
Reed sempre demonstrou, pelo menos para mim, duas características bem marcantes. Uma é a sua obsessão pela ciência, e como ele acredita que, através de cálculos e análises racionais, tudo pode ser compreendido. A outra é um grande censo de responsabilidade, apesar de, muitas vezes, a primeira característica se sobrepor a esta. E logo no início dessa história podemos vê-lo, ao cuidar da importante prisão 42, uma fixação por números, repetindo quase como um mantra que só eles importam. Ao transferir a prisioneira Faísca, mais uma super-humana que se recusou a aderia ao registro, um incidente. Por descuido de um dos agentes da SHIELD, o dispositivo que a prendia entra em curto, libertando-a. Culpa do descuidado soldado, mas, em sua mente, Reed coloca 100% do fardo dessa falha em suas próprias costas.

Como falado no Em Foco, Susan não concorda com a lei, especialmente porque ela a obriga a perseguir e combater amigos. Companheiros. A lei está errada. Quando Reed repete o mesmo discurso da maioria dos pró-registro, de que as leis devem ser obedecidas acima de tudo, ela rebate habilmente lembrando que a Solução Final (massacre de judeus, homossexuais, ciganos, deficientes, entre outros, promovido no Holocausto Nazista) também era lei.
Com raiva, Reed cerra seu punho, como se quisesse golpear de volta a "bofetada moral" que foi a resposta de Susan. Ela o refuta asperamente, dizendo para ele ou desfazer o gesto ou socá-la de uma vez, porque, se não, arrancaria seu braço. Abalada, Susan se recusa a acreditar que seu marido, que ela sabia ser uma pessoa extremamente racional, mas que nunca teve seus sentimentos atrapalhados por isso até agora, estava agindo dessa forma. Então, um recurso patético e claramente mentiroso. Reed diz que está fazendo isso para protegê-la.




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