sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ultimate Guerra das Armaduras: Descobertas Pós-Apocalípticas

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Na nova fase do Ultiverso, além do retorno do Homem-Aranha e da nova equipe de Vingadores, também foi reservado espaço para uma história estrelada pelo Homem de Ferro. Com roteiros de Warren Ellis e arte de Steve Kurth, a versão ultimate da Guerra das Armaduras é passada logo após os eventos do Ultimatum, num mundo cheio de ruínas e choque, um panorama que Tony Stark está disposto a encarar, com um drinque numa mão e uma luva de ferro na outra. Descubra com o que ele terá de lidar, na primeira metade da saga, publicada em Ultimate Marvel 1 e 2.

Manhattan foi varrida por uma onda, milhões morreram na Europa devido a mudanças climáticas, os campos magnéticos do mundo estão em fluxo e a economia, arruinada. Heróis morreram e nada mais é o mesmo. É com estas afirmações que a história começa.

A seguir, vemos o Homem de Ferro andando pelas ruas destruídas de Manhattan onde, além dele, restam apenas as vítimas fatais de Magneto. Ele está ali antes de qualquer equipe de limpeza do governo para recuperar um artefato do prédio de sua empresa, e aproveitando para registrar o momento e colocá-lo em seu podcast no iTunes, já que precisa começar a recuperar suas finanças. Pois é, conforme conta a Happy, que o auxilia a distância, restaram a Tony “míseros” cem milhões de dólares.

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Happy conta que, enquanto falam, pessoas chegaram para confiscar bens de Stark, mas as atenções de Tony estão voltadas para seu precioso objeto. Adentrando o edifício de sua empresa, ele é avisado pelo assistente que detectou um efeito fantasma no radar do Homem de Ferro, mas ele não vê ninguém. Stark releva a seu público que possui uma estrutura subterrânea ao seu prédio em Manhattan, alimentada por um gerador próprio, enquanto desce até lá.

Passando pelos corredores lá de baixo, ele descobre que a estrutura não estava mesmo vazia.

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Sua acompanhante demonstra possuir habilidades sobre-humanas e apenas pede para que ele se afaste. Contra a vontade dela, Tony a reconhece. Trata-se de Justine, filha de Justin Hammer. Ela está ali atrás das plantas da frota de nano-máquinas que permitem que Stark controle sua armadura. Ele desdenha, pois não crê que há mais alguém no mundo com recursos para fabricá-las. Sabendo que o pai da moça tentou criar um exército super-humano particular e morreu no processo, Tony deduz que ela também foi vítima de experimentos, e só questiona como ela está à solta por aí, ao contrário de todas as outras cobaias de Hammer.

Ela explica que já estava trabalhando por conta própria quando perdeu o pai e que sua condição super-poderosa a está matando, sendo que uma nanofrota Stark poderia estabilizar sua estrutura celular. Nosso herói não demonstra interesse em ajudá-la, e logo é avisado por Happy que o sistema está livre dos efeitos fantasmas e que há mesmo mais alguém no prédio, além dele e Justine, justamente no nível do prédio onde o resquício 242 (objeto que foi ali buscar) se encontra. O Homem de Ferro entra em ação, dirigindo-se para lá. Chegando a seu destino, encontra o visitante, com aparência um tanto familiar e segurando seu item.

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Ao ser avistado, ele oculta o artefato num tipo de teleporte transdimensional e Tony o ataca. Justine chega ao local, reconhece o invasor como sendo o Fantasma e também o ataca, ficando do lado de Stark. O ladrão foge usando intangibilidade, algo que nem a armadura do Homem de Ferro possui, o que faz Tony pensar.

Justine conta que o Fantasma é um habilidoso ladrão que ganhou reputação nos últimos meses e começa a ter um tipo de convulsão. Sendo bem mais atencioso que antes, Tony contata sua equipe médica e a carrega até sua base aérea.

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A operação é feita. Justine acorda com Stark presente na ala médica, deduzindo corretamente que ela se sente melhor do que se sentia há meses. Ele pergunta sobre a quebra de segurança, e ela fala que os sistemas dele foram invadidos meses atrás, sendo que o Fantasma ou algum de seus contratantes provavelmente tem planos não-governamentais para a tecnologia do Homem de Ferro.

Ela tem conhecimento do submundo, o que inclui pessoas para quem ela roubava e, como teve a vida salva, vai ajudar Tony em seu objetivo. Ele não pode deixar sua perigosa tecnologia à solta desse jeito. Pretende salvar o mundo e, principalmente, sua reputação pondo fim ao uso dela.

A seguir, já na segunda parte da história, os dois partem num avião particular de Tony. Nada tão ostensivo quanto sua nave espacial, que agora já teve sido depenada por credores, mas possuidor de uma câmara que flutua em teflon líquido, o que torna os movimentos da aeronave quase imperceptíveis. Ele oferece um drinque, mas ela pergunta sobre a cama.

Em seguida, percebemos que os flertes de Tony com a moça ao longo da história não foram em vão. Ele foi usado, e gosta disso, mas é hora de estragar o dia daqueles que o roubaram.

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Stark mostra seus sistemas de rastreamento, conectados aos bancos de dados da SHIELD, FBI e tantos outros que ele nem duvida que a Wikipédia também sirva de fonte para eles. Mas Justine mostra que isso não é suficiente, e os conecta á um tipo de internet paralela criada por um grupo criminoso em Berlin.

Seguindo os rastros da tecnologia roubada, concentrados em Praga, Justine deduz que passaram pelo Dr. Faustus. Um homem chamado Johan Fennhof que, como todos no submundo, usa um nome super-heróico e se acha um membro dos Supremos.

Eles decidem ir à Praga e, concordando com Justine que não seria boa idéia visitar Faustus vestido de Homem de Ferro ou à paisana, Tony mostra uma nova invenção sua: o iMan – nome que Steve Jobs ainda não patenteou (nesses momentos eu acho Warren Ellis um gênio, haha). Trata-se de um leve kit de aperfeiçoamento pessoal, uma compacta, disfarçável e poderosa armadura de Homem de Ferro.

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A dupla chega a seu destino. Justine tira sarro dos óculos escuros de Tony, mas eles são necessários para o controle de campo, já que ele ainda não desenvolveu uma versão de tal sistema para lentes de contato. Batendo à porta do Dr. Faustus, os dois são recebidos por um homem de aparência grotesca com partes de armaduras de estilo clássico do Homem de Ferro enxertadas no corpo.

Depois de passar por um corredor bizarro cujas paredes são decoradas com cabeças humanas, eles chegam à companhia de Faustus. Tony já havia questionado a ausência de procedimentos de segurança no lugar, e seu dono explica que não espera que nada menos que deuses entrem ali. E quando não podemos nos defender de alguém, melhor desfrutar de sua companhia.

Cumprimentando a srta. Hammer e ignorando a oferta de aperto de mão de Stark, Faustus diz que admira o Homem de Ferro por um motivo em especial: ele não pode estar de armadura o tempo todo. Nisso, ordena a seus capangas que rendam os visitantes.

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O Dr. Faustus deduz o motivo da visita, e Tony confirma que quer saber para quem sua tecnologia foi vendida e destruir todas as cópias. O vilão se sente por cima, dizendo que simplesmente jogar o corpo sem vida de Stark na sarjeta seria mais prudente, além de fazer maravilhas em sua reputação. Um triste, porém não inesperado fim para um herói bilionário bêbado e playboy.

Dizendo que não tem a noite toda, Tony ativa o iMan e vira o jogo, chegando a dar uma impressionante e assustadora demonstração do poder de fogo da arma repulsora de sua armadura compacta, que pulveriza metade do corpo de um dos capangas e várias partes da paisagem.

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Percebendo ter persuadido o doutor com seu argumento, Stark pede as informações sobre os clientes de Fautus, dizendo que depois destruirá os sistemas do homem e aí, talvez possam tomar uma taça de alguma bebida local refinada. Não há motivo para não serem civilizados, afinal.

O homem responde que a negociação não deve envolver apenas eles dois e, meio sem jeito, conta que houve um acidente com uma versão mal-compreendida de um poço transdimensional de Reed Richards, o que faz de “Faustus” mais uma afirmação que um nome-fantasia (o termo, em latim, significa algo como “sortudo”, “promissor”).

Nisso, uma porta se abre na cabeça do doutor e lá podemos ver uma pequena criatura baseada no MODOK que conhecemos do universo 616 - e que parece não ter relação com a versão Ultimate de George Tarleton, que apareceu na minissérie da Visão tempos atrás. Ele afirma, em sua chegada, que um dia dominará aquele mundo e também vencerá o “Dançando com as Estrelas” (Dancing With The Stars), em mais uma demonstração do excelente humor bizarro de Ellis.

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A cena pula para o avião de Stark, no momento em que está quase chegando a seu novo destino. Acontece que todos os dados de Tony foram vendidos para apenas uma pessoa, um homem chamado Bram Vensilng. Apesar de possuir um nome ridículo que, segundo nosso herói, parece um termo norueguês para atos de amor envolvendo olho de motor, o currículo do homem não é tão divertido. Ao que parece, sua família inventou o dinheiro, seu avô foi o único nazista de quem tiveram medo demais para julgar em Nuremberg, além dele mesmo já ter matado centenas de pessoas e sido o responsável secreto pelo início de cinco guerras.

Dizendo não temer seu adversário, Stark conta que Vensilg recebeu de Faustus todos os dados de sua tecnologia em troca do financiamento das incomuns necessidades médicas do doutor. Desta vez, Tony não será educado e não correrá os mesmo riscos de antes, e fala que prefere que Justine não o siga, apenas entre em ação depois que a atenção de seu inimigo já tiver sido despertada. Colocando seu capacete, o Homem de Ferro não deixa de afirmar, por mais ridículo que ele acredite que possa soar: ele está prestes a descer no castelo Frankenstein restaurado, na cidade de Darmstadt.

Ele parte para seu destino, anunciando sua chegada de forma nada sutil, com um míssil. Ao aterrissar, diz que Velsing tem em poder algo que lhe pertence, falando ainda que seus sistemas detectam a presença do homem ali. Pede para que apareça e os dois possam lidar com a situação de modo direto. Bram Velsing responde que o viu chegar, conhece suas intenções e sim, eles resolverão aquilo diretamente, como homens.

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Ao testemunhar a aparência da armadura do adversário, Tony o pergunta se o objetivo dele ao se apoderar de sua tecnologia foi criar um traje de fetiche sexual. Ele não tem preconceitos, só quer saber. Mas Velsing o responde com um ataque calado, e uma equilibrada luta se segue, sendo que seu resultado só saberemos na próxima edição.

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Essa história, sem pretensões apocalípticas ou revolucionárias, acaba se mostrando um excelente e digno retrato da versão Ultimate do Homem de Ferro, numa história cheia dos elementos que melhor representam o personagem e as melhores narrativas de Ellis. De fato, assim como acontece com Emma Frost (indiferente da qualidade das histórias do homem nos X-Men), as personalidades de personagem e escritor aqui quase se confundem, sem que isso seja prejudicial, rendendo apenas caracterizações muito boas. Isso sem falar da alta qualidade da arte de Steve Kurth.

É isso aí, por hoje é só, nos vemos na continuação.

Léo

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