Em um momento de introspecção, Maya coloca suas “roupas de batalha”. Inclusive a marca em seu rosto, feita com o formato da própria mão, em homenagem ao pai morto pelo Rei do Crime, que a criou como sua própria filha. Ela parece questionar a própria identidade. Na penumbra, andando pelo apartamento alugado por Danny Rand, no qual o grupo se alojou desde o desaparecimento do Dr. Estranho, ela se depara com Wolverine, que comia algo no meio da noite. Com um olhar compenetrado, ela logo ouve do mutante que ele não é um skrull.
E afirma que sabe que Maya desconfia dele, uma vez que ele não toca no passado que os dois têm em comum, de natureza amorosa. Logan diz que não tocou no assunto por respeito a ela. Mas Maya afirma que não está nem mesmo convencida de que há de fato uma conspiração skrull, como ele e os outros parecem ter tanta certeza. Na verdade, ela acha que é uma forma que todos encontraram de se desviar no inferno que suas vidas se transformaram, desde a morte do Capitão América e de sua opção por não se registrarem.
Com a percepção de quem já viveu mais anos do que aparenta, Logan diz que sua vida sempre foi um inferno, mas que a ameaça skrull é certa. Porém, a impossibilidade de detectar quem de fato é skrull faz com que ele apenas fique alerta, e reaja quando necessário. E aconselha Maya a fazer o mesmo, pois logo eles se revelarão.
Ela diz que vai sair, esfriar a cabeça na madrugada. Antes disso, Logan faz questão de dizer que um dos principais motivos de ter continuado com os Novos Vingadores foi ter certeza de que ela seria resgatada do Japão. Maya interpreta isso como uma cantada, e Logan não deixa por menos, afirmando que ela é que vai dar em cima dele qualquer hora, aliviando o clima de tensão.


Diante do questionamento, o Demolidor parece gaguejar, afirmando que o Capitão está morto. Quando ele tenta consertar, é tarde. Maya parece ingênua com relação a sua própria posição naquele mundo de heróis, mas está muito longe de ser burra, e percebe que aquele não é Murdock.
Ao questionar sua identidade, ele não hesita, e, diante de seus olhos, assume forma idêntica a de Maya. Com um discurso moderado, afirma que ela é apenas uma humana, e que não adianta se debater.
Obviamente ela reage, e os dois começam um confronto, logo demonstrando que aquele é um skrull como o falso Raio Negro e os outros que atacaram os Illuminati – super-skrulls turbinados com poderes diferentes do Super-Skrull tradicional. Isso fica claro quando de seus olhos saem rajadas óticas como a de Ciclope, dos X-Men.

Maya não desiste, e quer saber o que ele (ou ela) quer. O skrull, que agora demonstra poderes pirotécnicos similares ao do Tocha-Humana, continua a falar o quanto respeita e admira a humana e suas origens. E quando está prestes a vencer, é surpreso por uma ajuda providencial a Eco.





Clint inclusive diz que ainda se lembraria daquela conversa com saudosismo, e acaba revelando que teve vontade de beijá-la quando, acidentalmente, ela entrou no chuveiro enquanto ele usava. A conversa leva ao ponto mais óbvio, os dois se beijam, e acabam dormindo juntos. Aliás, um deles dorme. Maya não cai no sono, e, enquanto parece pensar em toda loucura que cerca sua vida, cobre novamente seu rosto com sua mão direita, sabendo que tudo está tão incerto quanto sua própria identidade.

João




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