
A reviravolta da posição do Homem-Aranha na Guerra Civil se inicia já com as dúvidas de Peter se sua fidelidade ao Homem de Ferro era ou não benéfica, e cada pequeno detalhe o fazia desconfiar mais que não. Cada vez mais se sentia uma marionete do líder dos pró-registro. A batalha que teve como resultado a morte do Golias (Guerra Civil 3 e 4) só parece ter acirrado tal desconforto. Pouco depois, Parker, em uma reportagem de TV, percebe o óbvio que lhe fugia à percepção. As Empresas Stark são as mais beneficiadas economicamente com toda a guerra. A quebra de sua ingenuidade com relação a Stark parece ser a gota d’água para que Peter queira tirar suas últimas dúvidas com relação ao que está prestes a fazer.
Parker cobra do Homem de Ferro uma visita à tal Prisão 42, que ele e Reed construíram para os não registrados capturados até agora. Tony nota a agressividade nas palavras de Peter. Há algo de errado. Ambos vão até o Edifício Baxter, onde encontram um Senhor Fantástico exaurido, mal barbeado e claramente imerso em trabalho. O Homem-Aranha se surpreende quando descobre que a prisão se localiza na Zona Negativa. A coisa era pior do que ele imaginava.


Esse comitê, que mais tarde foi chamado de Caça às Bruxas, foi formado no período da Guerra Fria, durando de 1950 a 1956. Seu objetivo era investigar qualquer um suspeito de ter alguma relação com a União Soviética e com o comunismo, que, caso fosse confirmado, seriam condenados por traição aos EUA e, muitas vezes, condenados à morte. O que também ficou conhecido como Macartismo, acabou se transformando em um "show" (de horrores) por McCarthy, que passou a acusar de traição não só comunistas, mas qualquer um que contestasse o governo dos EUA. A perseguição e a censura passaram a ser praticados em profusão. Seus objetivos foram subvertidos, fazendo com que, cada vez mais, McCarthy perdesse popularidade e sua caça às bruxas fosse extinta. Um dos principais responsáveis foi o jornalista Edward R. Murrow (episódio contado no filme Boa Noite e Boa Sorte, de 2005). Algumas das "vítimas" famosas do comitê: Charles Chaplin, Oppenheimer e Orson Welles.
Tio Ted, além de ter de dizer que não era comunista, seria obrigado a apontar suspeitos de seu círculo social. Ele mandou o comitê para o inferno, acabou preso por desacato e nunca mais foi o mesmo. O problema é que, ao invés de tomar isso como um exemplo de que nem sempre uma lei ou algo que o governo faz é correto, Reed conta a história vendo pelo prisma de que, caso obedecesse a lei, nada de ruim teria acontecido com Ted. Mas e com as outras pessoas? Peter diz que provavelmente gostaria do tio de Reed, mas se espanta por ele amá-lo e condenar sua atitude.


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Obs.: Título do artigo retirado da canção Break on through (to the other side), do grupo The Doors.



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