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domingo, 12 de maio de 2024

Grandes Histórias Marvel no Brasil: As 55 editoras Brasileiras da Marvel

Em 84 anos de Marvel no Brasil, a Casa das Ideias passou por 55 editoras entre 1940 a 2024. Acredito que o Brasil é recordista mundial nesse quesito com a Marvel. Nessa lista temos editoras pioneiras, editoras tradicionais, editoras importantes, editoras que publicaram apenas uma revista e editoras que você nunca ouviu falar. Nessa trajetória, estamos considerando as histórias desde a era Timely até o presente. 

1 O Globo

Fundada pelo empresário Roberto Marinho, o jornal O Globo também investiu no segmento de quadrinhos a partir de 1937. Foi nessa nova triagem que surgiu Alfredo Machado, um dos profissionais do meio editorial, atuante em diversas editoras do período. Foi Alfredo Machado que descobriu a existência dos personagens da Timely. O interesse pelos novos personagens foi tanto que o próprio escreveu uma carta para a Timely, perguntado “como licenciar o Tocha-Humana e outros personagens no Brasil”. Algumas semanas depois, receberia uma caixa cheia de revistas originais e o contrato. Logo os personagens da futura Marvel estariam no Brasil. Com tantas novas publicações chegando, títulos como: “Gibi Mensal”, “O Globo Juvenil” e “Biriba Mensal”, apresentaram as primeiras histórias de “Namor”, “Tocha Humana”, “Marvel Boy”, “Ciclone”, entre outros. O Globo editou quadrinhos entre 1937 a 1952.


2 Grande Consórcio Suplementos Nacionais

Antes da Ebal, Adolfo Aizen, responsável por trazer os suplementos americanos ao Brasil. Aizen trabalhou com diversas editoras e jornais na década de 1920, entre elas a revista O Malho, no jornal A Nação e na revista O Tico-Tico. Algum tempo depois, com ajuda de amigos, Aizen criou o “Grande Consórcio Suplementos Nacionais” trazendo diversos personagens para suas publicações. Com a era Timely, foram publicados os personagens “O Cavaleiro Mascarado”, “Anjo” e “Mulher Pantera” nas edições de “Mirim” e também no “Suplemento Juvenil”. A editora operou entre 1934 a 1949.


3 Diário da Noite

Assis Chateaubriand, comandava um grande conglomerado de rádio, revistas e TV e com o crescente sucesso dos quadrinhos, acabou investindo também nesse segmento. Chatô fundou a revista “O Guri”, um sucesso de vendas que passava dos 100 mil exemplares por edição. O Diário da Noite foi a terceira editora com a fase Timely no Brasil. A revista O Guri foi a primeira revista em quadrinhos colorida publicada no Brasil, um avanço para a época. Foi pelo Diário da Noite que o “Capitão América” fez sua estreia no Brasil. As publicações do Diário da Noite saíram entre 1941 a 1953.


4 Vida Doméstica

 Fundada em 1920, a “Sociedade Gráfica Vida Doméstica” passou a publicar quadrinhos somente em 1947. Sua principal publicação era com a revista de variedades Vida Doméstica, direcionada para donas de casa. Com a Timely, a Vida Doméstica publicou a revista “Vida Infantil”, com o personagem “Super Rabbit”, uma paródia inspirada nos super-heróis do momento. O personagem antropomórfico foi um dos primeiros do gênero a figurar pela Timely. No Brasil, o personagem foi chamado de Super-Coelho e Coelho Valente. A editora publicou também o fantasminha infantil, “Homer”. A editora ficou no mercado com quadrinhos até 1954.


5 Fon-Fon

A Fon-Fon era uma revista famosa que não era propriamente de quadrinhos, mas sim de  humor e crítica social que saiu durante os anos 1907 a 1958. O slogan da revista era: Para os graves problemas da vida, para a mascarada Política, para a sisudez conselheira das Finanças e da intrincada complicação dos Princípios Sociais, cá temos a resposta própria: aperta-se a sirene, e... Fon-Fon! Fon-Fon! O nome Fon-Fon era a onomatopeia do som de uma buzina, daí o nome da revista. A Fon-Fon publicava quadrinhos eventualmente. Em um desses raros momentos, a Fon-Fon publicou em 1949 a história do “Ricardo-Coração de Leão” com roteiros de Stan Lee, baseado na figura do Rei Ricardo da Inglaterra.


6 A Noite

A editora do Jornal “A Noite” funcionou entre 1911 e 1957 e nesse período publicou Histórias em Quadrinhos. Uma de suas publicações foi com a revista “Club dos Amores”, uma revista semanal composta por fotonovelas e histórias de romance. Uma das publicações contou com as histórias da fase Atlas, período pré-Marvel. As histórias foram extraídas da revista My Own Romance que já tinha Stan Lee como editor chefe. 


7 O Cruzeiro

O Diário da Noite encerrou a revista O Guri na edição 354 em dezembro de 1953. No ano seguinte começou uma nova coleção de O Guri, desta vez pela editora “O Cruzeiro”. Assis Chateaubriand, aproveitando o sucesso de uma de suas revistas chamada O Cruzeiro, decide criar uma editora com o mesmo nome. O Cruzeiro foi uma revista semanal de variedades de muito sucesso publicada desde o final dos anos 1920. Com a Cruzeiro, Assis Chateaubriand lançaria outras revistas além de O Guri, direcionando ainda mais sua linha de produção. Com a segunda série de O Guri, poucas histórias dessa fase da Marvel foram publicadas. O Capitão América por exemplo foi um que saiu em poucas edições de O Guri. A editora funcionou até 1974.


8 Última Hora

O suplemento “Última Hora” foi uma publicação do jornal carioca Última Hora, fundado pelo jornalista Samuel Wainer em 1951. Assim como o Consórcio, o jornal Última Hora criou seu próprio suplemento. A publicação durou até 1952 com 211 edições lançadas. O personagem “Kid Colt” e “Meco-Meco, o Pato” (Buck Duck), foram publicados em algumas dessas edições.


9 RGE (Rio Gráfica Editora)

Em 1952, Roberto Marinho resolveu criar uma empresa específica para editar os seus quadrinhos. O nome Editora Globo foi pensado, porém não poderia ser usado. Tudo porque já existia uma livraria e editora no Rio Grande do Sul, que possuía o registro com esse nome. Por isso, Marinho criou em 1952 a RGE (Rio Gráfica e Editora). A nova editora retoma os títulos Gibi Mensal a partir da edição 138 e O Globo Juvenil Mensal, a partir do 140. A editora teve duas fases com a Marvel: a primeira, com o final da era Timely passando pela Atlas com o “Cavaleiro Negro”, algumas com o Capitão América e com Namor em “Biriba-Shazam” e “Shazam”, publicadas na dévada de 1950. Anos depois, a RGE retornava à era Marvel, com o Homem-Aranha, Hulk e X-Men entre 1979 a 1983. A RGE durou até 1987. 


10 La Selva

Fundada em 1950 pelo imigrante italiano Vito La Selva, a “Editora La Selva”foi a primeira editora de São Paulo. Uma das primeiras publicações foi a revista “Cômico Colegial”, A revista era um mix de vários personagens e histórias diversas. Muitas histórias dos mais diferentes gêneros foram publicadas pela La Selva, inclusive material da fase Atlas nas revistas: “O Terror Negro”, “Seleçõs Juvenis”, “Seleções em Quadrinhos” entre muitas outras. A La Selva atuou até 1970.


11 Edições Júpiter

A Júpiter era uma pequena editora que publicava material nacional, administrada por Auro Teixeira com Gedeone Malagola como editor. A editora, devido a diversos problemas, durou apenas alguns anos. A única revista da Júpiter com material da Atlas foi a “Sepulcro”, em apenas uma edição com histórias de Stan Lee, Joe Maneely e Dick Ayers.


12 Chiodi,Oliveira e Cia Ltda.

Antes da Gráfica Novo Mundo, havia a “Chiodi, Oliveira e Cia Ltda” que pode ser considerada o início da Gráfica Novo Mundo. Fundada por Victor Chiodi, Reinaldo de Oliveira e Miguel Penteado,a Chiodi, foi publicada uma coleção chamada “Corações”. Com seis edições lançadas, Corações trouxe histórias extraídas de Loves Romances, My Own Romance e Secret Story Romances, todos da fase Atlas. A editora funcionou entre 1954 a 1956.


13 Gráfica Novo Mundo

A Gráfica Novo Mundo foi comandada pelo imigrante italiano, Victor Chiodi. Depois de fazer alguns trabalhos pela La Selva, Chiodi se interessou por publicar suas próprias revistas. 

A editora lançou a série para "Seleções em Quadrinhos", com o título de "Conquistadores do Espaço", com algumas histórias de Strange Tales, Journey, Into Mystery e Tales to Astonish. Dentro da coleção Seleções, fugindo um pouco das histórias de terror e de ficção, a Novo Mundo publicou a personagem Lili, a Garôta Atômica (Millie the Model, no original). Lili, a Garôta Atômica foi uma das poucas personagens que foram criadas no período Timely e que manteve as suas publicações durante a fase Atlas, até chegar à Marvel.

A Novo Mundo lançou também a revista chamada "Gato Preto" - focada no gênero terror. Algumas edições de "Gato Preto" apresentavam histórias de Journey Into Mystery e Adventures Into Weird Worlds. Ainda nesse gênero, a editora publicou mais uma revista, com o lançamento do "Mundo de Sombras", em 1955. "Mundo de Sombras" seria mais uma publicação com diversas tramas de terror e com mais algumas histórias do período Atlas. A editora ficou na atividade até 1967.


14 Garimar S/A

A Garimar S/A ficava localizada no Rio de Janeiro. No seu período de publicações, editou quadrinhos entre 1957 a 1968. Em seu catálogo consta a publicação da revista “Valor”, com histórias de “Jane das Selvas” de Don Rico e Jay Scott Pike.


15 Regiart

O editor, José Sidekerskis foi sócio minoritário da Continental, juntamente com Jayme Cortez e Miguel Penteado. Depois que ambos saíram da sociedade, José, mais conhecido como Zelão no meio editorial, continuou durante mais algum tempo na editora. Mas logo criaria a sua própria: a Regiart. Uma das suas publicações com a Atlas na Regiart, foi com essa publicação de "Fantásticas Aventuras". A Regiart editou quadrinhos entre 1966 a 1974.


16 Dado

Waldomiro Barbosa da Silva foi um jornaleiro do Rio de Janeiro que comandava uma rede de publicações no Largo da Lapa. Waldomiro comprou alguns títulos de encalhes da APLA, como: As Grande Batalhas e Batalhas Sangrentas, com histórias de guerra da Atlas entre outros títulos. Pela editora Dado, publicou uma revista chamada “Maldição”. A publicação apresentava histórias de Journey, Into Mystery, Tales To Astonish e Amazing Adventures. A Dado existiu entre 1965 a 1968.


17 Jotaesse

José Sidekerskis também é responsável pela Jotaesse (J.S. eram as iniciais de José Sidekerskis). A editora era localizada em São Paulo e um dos seus principais títulos foi a revista “O Vampiro”. Focado no gênero, Zelão apostou em Mirza, a Mulher Vampiro de Eugênio Colonnese, a personagem principal nessa revista. E entre uma edição e outra, a Jotaesse publicou algumas das Atlas retiradas de Tales To Astonish, Uncanny Tales e Journey Into Mystery. A Jotaesse funcionou até 1971.

 

18 EBAL (Editora Brasil América Ltda)

A editora que trouxe a Marvel ao Brasil. Homem de Ferro, Hulk, Thor, Homem-Aranha, Demolidor, Quarteto Fantástico, fizeram suas estreias. A Ebal editou a Marvel entre 1967 a 1975.


19 GEP (Gráfica Editora Penteado) 

A GEP de Miguel Penteado publicou o que a Ebal não quiz, entre as publicações, estavam os X-Men, Surfisa Prateado e o Capitão Marvel. A editora publicou suas revistas entre 1969 e 1970.


20 Trieste

A Trieste, administrada por Estevão La Selva, foi uma editora pequena de São Paulo. A La Selva publicou o inédito Nick Fury de Jim Steranko. A editora publicou também a mensal da Lili, a Garota Modelo. 


21 O Livreiro

A editora O Livreiro foi uma empresa situada em São Paulo e comandada por Horley Chiodi, filho de Victor Chiodi, dono da Gráfica Novo Mundo. O Livreiro publicou alguns materiais da Atlas na revista “Fantastic”. A revista durou pouco, assim como a editora.


22 Paladino

A Editora Paladino era uma gráfica localizada em São Paulo comandada por Savério Fittipaldi e sua família. Savério acabou criando o formato “livro”, uma tática para poder licenciar alguns personagens que estavam em posse de outras editoras. Pela Paladino saiu Sargento Fury e Kazar.


23 Minami & Cunha

Depois de passar pelas editoras Pan Juvenil e Edrel, Minami Keizi fundou a Minami & Cunha Editores, ao lado do empresário Carlos Cunha. A M&C, trouxe as histórias solos do Dr Estranho, com o nome de Dr. Mistério. A editora, infelizmente durou pouco, e logo seria encerrada.


24 GEA (Grupo de Editores Associados)

A GEA (Grupo de Editores Associados), administrada por Ernesto S. Carneiro, foi uma editora que ficava localizada no centro do Rio de Janeiro. Em 1972, a Ebal tinha descartado alguns personagens, com isso, muitos heróis foram parar na GEA. Suas publicações tinham uma excelente apresentação, bem próximo do material americano. Foram apenas 14 edições publicadas pela GEA: três edições do Quarteto Fantástico, três do O Invencível Homem de Ferro, três do Defensor Destemido (o nosso querido Demolidor), duas do Príncipe Submarino (Namor), duas de O Poderoso Thor e uma de O Incrível Hulk. Por problemas com o distribuidor, a GEA durou apenas um ano.


25 Interpolar

Outra editora da família Fittipaldi. Pela Interpolar, foi lançada uma edição de Ringo Kid, personagem do período Atlas, criado pelo artista Joe Maneely. As edições em formato livro da editora acabaram não tendo resultados positivos. 

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26 Taika

A Editora Continental, fundada em 1959, alterou a razão social para Outubro em 1961, devido a mudanças e conflitos entre os sócios. Até que, em 1966, mudou mais uma vez, agora para Taika. Essa mudança ocorreu devido à Editora Abril ter registrado todos os nomes dos meses do ano e entrado na justiça para evitar que fosse usado por outras editoras. Os novos sócios da Taika eram Eli Lacerda e Manoel César Cassoli. O nome da empresa era uma homenagem à filha de Lacerda. Algumas das poucas histórias da Marvel foram lançadas pela Taika nesta edição de “Fantásticas Aventuras”, Detalhe da revista que teve apenas um número com histórias da fase Atlas.


27 Saber S/A

Mais uma da família Fittipaldi. A Editora Saber teve como grande mérito ter sido a primeira a publicar as histórias de Drácula no Brasil. A publicação foi batizada como “O Túmulo do Conde Drácula”, com apenas um número.  


28 Graúna

A Editora Graúna foi uma empresa paulistana, fundada em 1967 por Ulisses Alves de Sousa e pelo experiente Reinaldo de Oliveira, um dos pioneiros no ramo de publicações no Brasil, tendo passado por diversas editoras durante sua carreira. A Graúna publicou uma edição de Conan com o nome Hartan, o Selvagem. A editora publicou também em apenas uma edição, a revista "História de Amor", extraída do título original “Our Love Story". A editora deixou de publicar quadrinhos nesse mesmo ano de 1973.


29 Roval

A Editora Roval foi fundada em 1971  por Salvador Bentivegna, um dos profissionais mais atuantes do mercado editorial brasileiro, tendo trabalhado em várias editoras como a Pan Juvenil, Um dos primeiros trabalhos feitos pela editora foi "O Monstro de Frankenstein",em três edições.  Outro personagem que retornaria às bancas seria Conan. Dessa vez, como "Conan, o Selvagem", em três edições. Histórias publicadas dos títulos originais Conan The Barbarian.


30 Gorrion

Fundada em 1973 por Walter Andrade, Victor Simões e Dino Mengozi, a Gorrion foi uma editora picareta que enganava o distribuidor. Publicou o inédito Luke Cage, A Enfermeira da Noite e Kull com o nome Koll. A editora, por problemas de capacidade, fechou logo após alguns anos.


31 Kultus

Após alguns problemas em certas publicações, e outros envolvendo a Editora Roval com a Gorrion, Salvador Bentivegna ainda abriria uma nova editora, a Editora Kultus. Na Kultus, publicou a edição “Estórias de Terror” n° 08  com uma aventura do personagem Ka-Zar, a história de Astonishing Tales nº16, produzida por Mike Friedrich e Rich Buckler. Logo a editora deixaria de existir.


32 Bloch

A única editora que fez um contrato de exclusividade com a Marvel no Brasil. Fundada por Adolpho Bloch, os gibis ultra coloridos acabaram não pegando muito. Editou material da Marvel entre 1975 a 1979.


33  Signo

Depois da Dado, Waldomiro lançou em 1977 outra revista chamada Maldição com histórias da era Atlas. E foi só.


34 Editora Abril

Uma das maiores editoras desse país. Editou o Universo Marvel de 1979 a 2001, formando uma geração de leitores. Superaventuras Marvel, Grande Heróis Marvel, A Espada Selvagem de Conan, e mais uma infinidade de maravilhas!


35 Fittipaldi Ltda

A Editora Fittipaldi publicou em 1981 apenas quatro edições da revista Crazy (a revista que ousa ser estúpida), uma das publicações cômicas produzidas pela Marvel. Esse material não tem influência direta com o Universo Marvel. 


36 A Tribuna

A Marvel criou em 1984 um selo chamado Star Comics, destinado ao gênero infantil. A editora fez adaptações para os quadrinhos com vários desenhos animados, brinquedos e programas infantis. Entre eles os Flintstones, que foi publicado no Brasil pela “Tribuna Editora” do jornal A Tribuna de Santos, fundada em 1894 por M. Nascimento Jr, Giusfredo Santini e Roberto Mário Santini. A Tribuna publicou a série “Os Flintstones Nos Anos Dourados", baseado nos personagens de Hanna-Barbera. 


37 Toviassú Produções Artísticas

O Casseta & Planeta, famoso programa de TV da Rede Globo, ficou no ar por mais de 20 anos. O que pouca gente sabe é que publicam quadrinhos no Brasil. Conectados por tudo que pudesse gerar diversão e bons negócios, os integrantes criaram a editora Toviassú Produções Artísticas, que significava Todo Viado é Surdo Produções. E o gimmick era uma simpática velhinha (transexual?) com um cone para ouvir melhor. A Toviassú publicou duas edições de A Hora do Pesadelo com histórias inspiradas na clássica franquia dos cinemas com as horripilantes histórias de Freddy Krueger.


38 Editora Globo

Roberto Marinho fecha a RGE, e abre a Editora Globo. A nova editora, sob o comando do editor Leandro Luigi, recém saído da Abril, assumiu diversos títulos importantes. Entre eles a linha Epic com o personagem cósmico Dreadstar de Jim Starlin. Depois vieram, Excalibur, Motoqueiro Fantasma, Esquadrão Supremo. Devido a crise econômica, a Marvel durou pouco na Editora Globo.


39 Maceca

A Editora Maceca, era administrada por Manoel César Cassoli, um dos fundadores da Editora Taika, que tinha como colaboradores o artista português radicado no Brasil Jayme Cortez e Nico Rosso. Em um curto espaço de tempo, a Maceca (nome que era derivado das iniciais de Manoel César Cassoli) publicou apenas quatro revistas em seu catálogo. Dessas quatro revistas, apenas uma com material do período Atlas, na edição Seleções de Terror 1, em 1993 com a primeira aparição do personagem Groot, dos Guardiões da Galáxia, por Stan Lee & Jack Kirby.


40 Escala

A Escala, editora de São Paulo, foi fundada por Hercílio de Lourenzi em 1992. Ela publicou a série Beavis and Butt-Head, baseada na animação exibida pela MTV. Licenciado pela Marvel, os estranhos personagens ganharam no Brasil, além de uma edição especial, uma série mensal entre 1996 e 1997 em 17 edições. Essas revistas contam com aparições de alguns heróis, como: Namor, Hulk, Máquina de Combate, entre outros, dentro das confusões dos dois personagens.


41 Mythos

Depois da criação do Estúdio Art & Comics, a agência criada por Hélcio de Carvalho se transformou numa editora. O estúdio administrado por Hélcio e Dorival Lopes iria se tornar a Mythos Editora, em 1996. A Abril tinha a primeira opção de escolha em todo o material Marvel e como Hélcio conhecia Marco Lupoi, diretor de licenciamento da Panini (Itália), que negociava as licenças da Marvel em todo o mundo, passou a licenciar alguns da Marvel. A primeira foi com o mais misterioso dos X-Men, com o mutante Gambit em uma minissérie produzida por Howard Mackie e Lee Weeks. Com o fim da Ica Press, a Panini Itália licenciou o material fora dos Estados Unidos. A partir daqui, algumas outras editoras publicaram alguns títulos da Marvel, além da Abril.


42 Metal Pesado

Com sede em São Paulo, a editora Metal Pesado foi fundada por Leão Azulay, em 1997, e tinha como editor das revistas Eloyr Pacheco. A editora publicou diversos títulos da DC Comics, especialmente da linha Vertigo. Pela Marvel, foram apenas três títulos publicados. Duas edições especiais, com os encontros entre os personagens da Marvel e da Image com Gen 13 e Geração X, a série Clã Destino de Alan Davis e essa edição especial com o Doutor Estranho em uma história de P. Craig Russell.


43 Tudo em Quadrinhos

A Metal Pesado, por razões fiscais, acabou mudando de nome, durante sua permanência no mercado nacional, para Tudo em Quadrinhos e posteriormente, para Atitude. Constantes mudanças e má administração fizeram com que ela encerrasse suas atividades em 1999. A série Clã Destino, com personagens da desconhecida família Destino, que agia secretamente, foi publicada pela Metal Pesado em formato de minissérie, e compilada pela Tudo em Quadrinhos, como sua única publicação da Marvel.


44 Pandora Books

A editora Pandora Books, tinha como administradores os editores Leandro Luigi Del Manto (que já tinha deixado a Editora Globo), Maurício Muniz e Ricardo Giassetti.  A Panini acabou cedendo algumas revistas da Marvel para serem publicadas pela Pandora, porém, foram poucas as publicações, destaque para a série do Capitão Bretanha de Alan Moore e Alan Davis. A Pandora publicou Almanaque Marvel e mais alguns especiais, apenas.


45 Panini

A Toda poderosa. A marca Panini é a marca responsável pela Marvel fora dos Estados Unidos. Neste ano de 2024, a Panini será a editora que mais tempo ficou com a Marvel no Brasil.


46 Opera Graphica

A Opera Graphica foi inaugurada como um selo pelo proprietário da loja Comix Book Shop, de São Paulo, Carlos Mann, em parceria com o grande editor Franco de Rosa. A Opera Graphica investiu em diversos álbuns de luxo, de vários licenciadores. Com a Marvel, a Opera Graphica publicou apenas a revista Stripmania com as clássicas tiras do Homem-Aranha por Lee & Romita. Stripmania foi publicada entre 2001 e 2003, com apenas três edições.


47 A&C Editores

Em 2003, surgiu nas bancas uma nova editora, chamada A & C Editores. Essa nova empresa publicou apenas dois títulos: Batman e Deathblow da DC e um da Marvel, com um crossover entre Batman & Demolidor. Posteriormente aos lançamentos, foi descoberto que A & C Editores fazia parte de um braço editorial experimental, criado pela Mythos por questões estratégicas e de avaliação do mercado. A & C Editores deriva de Art & Comics, o estúdio criado por Hélcio e seu sócio, Dorival Vitor Lopes. A A & C ficou apenas nessas duas publicações.


48 Brainstore

Eloyr Pacheco fundou em 1999 a Brainstore Editora. A nova empresa daria sequência nos títulos da DC, continuando de onde a Tudo em Quadrinhos havia parado. Com a Marvel, a Brainstore publicou, em 2003, uma edição especial da série Hellraiser, de Clive Barker e a série Legião Alien de Alan Zelenetz e Carl Potts, em cinco edições das nove que estavam programadas. Ambas as publicações são da linha Epic da Marvel. Em 2005, a editora teve a sua sede invadida, tendo todos os equipamentos roubados, e muitos dos trabalhos em produção foram perdidos, pois vários deles ainda não tinham backup. Após os prejuízos, a editora, infelizmente, fechou as portas.


49 On Line Editora

A Editora Online, fundada em 1995, tem uma vasta experiência no mercado de publicações. Especializada nos segmentos de beleza, moda, culinária entre outros, acabou também publicando em seu catálogo, alguns quadrinhos. Com a Marvel, a Online publicou em 2007 quatro edições, focadas no terceiro filme do Homem-Aranha, com o ator Tobey Maguire no papel de Peter Parker, e uma edição com o primeiro filme do Homem de Ferro, todas em formatinho e focadas no público infantil. 


50 Salvat

A Editora Salvat foi fundada em Barcelona, em 1869, e faz parte da multinacional francesa Hachette Livre, que está presente em países de língua espanhola e portuguesa. Somente em 2013 a Salvat entrou no mercado de histórias em quadrinhos, dando início com a série de Graphic Novels chamada “A Coleção Oficial de Graphic Novels Marvel”. Uma coleção fechada, composta, a princípio, por 60 edições, desenvolvida em 2013 pela editora britânica Hachette Partworks, subsidiária da multinacional Hachette Livre. A nova coleção começou no Brasil como um teste de mercado, com as quatro primeiras edições setorizadas em apenas algumas cidades. Sempre em capa dura, papel especial, recheadas com vários extras, galeria de imagens, dados técnicos dos personagens, indicações de leitura complementares, mini biografias dos artistas presentes em cada volume e por fim, talvez o maior de todos esses atrativos, e que acabou criando um novo tipo de colecionismo: o das lombadas, que no caso dessa coleção ao serem organizadas lateralmente formam uma imagem. 


51 Planeta do Brasil

Dexter, o psicopata criado por Jeff Lindsay, ganhou uma adaptação pela Marvel com arte de Dalibor Talajic. No Brasil, a série ganhou essa edição especial pela Planeta do Brasil, empresa que faz parte do Grupo Planeta, editora espanhola, fundada em 1949. Esse foi o único material da editora Planeta do Brasil com a Marvel.


52 Darkside Books

A Darkside Books, uma das editoras mais interessantes do mercado, tem em seu catálogo uma publicação da Marvel. Bem, não é sobre o Universo Marvel propriamente dito, mas uma adaptação da obra de Stephen King chamada N, publicada pela Marvel. A série adaptada para os quadrinhos por Marc Guggenheim, escritor do Homem-Aranha e Alex Maleev, artista do Demolidor, apresenta um pequeno conto de terror do aclamado escritor do gênero. N é o nome do paciente que sofre de T.O.C (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), em uma história angustiante e bem contada, guiada pela psique humana.


53 Planeta DeAgostini

Após a Salvat encerrar as coleções da Marvel, eis que a editora Planeta DeAgostini, sem anunciar e sem fazer nenhuma propaganda, dava início a uma fase de teste, com a nova coleção chamada, A Coleção Definitiva Marvel: Os Vingadores. A Planeta DeAgostini, criada na Espanha em 1949, iniciou suas operações no Brasil em 1995, comercializando coleções culturais, de hobby e lazer nas bancas de todo o país e por meio de assinaturas. A nova coleção com Leandro Luigi como editor, faz parte de uma parceria entre a editora e a Panini Itália. Programada para 60 edições, a editora publicou apenas as quatro primeiras, em mais uma coleção incompleta no Brasil.


54 Culturama

Uma das editoras mais legais do momento, a Culturama, com sede no Rio Grande do Sul, foi criada em 2003 e tem como referência a publicação de livros infantis e a exclusividade com o material da Disney. A editora, em seu catálogo, licencia também material de Star Wars, Turma da Mônica e da Marvel. Os primeiros lançamentos com o Universo Marvel foram com esta edição luxuosa em capa dura da Viúva Negra e Os Eternos, com detalhes sobre a produção dos filmes e uma história em quadrinhos.


55 Excelsior

A Editora Excelsior, vem editando alguns livros com os contos literários da Marvel. E pela primeira vez, a editora apresenta uma história em quadrinhos, com a edição de “Vingadores do Futuro” no estilo Mangá em uma divertida história produzida pelo artista Teruaki Mizuno 


 Estão aí, todas as editoras no Brasil. Me conta, quais você não conhecia!


Alexandre Morgado.

Alexandre Morgado é cartorário do 15° Tabelionato de São Paulo. É também autor do livro Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias do Brasil, livro que narra a história da Marvel em nosso país, relançado em 2021. Em 2023, participou do livro “Olhares Sobre os X-Men”, ao lado de outros autores, sobre a mitologia dos mutantes. O autor possui um acervo gigante de HQs, principalmente com material da Marvel Comics


domingo, 7 de novembro de 2021

Grandes História Marvel no Brasil: A Trajetória dos Eternos

Quando Jack Kirby deixou a Marvel em 1970 para criar suas próprias revistas na DC Comics, parecia que esse seria o fim definitivo do REI com a Casa das Ideias. Pelos próximos cinco anos, Jack Kirby criou uma quantidade gigante de novos personagens na DC. Chamada de “O Quarto Mundo”, Kirby inovaria mais uma vez com seu talento.

O Quarto Mundo era formado pelas revistas: New Gods, Forever People, Mister Miracle e Superman's Pal Jimmy Olsen. Todas essas publicações eram uma verdadeira “costura cósmica”, linkando uma história à outra. Dois anos depois de sua saída, a Marvel era a editora número 1 do mercado, o Homem-Aranha naquele momento, era o principal super-herói do país. É se colocarmos um pouco de ironia nisso, a Marvel era a principal editora sem a presença de Jack Kirby... 

Com o Quarto Mundo, Kirby estava à frente do seu tempo. Por ser o criador e editor de seu próprio trabalho, o REI estava criando ideias e conceitos demais e conquistando leitores de menos. As vendas não estavam bem, e não tardaria para as suas revistas serem canceladas. Com o tempo, Jack ficou frustrado na DC, uma possibilidade de voltar a Marvel ganha força, Stan Lee e Jack Kirby trocam telefonemas. Um retorno à Casa das Ideias estava próximo de acontecer… Jack estava de volta, assim como na DC, o REI teria um contrato semelhante ao que tinha na editora do Batman. Stan Lee estava feliz e Jack Kirby também. Em sua volta, Jack retoma um dos seus personagens: o Capitão América. Depois de assumir a revista do Capitão, Jack Kirby trouxe um novo conceito que só ele poderia fazer, com uma nova série chamada “ The Eternals: When Gods Walk the Earth”.     

    


Em Os Eternos, Jack Kirby usou a teoria dos antigos astronautas, baseando-se no livro “Eram os Deuses Astronautas? ” do autor Erich Von Daniken, onde era apresentado o nosso planeta como um lugar que foi “visitado” por antigas civilizações de outros planetas, apresentando muitas das diretrizes criadas e cultuadas pelos nossos antepassados. Na série dos Eternos é apresentado os “Celestiais”, uma antiga raça de seres gigantes e humanoides extremamente poderosos que visitaram nosso planeta por quatro vezes em nossa história. Na primeira visita, os Celestiais usaram de experiências científicas de genética humana, criando dois tipos de espécies: Os Eternos e os Deviantes. 

Muitos anos depois, Os Celestiais retornam em uma segunda visita para avaliar os experimentos em nosso planeta e percebem a evolução dos Deviantes, sendo os primeiros seres a desenvolverem tecnologia em larga escala. Enquanto os Eternos, seres derivados dos seres humanos, acabam tendo vida longa e habilidades sobre humanas. Na terceira visita, os Celestiais retornam à Terra para avaliar a evolução da humanidade, e a quarta, já iniciada, é para fazer o julgamento final, para decidir se o planeta deve ser destruído ou não...em um tipo de apocalipse bíblico. 

Nos Estados Unidos, a série foi publicada em 19 edições, mais uma edição anual, entre 1976 a 1978. No Brasil, a série foi publicada pela primeira vez pela Editora Bloch, na revista do Capitão América nº 17 de setembro de 1976 indo até a edição nº 20 de janeiro de 1977. 

A Bloch acabou trazendo Os Eternos ao Brasil simplesmente pelo período. A série tinha estreado apenas há dois meses nos Estados Unidos, e com as histórias do Capitão América sendo as novas de Jack Kirby, a Bloch acabou criando um tipo de “almanaque” de Jack Kirby no Brasil. Das 20 histórias originais, a Bloch publicou apenas as quatro primeiras da série. Com o final da revista do Capitão, Os Eternos não seriam eternos na editora de Adolpho Bloch. Com o fim em janeiro de 1977, a série seria retomada pela Editora Abril apenas em junho de 1984, sendo uma das histórias que compunham os mix de Superaventuras Marvel a partir da edição nº 25. 

A Abril começou desde a primeira história, mas infelizmente acabou não concluindo a saga. Das vinte edições, a Abril publicou as treze primeiras ( SAM nº 25, 26, 33 a 37,40 a 44 e 48). Pela Bloch, a série não foi concluída porque a editora acabou falhando com todo o Universo Marvel, mas pela Abril o motivo foi outro. Os leitores não gostaram da saga dos deuses do espaço de Jack Kirby. A redação recebeu muitas cartas com críticas pela narrativa, que muitos não aprovaram e pasmem, críticas até pelos desenhos, o que fez com que a Abril interrompesse a série antes do tempo. Depois dos X-Men de John Byrne e Demolidor de Frank Miller, os leitores estavam muito exigentes. Uma pena, eu gostava...mas apenas uma andorinha não se faz verão…

Desde Superaventuras Marvel nº 48 de junho de 1986 com a última história publicada no Brasil, os leitores brasileiros só puderam ter todo o arco completo em janeiro de 2021,com exatos 35 anos de atraso. Foi graças à Panini com sua nova coleção Omnibus que pudemos ver a obra completa de Jack Kirby. Em formato gigante, a altura do legado deixado por Jack Kirby.

Outra série dos Eternos publicada no Brasil foi com a minissérie escrita por Neil Gaiman e desenhada por John Romita Jr em sete partes publicada pela Panini em 2007 e compilada anos depois pela Salvat em 2014, apresentando pontos canônicos de Kirby com um certo frescor trazido por Gaiman. Essa série está sendo novamente lançada em forma de encadernado pela Panini de novo este ano.


Um anúncio de última hora fica por conta da nova fase dos Eternos que está prevista já chegar em Novembro no Brasil com Kieron Gillen nos roteiros e Esad Ribic nos desenhos com um encadernado com as seis edições com capa cartão e 152 páginas.

capa ilustrativa apenas

Com o filme dos Eternos chegando, fica o registro de toda a criação e capacidade de Jack Kirby em desenvolver conceitos extraordinários. Sua obra demorou para ser concluída no Brasil, só quem é eterno conseguiu acompanhar. Ainda bem que foi antes da quarta visita dos Celestiais!

 Alexandre Morgado

 Alexandre Morgado é cartorário do 15° Tabelionato de São Paulo. É também autor do livro Marvel Comics - A Trajetória da Casa das Ideias do Brasil", livro que narra a história da Marvel em nosso país, relançado em 2021. O autor possui um acervo gigante de HQs, principalmente com material da Marvel Comics.

domingo, 18 de outubro de 2020

OS 80 MAIORES MOMENTOS DA MARVEL COMICS NO BRASIL - Parte 8

Chegamos a parte final de nossa coletânea de artigos com Os Oitenta Maiores Momentos da Marvel que completa 80 anos no Brasil. Nessa parte, vamos fechar falando da expansão do mercado pela Panini, as edições de luxo, coletâneas de histórias pela Salvat e tudo mais até os dias de hoje. Confira:

71- Reinado Sombrio e a nova Marvel. Janeiro de 2010.

Novas revistas mensais, novos personagens e novas sagas. As publicações da Panini agradava a todos os tipos de leitores. Aqui, um nova revista mensal com a fase do Reinado Sombrio. 




72 - A COLEÇÃO MARVEL DELUXE

Entre 2010 e 2020, a Panini trouxe ao coleção Marvel Deluxe. Uma coleção de capa dura, papel especial e mais um monte de coisa que os leitores gostam. Dentro dessa coleção, sempre com histórias fechadas tivemos: Guerra Civil, Capitão América de Ed Brubaker, Invasão Secreta, Demolidor com a fase de Brian Michael Bendis, Vingadores A Queda, Justiceiro de Garth Ennis e muitos outros. Essa coleção é fundamental, para quem quer histórias completas com arcos das melhores histórias feitas pela Marvel na última década.  Aqui, a capa da saga Planeta Hulk.





73- Resgatando os clássicos. Coleção Histórica Marvel da Panini, abril de 2012.

A Coleção Histórica Marvel resgatava histórias clássicas de diversas fases distintas. Essa coleção trazia um certa nostalgia da época da Ebal, Bloch e RGE. A coleção foi muito bem recebida pelos leitores e todos os principais personagens tiveram suas histórias publicadas nessa coleção. 



74-As coleções da Salvat em abril de 2013.

Um nova coleção de publicações chegava ao Brasil. A Salvat em parceria com a Panini, publicou diversas coleções de capa dura. A nova leva de publicações causou alvoroço entre os colecionadores. As edições com a lombada personalizada ajudou a fomentar uma nova leva de leitores e colecionadores no Brasil. Mesmo com alguns problemas, a Salvat fez história no Brasil.


Após lançar coletâneas de capa preta e vermelha, a Salvat lançou também uma sequência de volumes clássicos que reuniram as origens dos personagens e arcos de histórias criados nos anos 1960 e 1970, sendo que algumas dessas histórias saíram pela primeira vez (caso do Dr. Estranho, por exemplo) por aqui. Essa coleção vinha com os talentos de Stan Lee, Jack Kirby, Steve Ditko, Jim Starlin, Dave Cockrum, John Romita, John Buscema, John Byrne e diversos outros artistas. 


75-A Marvel adquire as histórias de Miracleman. Dezembro de 2014.

A Marvel, enfim, adquiri os direitos do personagem Miracleman. Depois de um imbróglio jurídico envolvendo um monte de gente, a Marvel passa a ser a dona desse personagem. Pela primeira vez, a série escrita por Alan Moore foi publicada na íntegra no Brasil, suprindo uma ausência de anos por aqui.



76- COLEÇÃO “CAPA BRANCA” COM A FASE NOVA MARVEL.

Outra coleção que a Panini publicou a partir de 2016 foi com histórias da fase Nova Marvel em uma nova coleção de encadernados. A coleção, chamada pelos leitores de capa branca, por causa da cor da capa e da lombada - e um pouco mais modestas em relação a Marvel Deluxe, apresentou fases completas divididas em arcos. Assim, a Panini publicaria essa coleção, também em capa dura e papel especial, porém com números de páginas menores – para atender leitores com preços mais acessíveis. Enquanto a Marvel Deluxe, ficava entre R$90,00 e R$120,00 reais, essa coleção ficava na casa dos R$25,00 e R$30,00. Nessa coleção tivemos as fase do “Homem-Aranha Superior”, X-Men de Brian Michael Bendis, Vingadores de Jonathan Hickman, Guardiões da Galáxia, Thor, Deadpool entre outros personagens.




77- Marvel Edição Especial Limitada e o cancelamento de Coleções da Salvat

Talvez a edição mais bonita já publicada no Brasil. A coleção Marvel Edição Especial Limitada apresentou um tijolaço de mais de 400 páginas cada. Além dessa dos vingadores da fase do Kurt Busiek e George Perez, Thor do Walter Simonson e Capitão América de Mark Waid tiveram suas publicações completas lançadas. Todas em três edições.

 Além dessas especiais, a Salvat já estava com quatro coleções no mercado (Capa preta, capa vermelha, os clássicos e a dos vilões). Eis que surgiu a quinta, com o Homem-Aranha. Infelizmente, devido a um grande problema de distribuição e inchaço do mercado, algumas das coleções da Salvat tiveram sua paralizações previstas antes do tempo. A que mais sofreu foi essa do Aranha. Das 60 edições prometidas, apenas 40 foram publicadas. 


78- Diversas novas histórias com diversos personagens. Campeões n° 01 de Maio de 2019.

Muitos personagens, principalmente os que não são considerados como os de primeira linha, ganharam algumas publicações pela Panini. Soldado Invernal, Cavaleiro da Lua, Defensores, Alias, Elektra, Venom, Gwen-Aranha, Os Campeões, Ms Marvel, etc. 


79- A Marvel sofre censura na Bienal do Rio de 2019.

O prefeito do Rio, Marcelo Crivella mandou sua equipe recolher essa edição publicada pela Salvat na Bienal de 2019. O motivo foi por causa de um beijo entre dois personagens do mesmo sexo. A censura do prefeito, ganhou capa dos jornais, capa da revista Veja e muita atenção da mídia. O resultado foi o inverso e todas as edições foram vendidas. Melhor sorte da próxima vez.


80- A Marvel hoje.

Atualmente, a Panini segue em meio a muito protesto e reclamações dos leitores. O número de publicações ainda segue em alta, porém com muitas ressalvas na qualidade das revistas. A nossa atual economia, que já vem se arrastando mais para o lado negativo do que positivo nos últimos anos, faz com que as editoras enfrentem muitas dificuldades para que suas publicações cheguem nas mãos de seus clientes de forma satisfatória e em alta escala. É muito difícil, em um mundo globalizado e digital, fazer com que as revistas em quadrinhos disputem com TV a cabo, Internet, Netflix e Videogames de igual para igual. Revistas em quadrinhos no Brasil era um negócio fantástico no passado. Vale lembrar que o Homem-Aranha vendia sozinho de 70 a 100 mil exemplares entre a fase Ebal e Abril. A Panini não divulga seus números de vendas, mas se fosse para apostar, eu diria que hoje a revista do Homem-Aranha não chegue a 10 mil exemplares.

Mesmo com todos os problemas, o Brasil ainda tem um público fiel, com seus personagens preferidos. De um jeito ou de outro a Panini ainda se mantém firme no Brasil. Impulsionada pelos filmes que viraram febre no mundo todo, nesses últimos 12 anos de Universo Cinematográfico Marvel. Fato que acaba ajudando a segmentar a onda dos personagens de Stan Lee e Jack Kirby no Brasil e ao redor do planeta. 

Os personagens Marvel entraram definitivamente para o Mainstream. Hoje é muito fácil e muito comum diversas pessoas nas ruas andarem vestidas com camisetas dos mais variados personagens. E até mesmo aquelas pessoas que não têm o hábito de acompanhar com afinco os personagens pelos quadrinhos hoje conhecem com facilidade a origem ou o alterego de cada um deles.  Os quadrinhos da Marvel, que foram iniciados no longínquo ano de 1939, quando a Timely era apenas uma sala com três funcionários, conquistaram o mundo.  Com a chegada da Marvel Studios, os filmes criaram uma nova geração de apreciadores por todo o planeta, alcançando o topo da maior bilheteria da história do cinema com “Avengers Endgame” (Vingadores: Ultimato), com um valor exato de US$ 2.797.800.564. A Marvel dominou não somente o Brasil, mas todo o mundo e está longe de sair do topo.



Gostaram da lista? Mudariam alguma coisa? Deixe sua opinião sobre esses 80 momentos no Brasil.


Alexandre Morgado

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Alexandre Morgado é cartorário do 15° Tabelionato de São Paulo. É também autor do livro "Marvel Comics - A Trajetória da casa das ideias no Brasil", livro que narra a história da Marvel em nosso país, publicado em 2017 pela Editora Laços. O autor possui um acervo gigante de HQs, principalmente com material da Marvel Comics.

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Nota de agradecimento ao site Guia dos Quadrinhos por ajudar na pesquisa e dispor de imagens de capas para ilustrar esse artigo.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Salvat lança mais um coleção de luxo especial limitada da Marvel

Além das suas coleções gigantescas de lombada com desenhos pelas quais ficou conhecida, a editora Salvat vem investindo desde o começo do ano num novo segmento de coleções de grandes volumes, focadas em fases clássicas de personagens e seus respectivos autores que se tornaram bem conhecidos pelo público. E o mais recente lançamento nesse segmento é uma época do Capitão América que eu recomendo bastante a história, encabeçada por ninguém menos que Mark Waid. Confira as imagens e detalhes da edição:



Marvel Edição Especial Limitada Capitão América - Edição 01
Capitão América - Velhos Soldados Nunca Morrem

O Capitão América está morto?! Uma vez mais o mundo acredita que sim... Porém, num dos maiores épicos da carreira da lenda viva da Segunda Guerra Mundial, antigos inimigos e aliados retornarão do passado para trazê-lo de volta à vida e mostrar por que ele continua sendo um dos heróis mais admirados e inspiradores dos quadrinhos de super-heróis. Neste primeiro tomo de uma coleção de três volumes que reunirão toda a fase assinada pelo aplaudido escritor Mark Waid e por uma galeria de artistas dinâmicos e premiados, você acompanhará a jornada monumental da Sentinela da Liberdade através de alguns dos eventos mais marcantes do Universo Marvel nos anos 1990!
Reúne Captain America (vol. 1) 444-454, Captain America Legend e Captain America (vol. 3) 1-4
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Marvel Edição Especial Limitada Capitão América - Edição 02
Capitão América - Um Homem Perdido No Tempo


O Capitão América está mais vivo do que nunca! E na sua incansável jornada pela justiça, a lenda viva da Segunda Guerra Mundial terá de superar os mais terríveis adversários numa aventura sem limites que pode salvar o futuro da humanidade ou decretar o fim de tudo o que conhecemos! Inimigos de ontem e de amanhã transformarão a vida do nosso herói num interminável pesadelo. Neste segundo tomo de uma coleção de três volumes que reunirá toda a fase assinada pelo aplaudido escritor Mark Waid e por uma galeria de artistas talentosos e premiados, você acompanhará o Sentinela da Liberdade vivenciando alguns dos maiores épicos do Universo Marvel nos anos 1990! Ainda nesta edição, a polêmica versão censurada da história "Reviravolta", na qual é revelada a mente deturpada e insana de um dos vilões mais odiados dos quadrinhos: o Caveira Vermelha!
Reúne Captain America (vol. 3) 5-18 e Iron Man & Captain America Annual 1998
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Marvel Edição Especial Limitada Capitão América - Edição 03
Capitão América - Guardião da Liberdade

Tem algo de muito errado com o escudo do Capitão América... e isso poderá trazer consequências inusitadas e desastrosas! Uma vez mais, inimigos de ontem e hoje testarão ao máximo a capacidade do nosso supersoldado de transpor quaisquer obstáculos e vencer! Neste terceiro e derradeiro tomo da coleção que reúne toda a fase assinada pelo aplaudido escritor Mark Waid e por uma galeria de artistas talentosos e premiados, você acompanhará o patriótico herói quando seu confronto com o Caveira Vermelha chega ao clímax. Contudo, como era de se esperar, o passado sempre está rondando a vida desta lenda viva da Segunda Guerra Mundial. Assim, você verá algumas das mais incríveis aventuras deste ícone da liberdade recontadas de maneira sublime e num clima de total nostalgia! Participação especial dos Invasores, Homem de Ferro, Falcão e... Bucky Barnes!
Reúne Captain America (Vol. 3) 19-23, Captain America: Sentinel of Liberty 1-6, 8-9, 11-12 e Captain America: Red, White & Blue

A gente não chegou a falar sobre ela aqui, mas a Salvat também lançou uma coleção com a fase clássica do Thor de Walter Simonson. Junto com seu primeiro lançamento dos Vingadores do Kurt Busiek e George Perez, já são 3 coleções de luxo pra os fãs sonharem.



Cada edição, como informado pela editora custa R$99,00 reais e você pode ainda adquirir uma caixa estilizada pra guardar tudo por mais $29,90 reais. Nessa do Thor, os volumes 1 - Thor: Ragnarok & Roll, 2 - Thor: Vale das Sombras e 3 - Thor:A Dádiva da Morte reúnem as edições originais de The Mighty Thor (vol. 1) 337-369, 371-382.

Para mais detalhes, clique no site da editora.

Coveiro

sábado, 11 de novembro de 2017

Salvat lança coleção de luxo dos Vingadores com toda fase de Kurt Busiek e George Perez

Depois de duas coleções gerais dos heróis e uma gigante só com as melhores histórias do Homem-Aranha, a Salvat resolveu inovar criando um pack fechado e com histórias continuadas que incluiram aqui toda uma fase icônica dos Mais Poderosos Heróis da Terra - a fase dos anos 2000 que remonta a parceria de Kurt Busiek e George Perez.



A coleção composta de três volumes que vai até o número 34, mas conta com uma série de outros títulos que tiveram crossover ou sagas entremeadas as histórias da época. Veja o resumo de cada volume:

Edição 1:



O premiado Kurt Busiek e o lendário George Pérez criaram uma nova Era para os Heróis Mais Poderosos da Terra! Os Vingadores sempre defenderam a humanidade contra as forças do Mal. E quando o dever chama, estes míticos campeões respondem lutando valentemente até que a justiça prevaleça. Porém, quando retornam após um evento capaz de mudar toda a vida, eles terão de enfrentar uma legião de inimigos sem igual: Morgana Le Fay, o Esquadrão Supremo, os Krees... e isso só para começar! Neste primeiro de três volumes que reúnem uma das fases mais cultuadas dos Vingadores, novos e velhos integrantes se unem para honrar um dos brados de batalha mais conhecidos dos quadrinhos: AVANTE, VINGADORES! Reúne Avengers (vol. 3) 1-11, Avengers Annual 1998, Captain America (vol. 3) 8, Iron Man (vol. 3) 7 e Quicksilver (vol. 1) 7.

Edição 2:



Ultron sempre foi um dos inimigos mais mortíferos dos Vingadores. Sempre evoluindo após suas derrotas, cada nova encarnação sua é pior do que a anterior. Contudo, Ultron nunca foi tão perigoso quanto agora. Desta vez, ele passou dos limites e os Heróis Mais Poderosos da Terra precisarão dar um basta a isso, pois o destino de toda a humanidade depende deles! Kurt Busiek e George Pérez continuam a dar as cartas no perigoso jogo do bem contra o mal neste segundo dos três volumes da coleção dedicada aos Vingadores, mas também contam com os talentos de Jerry Ordway, John Francis Moore, Leonardo Manco e Stuart Immonen. São histórias de tirar o fôlego e que colocam à prova o valor de alguns dos maiores heróis dos quadrinhos!
Reúne Avengers (vol. 3) 0, 12-22 e Avengers Annual 1999.

Edição 3:



A crise do Oitavo Dia coloca Os Vingadores contra a força imparável do Fanático, enquanto o primeiro dia do Triatlo como um Vingador leva a equipe ao sul da fronteira e volta no tempo milhares de anos! E como o mistério de Madame Máscara cruza a maldição do Conde Nefaria? Visitando os Thunderbolts, Homem Aranha, Capitão Marvel e Patsy Walker, a recém-ressuscitada Felina! Além disso: Cidadão V, A Justine Hammer e Scourge!
Reúne Avengers (vol. 3) 23-34 e Thunderbolts (vol. 1) 42-44.

Cada volume em separado custará 89,90 reais e a caixa para guardá-los custará 29,90. A loja oferece alguns descontos na compra online se levar todo o conjunto. A compra é exclusiva pela loja virtual (clique aqui).

Apesar de pessoalmente não ser fã dos outros formatos da coleção da Salvat, essa em particular me chama a atenção. Ela tem todas as histórias continuadas e engloba quase tudo da parceria Busiek-Perez, que de fato quase não teve uma passagem digna por aqui na época. E é uma baita fase pra se ler.

Coveiro

sábado, 11 de outubro de 2014

Salvat lança nova coleção: "Os Heróis Mais Poderosos da Terra"


Sem alarde e nenhuma menção em seu site, a Salvat começou a lançar uma nova coleção que reúne arcos de histórias de personagens da Marvel, talvez ainda em fase de testes. Todas as edições são focadas em um personagem específico e apresentam um arco mais recente e uma história clássica ou de origem. O primeiro volume traz os Vingadores na aclamada saga "Ultron Ilimitado", escrita por Kurt Busiek e desenhada por George Perez (Avengers v. 3 #19-22), juntamente com a história de origem do grupo (Avangers v. 1 #1). A imagem acima foi compartilhada pela Central HQ.

A junção da lombada de todos os volumes da coleção formará um painel desenhado por Ady Granov.


O primeiro volume terá o preço de lançamento de R$ 9,90, a segunda custará R$ 19,90 e depois passa para R$ 32,90. Sua periodicidade será quinzenal.

Fonte: O Vício

C@rlos

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A Marvel no Brasil... fora da Panini?! Mistério Resolvido!

Marvel fora da Panini

Se você estava fora das redes sociais nos últimos dois dias, então certamente é uma das poucas pessoas que perdeu o maior "zum-zum-zum" em torno de fotos que vazaram por aí de supostos encadernados Marvel que seriam lançados no Brasil por uma editora que não era a Panini. Isso deixou o mundo virtual em polvorosa, já que pegou muita gente, até os mais bem informados sites de quadrinhos, de surpresa. Mas como isso aconteceu?

Marvel fora da Panini

Marvel fora da Panini

Marvel fora da Panini
As misteriosas imagens que circularam na internet nesta terça-feira.

Bom, o negócio veio como uma bomba pra gente na terça-feira, no fim da tarde. Kinhu enviou as fotos pro editorial, todo mundo ficou com a mesma cara de interrogação que vocês devem ter ficado aí do outro lado do monitor e depois de alguns minutos passados do choque, corremos atrás das fontes. De um lado, tentamos informações da Panini e, ao que parece, ninguém do editorial Marvel pode falar algo a respeito. Também tentei buscar alguma resposta oficial da editora por outros setores, o qual tive uma resposta hoje a noite (Leia o final da postagem!). Do outro lado, tentei ligar diretamente pra Salvat, editora pela qual ligavam as imagens vazadas na internet. Ninguém atendeu.

Na mesma noite, uma confirmação mais clara foi dada pelo Erick, do responsável pelo site "amigão dos leitores", o Aracnofã, que como visto nesta postagem dele, teve uma resposta da Salvat, confirmando tudo. Ao que parece, serão 60 encadernados de fato, de fases clássicas do personagens aleatórias nesses mais de 50 anos. O primeiro, com uma história do Homem-Aranha, custará 9,90. O segundo, custará 19,90. E a partir do terceiro, todos custarão 29,90. A publicação será quinzenal, o que implica que levará dois anos e meio para estar completa.

Mas a grande questão ainda estava em aberto. Como foi feito essa transação com a Salvat e o que isso implicará no futuro do mercado de publicações na questão Marvel? Bem, não demorou muito para a formatação do jeito que a coisa foi apresentada fosse associada ao lançamento da editora britânica Hachette, que obteve os direitos de publicação disto diretamente (e exclusivamente neste formato) pela Marvel. Além de atingir todo o Reino Unido e outros países de lingua inglesa como Australia e África do Sul, a Hachette conseguiu expandir esse formato de publicação para diversos outros países europeus como Polônia, República Checa, Eslováquia, Alemanha e França. Em alguns desses casos, com aparente  vínculo com a Panini, mas outros não.


Nessa coletânea, com edições de capa dura, luxo e com lombada quadrada, que acabam formando uma imagem bacana de Gabriele Dell'Otto (que já saiu aqui no Brasil em forma de poster tempos atrás), teremos a republicação tanto de sagas mais recentes como Guerra Civil, Hulk contra o Mundo, Invasão Secreta e o Cerco, como também coisas clássicas do passado como a Saga da Fenix, Marvels, as primeiras histórias do Capitão Bretanha e Guerras Secretas. Uma amostra do que está por vir e até como será o material extra dessas edições você pode checar aqui e aqui.

Tirando um caso de um único país pelo que andei lendo por aí, o sucesso desse material foi tanto que a editora britanica já conseguiu a façanha de obter o direito de mais 60 dessas "Graphic Novels", só que dessa vez não voltada em arcos, mas simem personagens ou grupos deles, juntando assim no mesmo mix, histórias de origem, classicas e aleatórias de diferentes tempos. As primeiras anunciadas foram as dos Vingadores, Homem-Aranha, Wolverine e Gavião Arqueiro.

Outra coisa que é importante ditar aqui é que a Hachette lançou com algumas variações de ordem e até de edições dessa coletânea nesses países já citados. Alguns casos como na República Tcheca e Polônia, tem histórias exclusivas que não sairam em outros países. No Brasil, pelo visto, já há um diferencial. Depois da número 1, Homem-Aranha – De Volta ao Lar, a edição 2 traz os Surpreendentes X-Men do Joss Whedon ao invés da Saga da Fênix Negra.

Atualizado: Mas a questão sobre o que de fato aconteceu entre as duas editoras continuava um mistério até o presente momento. Acabamos de receber uma confirmação interna da Panini dizendo que trata-se de uma co-edição com a Panini e a Salvat. Eles vão distribuir e comercializar os encadernados e a edição é da Panini pela Mythos. Mas toda a parte de marketing e comercialização é por conta da Salvat. Isso na verdade repete já o que foi feito em conjunto com a Panini em outros países europeus com essa mesma coleção.
Bom, mistério resolvido! Agora, é esperar as edições saírem em bancas...

Coveiro