quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Ultimate Guerra das Armaduras: Genialidade à prova de roubo

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A conclusão da versão ultimate da Guerra das Armaduras está aqui! Depois de descobrir que os seus dados roubados foram parar nas mãos do descendente de nazistas Bram Velsing, o próprio confronta o Homem de Ferro com sua própria versão da armadura de Tony. Agora veremos o que Stark precisa fazer para que mais malfeitores usem seus projetos para seus próprios objetivos escusos.

No meio da fumaceira erguida pelo fogo trocado entre o Homem de Ferro e Velsing, o vilão acaba entregando que o Fantasma roubou a fonte de energia que Stark procura. Ele cria uma espada de energia que abre um rombo lateral na armadura do Latinha. Justine Hammer chega neste momento, distraindo o vilão fazendo Stark ganhar o tempo que necessitava para reagir e deixar Velsing no chão.

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Stark disparou dardos que recuperam tudo o que for de tecnologia criada por ele da armadura de Velsing, enquanto faz o mesmo com o que tiver de dados nos servidores do castelo do vilão. O traje também foi travado e agora os suportes de vida estão sob controle de Stark. Mas Stark descobriu que a fonte de energia não foi roubada pelo Fantasma, e que Velsing estava mentindo. O Fantasma lhe vendeu a tecnologia de montagem rápida, uma pesquisa teórica de Stark que possuia uma trava de DNA que apenas ele poderia acessá-la. A espada de energia que Velsing criou é uma amostra da Tecnologia de Montagem Rápida de Stark, gerada por um enxame de nanobôs-engenheiros na manga do traje, capaz de criar instantaneamente uma centena de ferramentas (eu particulamente curto muito essas sacadas tecnológicas do Ellis).

Deixando o Velsing travado para sempre no traje, ocasionando uma leve discussão sobre assassinato entre Tony e Justine, eles voam atrás dos "britânicos" que o vilão dedurou para quem ele vendeu a tecnologia do Homem de Ferro. No voo pra Inglaterra, a equipe de Stark descobre assinaturas eletromagnéticas Stark nas ruas de Londres, causando incredulidade a Tony. Um protesto contra uma resposta do governo à crise climática na Europa (provavelmente, resultante ainda do Ultimatum de Magneto), é contido pelo novo Esquadrão Anti-tumulto da Polícia Metropolitana.

Tony ordena que preparem lançamento imediato do Homem de Ferro, mesmo com as avarias da luta anterior. Ele pede que Justine seja uma ladra bem convicente enquanto ele cuida das pessoas que irão ser atacadas por suas criações. Justine não entende como alguém que bebe como Tony corre tão depressa, ao que ele responde que nem sabia que estava correndo, porque ele não está sentindo nada do quadril para baixo...

O Homem de Ferro voa para a Trafalgar Square e detona que foi roubado pelo governo britânico e transformaram suas criações em um instrumento de opressão. Ou eles tiram as armaduras imediatamente, ou ele as incineraria com os usuários dentro.

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A resposta dos policiais não poderia ser menos britânica do que essa: "Por gentileza, encoste seu veículo na guia e saia com as mãos para cima. Senhor." (Genial, Ellis!) E a resposta de Stark não poderia ser mais americana, um disparo de míssil teleguiado, mas que é rechaçado facilmente. Todos os policais abrem fogo e Tony se abriga com um escudo de força, que cede rapidamente.

Mas um disparo de dois foguetes consegue destruir uma das armaduras - e o homem dentro dela também - tornando o confronto em uma caçada aérea, já que o Homem de Ferro está praticamente sem armas. Após uma carnificina nos céus de Londres, Stark é atingido pelas costas por um míssil que ele não interceptou. Avariado e voando entre os prédios, o Fantasma aparece e o acerta, fazendo a armadura cair no rio Tâmisa.

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Com tantos rombos na armadura, a água poluída do rio começa a afogar Tony Stark, mas surpreendentemente um dos policiais o salva arrastando-o pelo pé pelos céus, por ordens superiores. A missão de Justine deu frutos. Ela foi à BBC com provas irrefutáveis de que a tecnologia de Stark havia sido roubada dele e sido comprada pelo traficante Bram Velsing. A polícia foi instruída a remover imediatamente as unidades das ruas, dando o aval para Tony destruir a tecnologia na presença da mídia.

No instante em que o Fantasma atacou o Latinha, Tony emitiu uma radiação exótica no traje do inimigo, para que agora ele possa seguí-lo aonde ele for. E pra onde ele foi, é onde tudo começou, os Estados Unidos. A boa notícia é que Tony recuperou e desativou todos os outros produtos baseados na sua tecnologia roubada. Por ter salvo a sua vida, Tony quer saber como eles ficam depois que tudo acabar. Justine responde que pra ficar com ela, terá que ser sério e monogâmico, e ele topa.

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Mas justo quando eles estão na cama de gravidade especial de Tony, o avião é atacado em pleno ar por uma dupla de armaduras. Justine pilota o jato pessoal e pula fora do avião enquanto Tony já está trajado na sua armadura e encara os monstros tecnológicos. Porém, com a armadura já muito avariada, o Homem de Ferro não resiste ao ataque bruto e é derrotado.

Mais inconsciente do que acordado, Tony é levado a uma sala subterrânea, e quando volta a sia, está amarrado à uma cadeira, sem o seu traje. ao seu lado, Justine também está em uma cadeira. Quando ele percebe, está com três armaduras os cercando, na sala. Para sua incredulidade, a armadura maior é ocupada por um homem idoso que se declara sendo Howard Stark Sr., o avô de Tony.

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Stark Senior logo começa um bate-papo com seu neto, como se a situação não fosse tão medonha. Ele agora é praticamente um ciborgue com pouquíssimas partes orgânicas. Ele conta que eles agora estão no que restou do Projeto Amanhã, um ultrassecreto projeto do governo em que ele trabalhou por décadas, dedicado à fusão homem/máquina. O Fantasma é aliado do avô de Stark e sabia do spray rastreável e atraiu Tony para a armadilha.

O velho agora quer se atualizar para o dia em que o governo volte a precisar dos seus serviços, usando os conhecimentos de seu neto. Como ele não poderia roubar Tony pessoalmente, contratou a ladra Justine para que ela fizesse isso em troca dos dados sobre a nanofrota que salvou a vida dela, como vimos lá na primeira edição.

Como justificativa, Justine diz que não percebeu que a situação ia acabar naquilo, e pensou que desse pra consertar depois, afinal, Tony a curou de graça, deixando Tony nervoso ao ver que ela nem ao menos está amarrada á cadeira. Irritado, o heroi quer saber o que o avô quer exatamente.

Stark Sr. quer que Tony abra a "lembrança" que o Fantasma roubou em Manhattan, e Tony diz que não pode, afinal ali dentro não há nada de útil. O velho acha que se Tony não abrí-la, ele pode matar a todos que não perde nada com isso. Mas já que estava guardada com as melhores criações de Tony e num local de mais alta segurança, deve ser sua maior obra.

Citando uma frase de controle de Richard Feynman - físico norte-americano - a caixa se abre. Dentro dela, a cabeça de Tony, envolta por um elmo como o do Homem de Ferro. Tony diz que frequentemente realizava experimentos com o portal multiversal de Reed Richards no edifício Baxter. Os dois abriam pontos de teleporte para universos paralelos e um dia isso caiu de uma Terra alternativa constituída exclusivamente de fogo. Apesar de ser uma versão de Tony de um universo paralelo, o capacete é bem distinto da tecnologia que ele criou. Ele possui um mecanismo de autodefesa travado em um modo que destrói maquinários. Desligou a nanofrota de Tony violentamente da primeira vez em que ele a estudou.

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Mas como ele se protegeu desde então, e não precisa de máquinas para viver, ele só pode observar o Fantasma se contorcer em explosões, o seu avô cibernético definhar desmontado no chão, os seus servos robôs implodirem, e Justine ter uma convulsão fatal.

Já em Berlim, Tony Stark brinda ao assassinato, à erradicação do mal, aos mentirosos, trapaceiros e ao castigo que merecem. A um orfão solteiro e a salvar o mundo dele mesmo. Dito isso, ele só pode rogar a Deus enquanto lágrimas escorrem dos seus olhos.

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Warren Ellis escreveu um roteiro que não chega a ser brilhante, mas é um belo conto do Homem de Ferro, e mostrou como os gênios podem ser solitários, ou até mesmo incompreendidos. Afinal, não é por ser dotado de um grau de intelecto superior que ele deixa de ter sentimentos, muitas vezes ocultos por trás da facaha de ser brilhante. Os desenhos de Steve Kurth também foram competentes. Não perca a oportunidade de conferir tudo isso em Ultimate Marvel 3 e 4, ainda nas bancas.


Jeferson.

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