quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Rocky Racum e Groot: Zero casamentos e um funeral (e depois mais um monte deles)


Rocky Racum e Groot enfrentam uma lula espacial gigante quando o guaxinim recebe a notícia, pelo celular, do funeral de seu antigo mentor, que o iniciou nas artes da trapaça: Frankie. Rocky fica desolado, mas ele e Groot comparecem ao evento. Diante do túmulo dele, ambos percebem que ele não está tão "morto" como se esperava. Mas como assim? É o que irá nos contar agora a nova equipe criativa do título Rocket Raccoon and Groot em sua edição #7: o escritor Nick Kocher e o desenhista Michael Walsh na história "Zero casamentos e um funeral", publicada aqui em Guardiões da Galáxia #7 pela Panini.

Frankie revela que forjou a própria morte para escapar de uma dívida e, para disfarçar, usa uma peruca ridícula. Em seguida, ele incentiva os outros dois a saírem da lanchonete onde estavam sem pagar. Infelizmente, durante a fuga, Rocky o derruba sem querer de um bonde e Frankie "morre" novamente. 


Rocky é incriminado, mas ele reconhece Frankie utilizando outra peruca ridícula. Ele se desvencilha com facilidade dos policiais que o queriam manter preso e se junta ao vigarista. Em outro restaurante, Frankie explica que forjou sua morte (de novo) para escapar de outra dívida, mas se engasga com a comida e... morre. Mas não é bem assim (de novo).

Quando Frankie se levanta novamente de sua cova, Rocky e Groot estão do lado de fora e querem explicações sobre o que está acontecendo. Ele diz que está devendo muito dinheiro para um chefe criminoso chamado Lesma. Por isso, ele fez um monte de seguros de vida para conseguir pagá-lo, mas não está dando certo. Rocky se oferece para ajudá-lo a solucionar esse problema de uma vez por todas.

Porém, no dia seguinte, Rocky e Groot encontram um corpo absolutamente irreconhecível, identificado apenas por seus registros dentários: os de Frankie. A dupla decide se vingar do Lesma, mas quando este é encontrado, a dupla descobre que ele não era um chefão do crime, mas um filantropo muito rico. Atrás deles, está Frankie (sem os dentes) empunhando um revólver para roubar toda a riqueza do seu alegado perseguidor. Ele está acompanhado de dois policiais corruptos, os mesmos que queriam incriminar Rocky anteriormente e que "reconheceram" o corpo de Frankie em sua última "morte".

Rocky tenta sensibilizar o vigarista, mas seu corpo é esmagado pela lula gigante que apareceu no início da história (sei lá de onde ela veio, só sei que foi assim). Em seguida, Groot derruba Frankie e seus dois comparsas com facilidade. O funeral, agora, é do próprio Rocky, conduzido por Groot com enorme tristeza e com a presença dos responsáveis pela sua morte. Mas não é bem assim, também...

Na espaçonave, Groot ouve uma voz familiar usando uma peruca ridícula: "ah, qualé, cê tinha que ter sacado que eu ia fazer isso". O celular de Rocky toca novamente: "atende esse troço mais uma vez e eu te mato", ele diz para seu amigo.


Achei essa história muito divertida. A melhor desse título, até agora. De vez em quando é bom ler uma história concisa, fluente, bem humorada e "non sense" como essa, que faz sentido numa série cujos protagonistas são um prato cheio para situações inusitadas. Também gostei também do estilo "cartunesco" do desenhista.

A capa da edição original, no início desta resenha, oferece um trocadilho interessante com a frase "here lies" do epitáfio, que tanto quer dizer "aqui descansa..." como também "aqui mente..." o fulano.

Em breve, veremos a participação da dupla nada dinâmica da galáxia na segunda guerra civil super-heróica (objetivando seus próprios interesses, é claro). Até lá !

C@rlos

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