eletrônico da coleção escondida de Wade, foi até o velho Deadpool resgatá-lo.



Não demorou muito para os alarmes do apartamento tocarem e Warda mandar toda sua gangue de Bobs para impedir a fuga de seu pai.  Ela chegou minutos depois, montada em seu robô-dragão e tocando fogo em tudo (inclusive no papai). Em seguida, partiu direto para o conflito com a nova Deadpool. Já o velho Wade, após se recuperar, liga a esfera eletrônica roubada de sua coleção pela segunda Deadpool e assim liberta uma versão de inteligência artificial composta pela consciência da sua eterna amiga Agente Preston. Assim que toma conhecimento da situação, a I.A. de Preston trata de levar o velho Deadpool pra longe dali enquanto as duas Deadpools 2099 se estapeiam.

No meio da briga entre as duas vigilantes, eis que Warda Wilson consegue arrancar a máscara que encobria o rosto da outra Deadpool e descobre que ela é Ellie, a primogênita de Wilson que sabe-se lá como ainda estava viva e ativa durante todos esses anos. A briga das duas meia-irmãs se estende pela Nueva York afora, arrebentando tudo pelo caminho. Dado momento, pra garantir sua vitória, Warda liga para sua gangue de Bobs e pede pra eles se infiltrarem e prepararem uma armadilha para ser sua garantia caso fosse presa. E foi assim, ameaçando vítimas inocentes num show, que Warda fez com que Ellie parasse as hostilidades e a ajudasse até ao fim do dia para que ela soubesse do paradeiro de sua mãe desaparecida.

 A Inteligência Artificial da Agente Preston levou o velho Wilson até o antigo cinema que já foi base de seus Vingadores e lá ele pode se arrumar, fazer a barba e colocar finalmente algum uniforme mais a sua altura. Mais tarde, os dois acabaram topando com Ellie, que revelou a eles sua identidade secreta e finalmente tiveram um momento de família que há décadas não dividiam. Só que havia pouco tempo pra conversar, pois Ellie revelou os planos estrondosos que Warda tinham para aquela noite. A muito custo, Deadpool aceitou ajudar e revelar onde suspostamente enterrou o caixão de sua amada Shiklah. E enquanto Ellie foi até o lugar com uma pá desenterrar a sucumbu, o Velho Deadpool e Preston decidiram ir até Chinatown pedir reforços. E foi assim que o Velho Danny Rand e seus novos Punhos de Ferro entraram nessa zorra.



Horas mais tarde, Ellie liga para o pai após abrir a terceira cova sem qualquer sinal da Shiklah. O tempo deles estava acabando e para evitar que a filha causasse tamanha tragédia, o velho Deadpool em pessoa vai até ela. Assim que vê o pai, Warda parte em fúria pra brigar com ele. E quando não consegue sobrepujá-lo, começa a ameaçar inocentes na rua. Quando o conflito chegou neste nível, Wilson liberou os homens do Punho de Ferro para combater a gangue dos Bobs e igualar os lados.

Ellie chega logo depois para ajudar seu pai, arrancando a cabeça do robô dragão da irmã e a cumprimentando com um duro pontapé. Warda não viu outro jeito de contornar a situação a não ser ativando sua armadilha. Assim, de um caixão de vidro, sai um mini-monstro assustado e causando por todos os lados. Demorou um pouco a criatura crescer (na verdade, passar os efeitos das partículas Pym) e se tornar uma ameaça de fato. O monstro acabou derrubando a maioria ali, inclusive engolindo por inteiro o velho Danny Rand.

Enquanto isso, o velho Deadpool tenta interromper a briga entre filhas, mas a luta acaba numa grande tragédia, com Warda matando com a explosão de napalm líquido no corpo. Sem dar tempo do pai lamentar a morte da outra filha, Warda arrasta Wade de volta a Metrópole dos Monstros. Enquanto estava como refém, Wilson acabou lembrando quais eram de fatos os dons mutantes herdados da filha. E eles se manifestam prontamente na página seguinte. De seu corpo moribundo, Ellie consegue se regerar completamente de uma vez e voltando até mais jovem.


E não foi só ela que retornou prontamente. Das entranhas do monstro, ressurge o velho Danny Rand arregaçando a criatura como se fosse um alien deixando um corpo. Resolvido o problema com o bichão, Ellie voltou a usar seu uniforme de Deadpool e partiu para a revanche com a irmã. Com corpo mais novo e saudável, Ellie agora é quem levava a vantagem sobre Warda. Antes que algum lado se arrependesse ao matar o outro, a Inteligência Artificial de Preston se intromete e separa a briga. Nessa pausa, Deadpool aproveita o tempo para revelar que em dado momento Shiklah se voltou contra a Terra e ele foi obriga a se opor a ela.

Apesar da história aparentar ser verídica, Warda não sabia ao certo se podia confiar nas palavras de Deadpool. E Wade estando ciente disso, resolveu fazer o download da I.A. da Preston na cabeça da menina. Assim, quem sabe ouvindo os conselhos de alguém que ajudou tanto o pai no passado, Warda pudesse formar uma nova opinião no futuro. Já Deadpool, agora livre e com a companhia da sua filha mais uma vez adolescente, revela finalmente o paradeiro de Shiklah. Assim como fez com o mostrinho verde no passado, ele diminuiu o caixão em que aprisionou sua ex-esposa anos atrás e desde então carrega o pequeno objeto literalmente dentro do seu peito.



Antes de mais nada, temos que bater palmas pra Panini por sacar que a história seria muito melhor aproveitada se lida de uma vez só. Assim, no Brasil, tudo ficou reunido nas edições nacionais 10 e 11. Para quem não sabe, nos EUA, essa aventura futurística foi contada aos poucos nos números 6, 12, 19 e 25. De qualquer modo, é mais uma boa história da dupla Gerry Duggan e Scott Koblish, que deram um jeito de aproveitar a personagem Ellie de uma maneira legal e antecipar alguns problemas futuros do Deadpool que vão gerar uma boa história.



E agora, que venha as Guerras Secretas II...

Coveiro

quinta-feira, 16 de março de 2017

Deadpool: O vilão insano, a descendente do futuro e o cover mexicano



Para alguns personagens, o começo da Nova e Diferente Marvel pode não ter sido lá uma boa coisa. Mas esse não é o caso do senhor Wade Wilson. Agora, mais que apenas um Mercenário Tagarela, Deadpool é um homem de negócios e sua própria imagem tornou-se um grande investimento. Exposição é o que não falta. Finalmente conseguiu um vaga de Fabuloso Vingador e ainda ajudou a formar os Heróis de Aluguel... quer dizer... Mercenários Pagos do Deadpool. Contudo, nem tudo são flores na vida o anti-herói. Além de lidar com uma esposa demoníaca bem irritada com sua mudança de comportamento, Wilson terá que se acertar com uma versão sua que quer queimar seu filme.

Como vimos nas primeiras edições, o Capitão Louco acabou se revelando como o integrante traidor de seus Mercenários Pagos. Matou Comissário de Zoneamento da cidade - que por sinal, era um safado também - pondo a culpa no Deadpool original e estimulou com seus poderes insanos muitos dos fãs do Mercenário Tagarela a sair por aí arrebentando pelas ruas da cidade. Para lidar com o Capitão Louco, Wilson acabou tendo que contar com suas atuais duas equipes dando uma forcinha.

Pra começar, Wade foi irresponsável o suficiente para usar sua filha Ellie como isca (que foi retirada do local pelo Mercúrio assim que o tiroteio começou).  Mais tarde Wilson certamente ouviria uma baita bronca da Agente Preston, mas o importante é que ele desentocou o Capitão Louco e pode brigar no mano a mano com o vilão. Ninguém precisaria perguntar quais as motivações daquele maluco, mas assim que o desmascarou, Deadpool percebeu que dividiu com o Capitão Louco muito mais que sua mente. Ele agora também tinha um rosto deformado assim como Wilson e alegava que todo o ódio e remorso que era de Wade ficou exclusivamente em sua mente depois que os dois voltaram a se separar. Enfim, o Louco ficou mais insano e estava determinado a liquidar Deadpool como vingança.



Na luta, não havia muitas vantagens de nenhum dos lados. E como os demais Mercenários Pagos estavam ocupados tentando deter os fãs insanos do  Deadpool pelas ruas, Wade estava sozinho nessa. Ou assim pensávamos. O fato é que Wilson acabou já chamando um membro reserva pros seus Mercenários Pagos vindo direto do México (que o Señor Trump não leia isso). El Masacre, a versão do Deadpool que fala só Castelhano, apareceu em hora providencial para decapitar o Capitão Louco e salvar seu ídolo. Mas assim como Deadpool, o Capitão Louco agora era alguém difícil de se matar. O plano seria retalhar o vilão insano e colocá-lo dentro de um caixote indestrutível trazido pelo Arraia. Só que não deu muito certo.



Obviamente, o Louco tinha outros planos. Conseguiu resistir, roubou um mini canhão chitauri do Deadpool (onde Wilson arrumou um destes afinal?) e uma vez cercado por todos os outros Mercenários pagos, decidiu que iria atirar em si mesmo e se desfazer em nível molecular. Agora, ele era um "fantasma" na vida do Deadpool, que sempre teria que olhar por cima dos ombros desconfiado de que o vilão maluco pudesse voltar a qualquer instante.

Com isso, as coisas aparentemente voltaram a se normalizar. Os cidadãos voltaram a si, apesar de ainda estarem totalmente ligados naquela Deadpoolmania. Depois de atender alguns fãs que literalmente brigavam pela máscara original do Deadpool e tirar algumas selfies, Wade voltou para o seu "quartel-general" no cinema Schaefer. Contudo, parece que pelo menos uma pessoa ali já não estava tão disposta a olhar do mesmo jeito para a própria imagem no fim do dia.

Ainda na edição 3 da mesma revista, o leitor verá uma história extra da versão da Deadpool 2099. Filha do Wade Wilson original, ela luta contra a polícia privada do 'Olho Público' montada num dragão mecânico. Quando precisa de ajuda, a garota ainda pode contar com sua gangue de amigos, os Bobs. E no fim do dia, pode retornar finalmente pra casa onde seu velho pai vive preso... literalmente. Daí, descobrimos um pouco mais sobre a vida particular dessa nova versão do personagem. Ela não é a Ellie, se você em algum momento desconfiou disto. Ellie aparentemente está morta. A Deadpool é Warda, a filha de Wilson com Skillah, literalmente uma meio-demônia vivendo na Terra. A relação entre os dois é péssima e tem o misterioso sumiço da Rainha dos Monstros como pivô, pois Wade não lembra o que aconteceu com sua ex-esposa. E pra piorar, temos uma outra Deadpool rodando pelo pedaço, mas o encontro das duas e continuação desta história só veremos mais adiante.




Voltando agora para o presente na edição 4 da nova revista mensal do Deadpool, temos um gostinho do dia a dia do Senhor Wilson. Os Mercenário Pagos agora estão a todo vapor. El Masacre agora é oficialmente um novo membro e o Matador de Idiotas agora faz faculdade de psicologia na Empire States (mas isso não quer dizer que Deadpool possa se consultar com ele). No decorrer do dia, Wilson tem um flash repentino do passado e lembra que tempos atrás foi xingado pelo Punho de Ferro e acha que ainda dá tempo de rebater nos dias atuais. Depois, decide acabar com um monte de ninjas do tentáculo só pra extravasar o estresse. Em seguida, é lembrado que tem que voltar aos subterrâneos e dar satisfação de seu novo comportamento a sua endiabrada esposa.

Lá pelo meio da revista, uma imagem bem bacana da "planta" do Cinema Schaefer remonta aquelas páginas extras bem antigas das histórias do Quarteto Fantástico do Stan Lee e revela como se dividem os quarteis-generais dos Fabulosos Vingadores e dos Mercenários naquele lugar. Mas talvez o ponto principal desta parte seja o recadinho que ele descobre em seu diário deixado pelo Capitão Louco - "Creed estava lá". Deadpool não entende direito a mensagem, mas pode acreditar que até o final destas páginas ele vai ligar os pontos.

A história então segue com mais dos mesmos absurdos do dia a dia de Wilson, que aos poucos vai recuperando lembranças passadas. A noite ele vai bater na casa de um mané que anos atrás entregou pra ele e uma molecada Potterista uns spoilers dos filmes e decide que ainda está em tempo de dar o troco. Mais adiante recorda-se que Doutor Samson disse no passado que ia ajudar ele com seus problemas mentais, mas Samson acabou morrendo em uma história qualquer do Hulk e nunca cumpriu sua palavra. E na falta do bom Doc (Deadpool o desenterrou só pra verificar), Wilson convoca o Matador de Idiotas para lhe ajudar.

E lembra que falei que até o fim dessa história o Deadpool iria lembrar do Creed. Pois ele acabou encontrando numa das páginas de seu "caderninho do rancor" o nome do Dentes de Sabres. O motivo dele estar ali não era relacionado a morte dos pais de Wilson como se esperava, mas sim por uns xingamentos bestas. Indiferente a isso, o certo é que nas próximas edições os dois vão certamente se encarar.



E pra complementar essa edição 4, a segunda história que acompanha é uma especial do El Masacre. Além de contar a origem do novo personagem, vale de curiosidade que essa edição foi publicada inteiramente em espanhol no seu original (mas acabaram traduzindo aqui no Brasil para um portunhol mesmo). O vigilante inspirado por Deadpool pode lá não ser muito original em suas histórias, já que seu maior inimigo é um tal de Caveira Verde e seu informante na polícia chama-se Jaime Gordón. Assim, depois de algumas páginas sanguinolentas de Scott Koblish, vemos até o ponto em que El Masacre resolve o problema da bandidagem local e ruma de motoca para o norte com seus "machetes" e sua onça Justicia para servir seu ídolo Deadpool

Deadpool é o herói do momento certamente. Com três revistas mensais no Brasil, acredito que seja o personagem solo que já teve maior número de publicações mensais concomitantes até hoje. E o sucesso não vem a toa. De altos e baixos de níveis de história por que passou, as atuais escritas por Gerry Duggan são lá em cima. Não é a toa que o escritor comediante foi ganhando mais e mais espaço na Marvel de uns anos pra cá.

Coveiro

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Conheça a versão 2099 de Deadpool

* Atenção! Informações inéditas no Brasil e EUA!

Ela estreou para os fãs na semana passada, na edição 6 da mensal de Deadpool nos EUA, e Warda Wilson foi um sucesso imediato entre os fãs do Mercenário Tagarela. Agora, em nota exclusiva do Comic Book Resources, foi informado que ela terá histórias na revista mensal do seu pai, intercalando justamente com os arcos da versão do presente. Confira um pouco do que seus criadores esperam do futuro da personagem:


"Nós nos divertimos muito com isso, e eu espero que os leitores se surpreendam com a quantidade de 'tecido conjuntivo' que as ações deste arco tem com a nossa história em curso atual", disse Duggan ao CBR News. "Deadpool 2099 tem muita história para apenas uma revista. Tem muitos segredos para revelar e muitas novas ideias e personagens para introduzir ... ou reintroduzir. Deadpool 2099 é um assunto de família. Nos vemos no futuro". 



"Eu tinha feito alguns rabiscos no trabalho de design para este personagem quando estava trabalhando em X-Men '92, e me foi originalmente pedido uma versão prata e rosa do traje do Deadpool, só que muito mais maltratado, com hematomas, rasgos, fitas e band-aids, tudo grudado nela. Só que então saiu aquela grande capa no verão feita por Chris Bachalo (onde GwenPool saiu praticamente feita pra estrelar), e que estava muito perto do meu pensamento pra essa minha Deadpool, então eu mudei de rumo", disse Koblish sobre suas primeiras ideias pra personagem.

A próxima aventura dela será na edição 12:



"Em vez disso, eu brinquei com o símbolo do Deadpool, deixando cair o círculo sobre os ombros e para baixo sobre seu torso como um poncho. O preto e vermelho em linha reta parecia demasiado estático para mim, então eu brinquei com algumas linhas coloridas nele e me deparei com a ideia das linhas serem luzes de neon / diodo turquesa, que me levaram a pensar que aquelas luzes deveriam estar descansando dentro de uma forma flexível da armadura, então eu era capaz de moldar a armadura ao redor. Curiosamente, a forma de sua parte superior do tronco, juntamente com os olhos iluminados e as linhas de neon, fez parecer um pouco como o rosto de um gatinho, então eu levantei os ombros para cima para fazer orelhas pequenas ", apontou o desenhista.



Deadpool #7 sai em Fevereiro com mais páginas e com uma leva de escritores e artistas comemorando os 25anos do Mercenário Tagarela!

Coveiro