
A história começa de onde terminou na edição anterior, com a revelação de Steve Rogers à surpresa repórter Sally Floyd, de que queria ser ouvido pela imprensa. Aqui me permito ser mais opinativo do que de costume, e digo que o discurso de ambos é relativamente fraco. Como já foi extensamente comentado, a opinião do Capitão América representa principalmente alguém que vê o conceito de liberdade, que é sim relativo, como um valor universal que está sendo deturpado pelo governo do país em que ele vive, sendo subvertido em nome da segurança quando, em sua concepção, haveria outras formas de se protegerem os dois. Ao mesmo tempo em que apresenta esses argumentos com fundamentos razoáveis, ele extrapola ao ler a lei de registro como algo comparável a uma medida de um governo nazista.
Sally, por outro lado, assume uma postura radicalmente oposta, especialmente por ter abandonado o apoio aos anti-registro recentemente. Mas escorrega em alguns pontos, especialmente quando ao tentar refutar o Capitão, acaba repetindo a idéia que ele tem de patriotismo, ou quando reproduz o chavão de que “a história é escrita pelos vencedores”, uma idéia simplista e equivocada, como aponta Rogers. Enfim, terminada a rápida conversa, percebemos que Sally se coloca como alguém pró-registro, incorporando muito do discurso a favor da segurança por ele proporcionada, recusando totalmente os argumentos do Capitão. Criticando-o por falar como se estivesse certo de ter a razão, a repórter acaba agindo da mesma forma, destratando o herói, mais do que discordando de sua posição.






Só lhes resta, então, comparar anotações, informações e conclusões a respeito do que vinham investigando, e acabam percebendo que chegaram às mesmas conclusões. Ambos sabem os verdadeiros motivos por trás de toda a Guerra Civil.

« Jøåø »



0 comentários:
Postar um comentário