Se você acha que a ameaça do Aniquilador já era grande demais, não tem idéia do que está para invadir o Cosmo Marvel esse ano... ANIQUILAÇÃO: A CONQUISTA!
Hulk Contra o Mundo
É chegada a hora da vingança. Exilado, escravo, rei... HULK CONTRA O MUNDO!
Vingadores
Uma invasão secreta de skrulls à Terra? Veja também: Os Novos Vingadores combatem uma nova ameaça caseira, enquanto a desconfiança aumenta. Thor em busca dos asgardianos. Fantasmas do passado assombram o Homem de Ferro. E ainda, a saga da morte do Capitão América continua.
X-men
A conclusão da fase Whedon-Cassaday em Surpreendentes X-Men. As reviravoltas dos X-Men Cegos pela Luz. Fabulosos X-Men contra o fanatismo morlock. Novos X-Men voltam do Limbo transformados. E ainda, Espécie em Extinção.
Homem-Aranha
A vida de Tia May está salva. Mas a que custo? Com sua vida "reiniciada" pelo demônio Mephisto, Peter Parker, o Homem-Aranha, inicia Um Novo Dia, sem Mary Jane e com sua identidade preservada. E nem uma explicação decente nós recebemos.
Universo Marvel
A hora da Vingança chegou: Hulk Contra o Mundo! O novo Quarteto Fantástico. Um novo começo para os Thunderbolts. Motoqueiro Fantasma na trilha do Diabo.
Marvel Action
Demolidor arrasado por um veneno invisível. O arrependido Justiceiro adentra Hulk Contra o Mundo. Ororo, T'challa e o Novo Quarteto Fantástico: Zumbis, skrulls, gângsters e... sapos místicos?.
Heróis Marvel
Finalmente a revista mensal do herói intergaláctico Nova chega ao Brasil por meio de Marvel Apresenta. Ainda: Zumbis Marvel & Uma Noite Alucinante, Zumbi, Barracuda, Torre Negra e muito mais.
Marvel Millennium
O fim dos X-Men, a conclusão de Visão e a chegada do Confronto Supremo.
Especial: N. Guerreiros
Radical e os Novos Guerreiros estão de volta em Marvel Especial 9!
Justiceiro no Cinema
Hulk e Homem de Ferro já tiveram suas chances nos cinemas. Agora é o tempo de fazer Justiça! PUNISHER é o próximo filme da Marvel em parceria com a Lionsgate a estrear no fim do ano.
DVD: Next Avengers
Eles são o ultimo legado dos mais poderosos heróis da Terra. Pym, James, Azari e Torrun são os filhos dos Vingadores em NEXT AVENGERS: HEROES OF TOMORROW
Aranha nos Games
Se nos quadrinhos Peter Parker não anda lá em boa fase, não podemos dizer o mesmo nos Videogames. Conheça o próximo jogo mais esperado pelos marvelmaniacos: SPIDERMAN: WEB OF SHADOWS
US:Secret Invasion
Se o assunto é fora da Terra, então, é ela quem deve-se chamar!
US: X-Men por Ellis
NOVA fase de Astonishing X-men por Ellis e Bianchi. E muitas mudanças na vida dos mutantes com a saga MANIFEST DESTINY
US: Marvel Apes
Já imaginou o que aconteceria se os Macacos dominassem o mundo hoje? E se fosse o universo Marvel??
Reedição: A Queda
O primeiro dia do resto da vida dos Vingadores começa aqui. Brian Michael Bendis e David Finch inauguram um novo estágio do Universo Marvel, destruindo os heróis mais poderosos da Terra.
Chega ao fim o primeiro arco de Peter Milligan pós-Dinastia M. A Mansão se tornou um campo de refugiados mutantes. Alguns Sentinelas comandados por humanos são colocados de guarda na mansão, muros de proteção são erguidos e o perímetro da propriedade é vigiado a fim de evitar que uma raça seja extinta. Mais uma saga chata termina.
Os pilotos dos Sentinelas são apresentados, e como todo bom clichê que o Milligan adora seguir, um dos caras não gosta de mutantes (só porque ele é negro não quer dizer que ele não pode ser rascista, tá Milligan?!). Um grupo de humanos tenta matar todo mundo na mansão, mas os Sentinelas, agindo conjuntamente com os X-Men, derrotam todos. Polaris e Destruttor abandonam a equipe pela enésima vez e o Homem de Gelo recupera seus poderes. É isso.
Milligan nunca demonstrou muita inteligência. O humor que ele tenta impor aos personagens é sofrível, as situações parecem irreais e mal exploradas, bem como heróis que antigamente eram muito bons, hoje, em suas mãos, são odiados pelos leitores. Podemos começar com um dos heróis mais odiados: Homem de Gelo. Milligan criou uma legião de ódio ao personagem. Ele ficou chato, ficou com os poderes descontrolados, bem como suas atitudes. Depois, no dia M, aparece sem os poderes e agora volta a tê-los em plena forma, como na época em que Emma Frost o havia destravado mentalmente.
Por outro lado, temos Polaris, que aparentava estar normal, mas descobre-se que ela havia perdido seus poderes desde a última edição. Por causa disso, ela sai do grupo, Alex vai atrás como que dizendo que ainda a amava. E o Homem de Gelo? Que tava de rolo com ela? Ficou olhando com cara de merda sem fazer nada!
Sinceramente, o Sr. Milligan soube escrever quando não mexia com heróis do Mainstream, como era o caso dos X-Táticos! Xingar ele tem sido obrigação ultimamente. Mas o que dizer de Salvador Larroca, um desenhista limitado que descobriu que seus desenhos são perfeitos para arte final por computador?! Todos os homens tem as mesmas bocas, suas mulheres tem traços muito parecidos umas com as outras, isso sem falar que a falta de expressão corporal e facial são enormes. Larroca aparenta desenhar bem, mas na verdade, é a arte final que chama toda a atenção!
Infelizmente, tenho que dizer que esse foi mais um arco Milligan/Larroca que sou obrigado a odiar mesmo contra minha vontade, porque nenhum dos dois soube atrair a atenção deste que estava lendo.
Ainda não completou nem uma semana desde o fim da guerra, e a Universo Marvel 616 já está mais que preparada para as vindouras mudanças. Paralelamente aos dois lados de vingadores que se dividiram encabeçados pelo Capitão América e Homem de Ferro, um outro grupo sofreu profundas marcas neste evento.
Sim, trata-se do quarteto fantástico, que teve as fundações da mais famosa família da marvel abaladas no conflito.
Aqueles que acompanharam as sete partes da minissérie viram que a divergência de opiniões entre Sue e Reed colocaram o casamento dos dois em perigo. Contudo, durante o conflito final, ambos provaram que nem isso poderia destruir o sentimento forte entre eles.
Com a guerra tomando seu fim e o registro se tornando lei, Sue decide se afastar com Reed para recuperar o casamento. Cabe a Jonnhy e Ben manter o nome do quarteto fantástico... juntamente com o mais novo e atuante casal da Casa das Idéias
Em março, Fantastic Four 544 mostra Tempestade e Pantera Negra unindo-se ao Coisa e Tocha humana no Edifício Baxter. E já na edição seguinte, o novo e temporário quarteto fantástico que será escrito por Dwayne McDuffie e desenhado por Paul Pelletier se envolverá em mais um mistério cosmico que já começa com o estranho roubo do corpo do jovem herói Gravity.
Os velhos e novos fãs do Pantera e Tempestade podem, no entanto, ficar tranquilos porque a revista solo do herói de Wakanda continua firme e forte nas mãos de Reginald Hudlin e Francis Portela.
Em março, Pantera Negra 26 traz os dois recém-casados já no Edificio Baxter juntando forças com Ben e Jonnhy para lidar com uma ameaça vinda da Zona Negativa.
A coisa não para mesmo depois da mini-série! Como diz o Coisa... "Ta na hora do Pau!!!"
**Atenção: Contém informações de publicações inéditas no Brasil**
Dando continuidade à sessão "Em Foco", iniciada com um debate sobre a chegada da Dizimação às revistas brasileiras, trazemos nossa primeira discussão a respeito de um tema ainda inédito no país. Falo de Civil War, mega saga que envolveu todo o Universo Marvel, acabou de ser concluído nos EUA e que deve chegar em meados de 2007 ao Brasil. Uma vez que metade de nosso editorial só lê as publicações nacionais, eu e Coveiro compomos a "mesa" com mais dois convidados: nosso mais recente entrevistado, o Fã; e um participante freqüente da comunidade da Marvel 616 no Orkut, Rafael Brizola. Vamos, então, falar da guerra que virou a Marvel de cabeça para baixo.
« Jøåø » diz: Bom, começo com um posicionamento particular de que Civil War me parece ser a terceira parte de uma espécie de "Trilogia". Iniciada com Avengers Disassemble, que derrubou a estrutura um pouco "caduca" dos maiores heróis da Terra; continuada com House of M, que reduziu drasticamente o número de mutantes e os tornou parte do Universo Marvel, e não um núcleo separado; finalizando com Civil War, que é o que vamos debater.
« Jøåø » diz: A primeira "pergunta" que lhes faço é a seguinte: A Conceituação da história é válida? É alguma coisa que se encaixa bem no contexto do Universo Marvel? Os dois eixos do "racha" que a Marvel sofreu (Homem de Ferro e Capitão América) correspondem ao papel que lhes foi dado?
CX diz: Eu acho que não poderiam ser outros dois personagens a tomar essa frente. De alguma maneira, eles eram ainda patamares na mente da mídia de verdadeiros heróis americanos, apesar de premissas diferentes - Uso da tecnologia (físico) e "Espírito Americano" (psicológico). Se fossem outros, como Xavier ou mesmo Blackbolt, recairia em um "americanos vs mutantes" ou vs aliens. Então, de certa forma, eles compunham sim o melhor para representar cada papel.
Rafael (Brizola) diz: Acredito que a história já foi concebida com esses dois personagens como protagonistas, cada um representando um lado político. O liberal e o conservador, sendo que sempre batia a dúvida sobre qual deles (Capitão e latinha) representava o quê.
CX diz: Pois é... como saber se o Capitão era mesmo liberal ou convervador?? E o Homem de Ferro? Um futurista sendo conservador?
Felipe - Fã diz: Achei ótimo o "confronto" ideológico deles. Não cheguei em nenhum momento em Civil War a pensar qual lado estava certo ou errado, mesmo o Stark manipulando algumas coisas.
« Jøåø » diz: Eu concordo com o Coveiro em um sentido. Homem de Ferro e Capitão América que compartilhavam um mesmo status na opinião pública por suas ações, mesmo podendo perfeitamente ter dois pontos de vista distintos sobre esse assunto. Acho que isso ficou bem claro naquele Casualities of War, com os dois. E, apesar de ir contra o conceito original dos Vingadores (que sempre enfrentaram coisas fantásticas), tudo fez muito sentido por causa dos dois eixos principais estarem nesses dois personagens. Mas, na verdade, ser futurista não é relacionado diretamente à ideologia política, então não seria contraditório.
Rafael (Brizola) diz: Eu acho que isso tem mais a ver com a formação dos personagens mesmo, pois enquanto o Tony é um industrialista, o Steve reflete o estilo democrata de ser. Entre outras coisas, também representa o duelo "Liberdade X Capitalismo".
« Jøåø » diz: Saindo da idéia para a prática: Civil War foi bem executada? O que foi bom e ruim nela? O número de edições principais (contando aí Civil War e Front Line) foi o suficiente ou essas edições foram muito corridas?
Felipe - Fã diz: Para mim, menos ou mais edições não iam mudar em nada. Civil War foi bem executada. O que veremos agora são as mudanças causadas por ela, que é o mais importante.
CX diz: Nesse caso, discordo do Fã. E não falo apenas nos atrasos. Se formos comparar alguém que não leia a maior parte das revistas "em anexo", haverá um vácuo para o entendimento do leitor. Como um todo, juntando todos os anexos, a Guerra foi excelente. Mas ela precisava sim de apoio. Veja o Caso de Front Line, que foi tão ou mais importante que a série principal. Comparando com outras minis, ela provavelmente foi a mais dependente dos tie-ins em toda a história da Marvel. Ou seja, vai custar uma fortuna quando lançar aqui pra quem quiser acompanhar tudo... rs
Felipe - Fã diz: Mas coveiro a pergunta seria se isso deixou a série corrida, o que para mim não aconteceu.
CX diz: Corrida não foi, tamanho foi o atraso. Mas dentro da série principal, achei que as coisas aconteciam muito rápido, sim. Daí a dependência dos tie-ins para você entender e digerir todo o ritmo.
Rafael (Brizola) diz: Eu acho que até a 4ª edição estava espetacular. Parecia que nós acompanhávamos de camarote o desenrolar da história. Mas depois o ritmo caiu um pouco. Na minha opinião, se dali em diante tivessem trabalhado mais na trama e menos na preparação da batalha final, o final teria sido mais impactante, pois teria uma base mais sólida. Ainda assim, a conclusão foi coerente.
« Jøåø » diz: De uma forma geral achei que as sete originais foram tranqüilas e conseguiam prender a cada edição. Os tie-ins foram necessários, mas não curti tanto assim Front Line. Apesar de necessária, em alguns momentos achei que enrolava mais do que apresentava algo interessante ou relevante. Especialmente com aquele arco "Sleeper Cell".
« Jøåø » diz: Ainda dentro disso, a duração da saga, assim como a quantidade de minis, one shots e tie-ins foi a ideal?
CX diz: Juntando tudo, pra mim foi. Como eu disse. Como um todo, foi um evento estupendo e sem defeito. Mas eu preferia mais páginas e mais informações ocorrendo na série principal.
Rafael (Brizola) diz: Exatamente, Coveiro. Eu queria mais o lado político da coisa, o envolvimento do T'Challa, Namor e etc...
« Jøåø » diz: Aquela mini com os X-Men foi extremamente desnecessária e ruim, na minha opinião. Em um especial de uma edição era possível reestruturar a condição dos 198, que foi seu objetivo afinal. E alguns tie-ins são inexplicáveis. Especialmente o Casualties of War do Motoqueiro Fantasma e do Cavaleiro da Lua. Por outro lado, a edição com o Rei do Crime, War Crimes, foi sensacional. Mostrando que o mundo não parou para Civil War e que cada um tirou proveito daquela situação como pôde.
Rafael (Brizola) diz: Eu também achei péssima a mini dos X-Men, mas concordei com a posição deles como um todo na guerra. Minha única crítica em relação aos tie-ins é que nos últimos meses a coisa saturou um pouco. Porém, ninguém me obrigou a ler todos hehehe...
« Jøåø » diz: E também tivemos tie-ins ótimos como o de X-Factor e os de New Avengers. E, claro, o Homem-Aranha após revelar a identidade. Até as que não eram tie-ins oficiais tinham a guerra como pano de fundo.
Felipe - Fã diz: Não acho obrigado a ver todas as histórias. Algumas coisas importantes são mostradas em Civil War mesmo, outras não. Mas lendo a história dá para perceber o que aconteceu.
CX diz: Fã, uma coisa é uma história muito independente. Mas ali, muitos tie ins traziam informações novas que faziam você oscilar de lado a lado... principalmente os que vez ou outra mostravam uma ação por debaixo dos panos do lado pró-registro. Além de que, no final, cada revista mudou seu status quo de um jeito. Então, era necessário ler sim.
Felipe - Fã diz: Mas coveiro, para mim isso não compromete a história. Você que quer ver a reação do universo marvel inteiro, mas acredito que isso não seja "obrigado".
« Jøåø » diz: Concordo que é possível ler sem os tie-ins. Mas perde-se muito.
CX diz: Possivel, é. Mas que compromete a história, compromete. Posso até ler só os números impares de Civil War, nesse caso... rs
« Jøåø » diz: hahahhahaha
Felipe - Fã diz: Mas Peter Revelando a identidade é em Civil War 2.
CX diz: Sim, mas a grande repercussão está em suas revistas. Mas enfim, prossiga, Jão.
« Jøåø » diz: Aproveitando a deixa do Rafael, foi interessante colocar a população mutante dizimada (inclusive seus heróis, os X-Men) de fora de todo o evento principal? Levando em consideração o que vimos na mini Civil War: X-Men, em X-Factor e em Wolverine.
Rafael (Brizola) diz: Em termos de narrativa era a única opção. A função dos X-Men, seja para o bem ou para o mal, é se adaptar a nossa sociedade. E se posicionar contra o governo é o contrário disso. No mais, foi uma amostra de superioridade também, deixar os humanos se bateram e depois aproveitar o que sobrar.
Felipe - Fã diz: Não li e não sinto nenhuma falta, Coveiro...rs
CX diz: Vou resumir tudo a: Para quê destruir árvores com a Mini dos X-Men??? A do X-Factor já comprimia toda a idéia. O posicionamento foi até compreensível, como o Brizola disse. Mas bastaria se resumir a conversa com a Emma. Pra mim, a mini foi estúpida...
« Jøåø » diz: Eu achei muito coerente, especialmente depois do baque de House of M. Em primeiro lugar, eles voltam a ser de fato "marginais" no universo Marvel. Não por quase terem um universo só para si (como vinha acontecendo), mas por voltarem a ser uma minoria de fato. A mini foi mesmo um desastre. Só serviu para dar nova direção aos 198 (o que poderia ser feito em um especial one shot) e tirar (viva!) o Bishop da equipe. Wolverine só serviu para vermos que há alguns objetivos obscuros em Civil War e que o Logan pode ser considerado imortal. X-Factor deu a tônica dos mutantes e achei muito boa. A conversa do Tony com a Emma também. Algo como "Nunca nos ajudaram, por que nos envolveríamos agora?" E respondendo ao Coveiro: Para quê fazer a mini? Para vender revista.
CX diz: Pra mim o lance de voltar a ser minoria serviu pra duas coisas: tirar o foco excessivo de cima deles (graças a Cable) e voltar à idéia original de marginalizados. A situação na Guerra tinha que ser aquela mesma. "Vamos nos recolher porque estamos quase extintos".
Felipe - Fã diz: Graças a Wanda, Coveiro.
« Jøåø » diz: hahahahaha
CX diz: Humf...
Rafael (Brizola) diz: nehehe
« Jøåø » diz: O estopim de toda Civil War foi o incidente em Stamford e a incriminação dos Novos Guerreiros (recaíndo sobre o Speedball). O que acharam disso?
CX diz: Bom, não sei se foi estopim ou se na verdade foi apenas a primeira desculpa. O bode expiatório. Pra mim, teve mais essa cara. Acho que há tempos NY estava cansada de ver a destruição indiscriminada e descontrolada. Nesse ponto, faz lógica o governo tomar uma posição mais dura... era responsabilidade dele preservar a cidade. Só não sei se estou feliz com as mudanças que o Speed sofreu. Era um fã da idéia original.
Rafael (Brizola) diz: Foi sacanagem com o fãs do grupo, se é que existem. Mas como eles estavam de fora do universo há tempos, pelo menos assim tiveram algum destaque. Sem contar que serviram mais de bodes expiatórios mesmo.
CX diz: Acho que, separados, eles acabaram ganhando um destaque melhor. Veja o Nova em Aniquilação. Antes disso, Justiça e Flama nos Vingadores. E agora, bem, agora... o speed.
« Jøåø » diz: Apesar de coerente, nós tivemos recentemente ameaças mais destruidoras e que foram responsáveis por mais mortes (se não me engano) do que Stamford. Falo de Planet-X. Na minha opinião, o grande diferencial do incidente com os Novos Guerreiros foi a transmissão ao vivo. A TV tem um poder muito grande. Os governantes tiveram uma ferramenta muito forte na mídia.
E é interessante, voltando ao assunto anterior rapidamente, os X-Men dizendo que quando milhões de mutantes morreram em Genosha, ninguém fez nada do tipo.
CX diz: Genosha também nunca foi grande aliada dos americanos. Por vezes invadiu o território americano pra catar os X-men. E depois foi liderada por Magneto. É como se Cuba afundasse hoje... Bush ia rir... rs
« Jøåø » diz: Não sei se dá para comparar com Cuba, já que sua ameaça é mais ideológica do que física. Mas destaco exatamente por essa "diferenciação". Quem é atingido é muito mais importante do que um suposto princípio da segurança e responsabilidade. Até porque, em tese, a SHIELD é apátrida.
CX diz: Ate parece... rs
« Jøåø » diz: Sim. Isso está mais no campo do discurso do que o da prática. Mas é legal fazer esse paralelo entre motivos "oficiais" e motivos "práticos".
Rafael (Brizola) diz: [modo fanboy on] Só sei que com o Stark na SHIELD isso jamais aconteceria [modo fanboy off]
« Jøåø » diz: hahahahaaha
« Jøåø » diz: Bom, tentando buscar um enfoque mais pontual, gostaria que dissessem o que acharam do papel dos seguintes personagens (ou núcleos de personagens): Speedball; Pantera Negra-Tempestade; Quarteto Fantástico; Homem Aranha; Namor; Homem de Ferro e Capitão América. Se faltar alguém, podem falar também.
Felipe - Fã diz: Todos os personagens tomaram rumos diferentes após Civil War. Como o coveiro mesmo falou, o Speedball está muito diferente da época dos Novos Guerreiros. O Homem-Aranha teve grandes mudanças na sua vida, como revelar a identidade e com tudo isso espero que ele se torne um personagem melhor.
Como já foi falado no começo, os papéis de HDF e Capitão América ficaram perfeitos pelas ideologias do personagens.
« Jøåø » diz: Bom, eu gostei bastante da posição do Pantera, e como fizeram de fato da Tempestade uma personagem "independente" dos X-Men. Ela ganha mais personalidade e o casal teve um destaque legal, que acho que o T’challa sempre mereceu. O Speedball foi quase ressuscitado. Mesmo assumindo a identidade de Penance (o que "matou" o personagem), conseguiram escrever muito bem um personagem terciário. Tenho que admitir que o Aranha ainda me dá medo. Seu futuro, eu digo. Durante Civil War, achei até que o Aranha revelado foi bem trabalhado. Mas o futuro me deixa apreensivo.
Felipe - Fã diz: Eu queria ver a visão de alguém sobre o justiceiro em Civil War.
« Jøåø » diz: Quanto ao Justiceiro, Fã. Acho que re-inseriram mesmo o personagem no mundo Marvel regular e ainda acredito que ele terá um papel importante nesses próximos meses.
CX diz: Acho que os principais, Homem de Ferro e Capitão América, nós já citamos. O Speed comentei. Falta então falar do Aranha e do Novo Casal Marvel. Aranha fez o papel mais fundamental em toda a história... uma vítima de ambos os lados. Mais uma vez, devemos a ele a parte de nos aproximar mais e mais de como seria nossa situação em tudo isso... Longe dos generais, ele imprime o que passa na cabeça de cada um dos soldados. Lembram-se dos questionamentos da Vespa e do Pym? Já do casal – Tempestade e Pantera - sou suspeito pra falar. Eles fizeram a parte "diplomática". O que o exterior pensa disso? Como responder? Além de que a Tempestade voltou a ser alguém de respeito.
Rafael (Brizola) diz: Speedball: começou bem, mas degringolou com o surgimento do Penance, idéia que funcionaria melhor num vilão de Wanted, mini satírica do Millar para a Wildstorm. Pantera Negra-Tempestade: achei que o desfecho dos tie-ins deles não bateu bem com o final de Civil War, o Hudlin tentou falar de racismo, mas às vezes forçou demais a barra. Quarteto: foi bem conduzido. Só pecaram com o Reed um pouco. Acho que o Straczynski não soube ver méritos na posição dele. Sorte que o McDuffie o salvou. E o Namor é um fanfarrão, mas foi muito foda na one shot dos Illuminati hehehe...
Felipe - Fã diz: (Rafael , Wanted não foi publicado pela Image/Top Cow?)
Rafael (Brizola) diz: (hum... é)
« Jøåø » diz: Pois é! Acho que o Straczynski deveria dar lugar ao McDuffie em Quarteto. Em uma edição ele conseguiu mostrar o que tinha de fato acontecido com o grupo.
Rafael (Brizola) diz: Não só deveria como, bem... deixe pra lá.
« Jøåø » diz: Sem spoilers ou previews por aqui!! Hehehehehe
Rafael (Brizola) diz: Bem, o Aranha foi um dos pontos neutros de Civil War. Ficou bacana esse posicionamento. No mais, ele passou por questões mais internas do que externas, e no final escolheu o lado que mais combinava com sua personalidade. E claro, para variar acabou se fodendo por isso hehehe...
CX diz: rs
CX diz: Acho que Neutro nessa foi o Estranho... O Aranha foi o indeciso.
« Jøåø » diz: O Aranha sempre se fode.
« Jøåø » diz: Continuando, sabemos que Civil War teve uma questionada conclusão. Quais suas impressões sobre ela? Foi "anticlimática" como muitos disseram?
Felipe - Fã diz: Eu gostei do final. Quando o Capitão vê a cidade destruída, mostrando o porquê da lei do registro.
CX diz: Não achei que foi anticlimática de modo algum. Na verdade, resumiu bem o melodrama do porquê de toda a Civil War. Foi um final que leva ao começo. Ele justifica toda a saga. E o melhor de tudo, redireciona a algo novo pra nós...
Felipe - Fã diz: E PQP "Stark diretor da SHIELD"!!! 0o.
Rafael (Brizola) diz: Eu achei um pouco decepcionante na hora, mas depois percebi que era o único desfecho possível, uma vez que o Capitão teria de ir contra sua integridade para vencer a guerra. No clímax, o Tony o provocou, e o Steve enfim percebeu que desde o princípio já tinha perdido. Naquele momento ele lembrou do Justiceiro e percebeu que para vencer precisaria ser como ele: Um pária, defendendo seus ideais contra tudo e contra todos.
« Jøåø » diz: O Capitão, na minha opinião, não pensou estar errado em momento algum. O que aconteceu foi que ele viu que, para atingir seus objetivos, estava acontecendo exatamente o que não podia acontecer. A sua idéia só poderia ser posta em prática agindo de uma forma que ele não age. O que o aproximaria de alguma forma do Frank Castle, como o Brizola falou. Então, ele "desiste" (pelo menos momentaneamente).
O final foi "broxante", mas coerente. Se acabasse em morte, pancadaria generalizada, como se houvesse um lado "bom" e um lado "mal" bem definido, a saga seria jogada no lixo.
Rafael (Brizola) diz: Sim, de certo forma ele foi extremamente consciente. Se rendeu para não se rebaixar.
« Jøåø » diz: Porque essa é uma das coisas interessantes do final. O lado pró-registro ganhou? Sim. Mas isso quer dizer que estão "certos"? Não sei. Não é tão "Preto-e-branco" assim.
CX diz: Bom, eu só quero saber qual será a motivação do Cage em manter os Novos Vingadores, porque as ordens do Capitão foram claras: "Acabou"! E também estou curioso pra saber o que será da revista do Capitão!
Rafael (Brizola) diz: No final, o Capitão simplesmente não foi tão fanático quanto seus adversários, porque o Tony estava disposto a vencer mesmo se levasse a cidade ao chão.
CX diz: E não achei "broxante" o final nem um pouco.
Felipe - Fã diz: Eu quero saber mesmo quem é o maldito Ronin....
« Jøåø » diz: Também, acho, Rafael. O que pouca gente se deu conta foi que a "batalha final" foi planejada pelos pró-registro. Os "Vingadores" do Capitão só foram livrar prisioneiros da zona negativa.
Aproveitando a pergunta do Coveiro sobre o Cage, podemos partir para as considerações finais.
Olhando para a frente e tentando fazer um pouco de futurologia. Com a maioria dos heróis Marvel registrados, Tony Stark diretor da SHIELD, a "Iniciativa" de espalhar os heróis por todos os estados americanos e no Canadá, com um "desastroso" novo time de Thunderbolts, além da existência dos Novos Vingadores do Cage e do ainda sumiço de Nick Fury, teremos uma Marvel melhor ou pior nesse ano de 2007?
Felipe - Fã diz: Cadê o Lopes para responder?
CX diz: AHUhauHAUhau Manda pra sessão de cartas dele.
CX diz: Que por sinal SUMIUUU das revistas!
« Jøåø » diz: Ele responde no Orkut. Fica mais fácil. hahahaha
« Jøåø » diz: Vamos lá! O que vocês esperam de agora em diante nesse novo status quo?
Felipe - Fã diz: Eu espero que esse seja o ano em que o Homem-Aranha se torne novamente um personagem com grandes histórias.
CX diz: Bom, eu sou um dos mais ansiosos. Estou cheio de perguntas. Haverá um novo Capitão América? Um novo homem de ferro? Que frente um Dr. Destino ou outro pode fazer os EUA com 51 supergrupos diferentes? O bom de ler a Marvel nos próximos anos, meses, será por isso. Tudo está muito novo e estou adorando tentar descobrir... Quesada descobriu o "pulo do gato". E sem crise!!!
Felipe - Fã diz: Quem é o Ronin???? 0o
« Jøåø » diz: Minhas maiores curiosidades são: como foram formados os "Novos Novos Vingadores"? O que será do Capitão América e dos planos do Caveira Vermelha, que vem agindo nos bastidores? O que será essa nova SHIELD? Será que alguém assumirá a armadura no lugar do Tony? A direção dada aos novos Thunderbolts é algo que me intriga também. Porque aquilo lá é uma bomba relógio. E, finalmente, como esse novo mundo, essa nova ordem mundial vai lidar com a volta do Hulk?
CX diz: Também estou curioso pra ler as novas minis. Tropa Ômega parece ter excelente premissa.
Felipe - Fã diz: Queria ver o grupo dos heróis "texanos".
Rafael (Brizola) diz: Será muito melhor na minha opinião. Estou muito curioso pra ver o Stark na SHIELD e os problemas que ele enfrentará, como a reação externa e a própria podridão interna da SHIELD. Além disso, será muito interessante ver as repercussões e pontos negativos de um mundo registrado. Espero muito drama e tensão nesse novo Universo Marvel politizado!
« Jøåø » diz: Rafael destacou uma coisa interessante. Provavelmente haverá muita discussão e prós e contras do registro sendo ressaltados nas revistas. E tenho quase certeza que alguns terão "privilégios" em relação a outros. O Quarteto deve ter bem mais autonomia do que os grupos formados pela iniciativa, por exemplo.
CX diz: Cara, na boa, não estou querendo ser muito provocador... mas com a super-força armada que os EUA tem hoje. Coitado do Hulk. Ele vai precisar de muita gente.
« Jøåø » diz: Considerando que ele "conquistou" um planeta... hehehehehehe
Felipe - Fã diz: O Hulk está com um exército bem grande....
Rafael (Brizola) diz: World War Hulk promete, veremos se o Pak estará num momento inspirado.
CX diz: Bom, como eu disse, vai precisar. Aposto mais no molequinho, no Amadeus fazendo surpresas. Mas acho que o momento de WWH chegará...
Felipe - Fã diz: "Coisas" que sugam energia, lutadores tão fortes quanto eles e o próprio Hulk..
Rafael (Brizola) diz: E tem o Namor também.
Felipe - Fã diz: E o Raio Negro?
Rafael (Brizola) diz: Vai bem.
CX diz: rs
« Jøåø » diz: hahahha
CX diz: Não sei se envolveriam...
« Jøåø » diz: O que acho importante e até divertido, pois cria expectativas, é ver uma Marvel de uma forma que nunca imaginamos. Pelo menos eu não nunca tinha pensado que isso pudesse ser posto em prática. Várias possibilidades, e vários núcleos que podem interagir. Mas em um novo contexto. Se bem explorado, pode dar histórias muito interessantes.
CX diz: Quero só ressaltar o "maracatu" que foi quando lançaram espertamente essa imagem na net:
CX diz: E o que essa aqui representa:
CX diz: Um jogo do Quesada. Que levou aos fãs até a pensarem que o Steve iria vestir a armadura. Ou melhor, um clone dele.
Rafael (Brizola) diz: Na verdade acabou sendo similar com o que eu havia sugerido no meu artigo, Coveiro.
CX diz: Acho que essa imagem representa tudo. E podemos começar fechando o Em Foco com o que pensamos sobre ela.
Felipe - Fã diz: Uma pergunta , o Escudo do capitão tinha ficado assim depois de Civil War?
CX diz: Sim, Rafael... você matou toda a charada. O escudo representa ele destruído, derrotado.
Rafael (Brizola) diz: Leiam o artigo pra saberem minha opinião hehehe...
CX diz: João, você caiu da cadeira?
Felipe - Fã diz: Fala logo João ele só tem 1 minuto na Lan House. =(
CX diz: AHUhauHAUH Tenho mais 8
« Jøåø » diz: hahahahaha
Eu acho que é isso mesmo. É puramente simbólico. Ele perdeu e agora a responsabilidade dos dois (Steve e Tony) está só nas mãos do Tony.
Rafael (Brizola) diz: Eu fiquei mais bolado com a história da suposta morte de um grande personagem mesmo. Cadê?
« Jøåø » diz: Mas o Capitão "morreu". Só sobrou Steve Rogers.
Felipe - Fã diz: O Clone do Thor era um grande personagem?
CX diz: Bom, eu quero encerrar a discussão com essa imagem. Porque ela, desde o começo, mesmo com cores falsas, resumiu o fim da Guerra. Ali não está só um vencedor, mas um símbolo da nova realidade americana. Ele é o novo representante do povo, porque serve ao que o povo americano quer. Nessa saga, o Capitão América esqueceu que esse era um de seus deveres.
Rafael (Brizola) diz: Bom, eu agradeço a oportunidade, foi um prazer! No mais, nos vemos na comunidade...
Felipe - Fã diz: Eu também agradeço, mesmo entrando mudo e saindo calado.
« Jøåø » diz: hahahaha Foi legal sim. É sempre bom esse tipo de papo. Quero terminar apenas que como um todo, apesar de escorregadas como as mini dos X-Men, alguns poucos tie-ins desnecessários e da volta inexplicável do Capitão Marvel, gostei bastante de Civil War. Especialmente por ser capaz de reconfigurar o Universo Marvel de uma forma com que se abram diversas possibilidades para as histórias nos próximos anos. Integrando mais as histórias da editora, demonstrando que ela não é só "títulos-X".
Um abraço e até mais!!
CX diz: Abraço a todos
Dessa forma terminamos nosso segundo "Em Foco", prometendo realizarmos sempre um debate sobre algum grande tema tanto em publicações brasileiras quanto nas gringas. E não demora para haver mais, já que Aniquilação e Planeta Hulk vêm aí. Um grande abraço e obrigado por lerem.
As novidades da nova Era Marvel continua no novo mundo Pós-Civil War! Além das muitas mini-séries anunciadas para os próximos meses que são consequencias diretas da Guerra, uma em particular tem chamado especial atenção - Avengers: The Initiative!!
A primeira edição já começa em Abril, trazendo como estrelas velhos conhecidos do lado pró-registro: Hank Pym como Jaqueta Amarela, Jim Rhodes vestindo mais uma vez a armadura do Maquina de Guerra, Jennifer Walters que é mais conhecida como a Mulher-Hulk, Vance Astrovik que atende pelo codinome de Justiça e um novo personagem chamado "Gauntlet".
A premissa dessa mini-série que será escrita por Dan Slott, desenhada por Stefano Caselli e com capas de Jim Cheung é justamente nos familiarizar com o novo status quo da américa e seu exército de super-heróis. Agora, cada Estado americano terá sua própria versão de Vingadores e isso promete muitas histórias.
Em sua segunda edição que será lançada em maio, Maquina de Guerra e o Gauntlet lideram um grupo de novos recrutas e uma divisão exclusiva de heróis voadores contra a Hydra. Nesta mesma edição, Pym vai estar num momento crucial de sua vida!
E já que falamos em Jennifer Walters, finalmente chegará o momento em que a prima do incrivel Hulk descobrirá o plano assombro que o Homem de Ferro e os demais Illuminati tiveram meses atrás...
As relações da Mulher-Hulk com o Homem de Ferro e a Iniciativa serão partidas, assim como ela prometerá partir cada osso de Tony. As consequências prometem ser devastadoras!!
Bom, muito mais novidades estão por vir! Continuem acompanhando os Arquivos Confidencias ao longo dessa semana.
Em um pequeno intervalo na publicação dos Supremos e dos X-Men, a revista Marvel Millennium traz o crossover entre Quarteto Fantástico e X-Men. Uma mini-série em duas edições publicada na integra no número 61 da revista.
O arco começa com um aviso. Uma misteriosa mulher em uma projeção holográfica avisa Charles Xavier que um perigo iminente se aproxima da Terra. Uma nave avariada com vários mutantes espaciais estava chegando e eles estavam programados para destroçar e queimar, mesmo se fosse o alvo errado. Sem pensar duas vezes, o mentor dos X-Men reúne a equipe e parte para o local onde cairia a nave, deixando Homem de Gelo e Kitty Pryde para trás, esperando a volta de Wolverine.
Infelizmente, a emergência verdadeira estava no quintal de casa. Uma misteriosa mulher mascarada estava à espreita, já esperando a saída da equipe, o que demonstra que a "emergência espacial" não passava de uma manobra de distração. A mulher invade o Instituto, derrotando facilmente o Homem de Gelo e Kitty Pryde, demonstrando conhecer seus poderes e pontos fracos. A chegada surpresa de Wolverine parece momentaneamente virar o jogo a favor dos mutantes, mas a inteligente mulher derruba também o baixinho canadense, fugindo em seguida e levando o que chama de "presentes".
Ao despertar, os três mutantes analisam as evidências. Os sistemas da casa não captaram nada, como se alguém invisível os tivesse invadido, além de possuir dedos com lança-chamas e muita inteligência, pois conseguiu tirar praticamente toda a equipe da mansão. É revelado também o que foi roubado: componentes do Cérebro, o rastreador de mutantes de Xavier. Kitty detecta uma chamada feita pela invasora de dentro do Instituto, que apesar do número confidencial, ela consegue rastrear com o acesso da SHIELD, ainda não revogado depois dos eventos de Norte Magnético.
Em seguida, a invasora chega ao seu esconderijo e sua identidade é revelada. É Rhona Burchill, a "Pensadora Louca", inimiga de Reed Richards. Ela contacta seus empregadores e cobra o dobro pelo aparelho roubado, revelando ter contaminado Wolverine com um retrovírus que burla seu fator de cura e que deixou um rastro "muito bom" para os mutantes. Rastro captado por Kitty, que a leva ao Edifício Baxter, lar do Quarteto Fantástico. Sem contato com o resto da equipe, com as habilidades do Quarteto semelhantes às da invasora e temendo que o governo esteja com o Cérebro, os três decidem agir.
No Baxter tudo transcorre normalmente. Sue separa mais uma briga entre Ben Grimm e Johnny Storm e Reed passeia pelo prédio lendo um livro. O passeio é interrompido pelos três X-Men, que questionam Reed sobre o assalto em Westchester. Reed obviamente não sabe de nada e inicia-se um confronto dos X-Men contra a equipe de segurança do Baxter e o Quarteto, com os mutantes levando a pior inicialmente.
Paralelamente, descobrimos quem são os empregadores de Rhona. A versão Ultimate da IMA. Mas a criminosa fica com o dinheiro e não entrega o Cérebro, invertendo a máquina e usando em si própria para modificar sua consciência. Sua mente se expande, como se ela estivesse em contato com tudo, alcançando telepaticamente Reed Richards, terminando assim a 1ª parte da mini-série.
A 2ª parte começa com os X-Men percebendo que foram enganados e que precisam voltar. Jean Grey nota que existe um bloqueio psíquico em Nova York impossível de se atravessar. A ação volta para o Edifício Baxter, onde Rhona demonstra suas novas habilidades para Reed, matando facilmente um soldado. Reed decide recuar da luta com os X-Men e estabelecer uma trégua. Richards injeta um anticorpo para ajudar a eliminar o retrovírus de Logan, que fica fora de combate, e Susan localiza o esconderijo de Rhona. Mesmo com a desaprovação do Dr.Storm, a equipe parte para atacá-la em sua base. Susan e Kitty invadem furtivamente , Johnny e Bobby tiram um racha e Ben e Reed entram pela frente, encarando o robô de Rhona, derrotado pelo Coisa.
Kitty e Susan chegam até à Pensadora, mas ela estava à espera e as domina, assim como já havia dominado Johhny e Bobby, fazendo-os lutar entre si. Reed e Ben chegam até ela também, mas o Coisa é dominado e começa a esmagar Reed. Quando tudo parecia perdido, a inteligência de Reed mais uma vez salva o dia. Com um vírus nos escudos psíquicos, ele intensifica o Cérebro, fazendo Rhona evoluir sua mente para além da compreensão, até a empatia perfeita, vendo o ponto de vista de todos, quase como um deus. Ela tenta fugir, dizendo que não deseja empatia e sim controle, e tem sua fuga atrapalhada por Wolverine, que chega nesse momento e corta o cabo secundário de combustível da nave, provocando sua destruição. Reed Richards devolve os componentes do Cérebro para Logan, que parte com seus companheiros. Apenas no final o resto dos X-Men retornam.
Escrita por Mike Carey e desenhada por Pasqual Ferry, essa mini-série simples serviu como uma respirada após a fase de Brian K. Vaughan nos X-Men, mas não acrescenta basicamente nada à cronologia dos mutantes. Por outro lado, provoca uma significativa transformação em uma inimiga do Quarteto. Se Rhona já era perigosa antes, pode ter ficado muito mais a partir de agora. Para o Ultiverso de uma maneira geral também há uma importante contribuição: o surgimento da versão desse universo de uma importante organização terrorista do Universo 616, a IMA. Vamos ver se outros roteiristas aproveitarão essa organização.
Pouco depois de terminadas as 18 edições que compõem o volume 1 de Runaways, a Marvel decide dar continuidade às histórias dos filhos sobreviventes do Orgulho devido ao bom retorno que estes tiveram entre os leitores. Mas que histórias poderiam ser escritas sobre esses cinco adolescentes fugitivos que acabaram de salvar o mundo dos planos de seus pais? Bom, em primeiro lugar, encontrar um novo membro.
O primeiro arco do segundo volume de Fugitivos foi publicado aqui no Brasil já no formato regular, em uma mini série em duas partes com três histórias em cada uma. Nela vemos, de início, o que qualquer adolescente com grandes poderes e poucos recursos faria: dar uma de super-herói e fugir, claro. Vemos Nico, Gert, Chase, Karolina, Molly e Alfazema enfrentarem a Gangue da Demolição – que já deram trabalho ao Thor, e tentavam aproveitar o sumiço do Orgulho de Los Angeles – e, talvez em um golpe de sorte, derrotarem todos os seus membros. Um pouco da ingenuidade do quinteto pode ser visto quando tentam "salvar" o filho do Bate Estaca, que começara a integrar o grupo criminoso.
Em paralelo temos duas histórias. Enquanto dois adolescentes afixionados por super heróis – Victor e Jorge – conversam sobre como é chato morar em Los Angeles, já que a maioria dos heróis estão em Nova York, acontece também a primeira reunião do Excelsior, equipe formada para ajudar heróis adolescentes a darem uma direção em suas vidas.
Seus fundadores são Michiko "Mickey" Musashi, a Turbo dos Novos Guerreiros; e Phil Urich, que foi o quarto Duende Verde até perder seu equipamento na saga Massacre Marvel, ainda quando a Abril publicavas as revistas por aqui. Além dos dois, temos Jono Starsmore, o Câmara, mutante que apareceu em Geração-X e que já foi até membro dos X-Men; Chris Powell, o ex-vingador (e xodó do nosso amigo Coveiro) Falcão de Aço, que parou de usar seus poderes pela influência negativa desses em seu comportamento; Julie Power, ex-membro do Quarteto Futuro; e Johnny Gallo, que assumira a identidade de Ricochete, antes usada por Peter Parker quando não pôde usar a máscara de Homem-Aranha.
Em plena reunião, eles recebem uma proposta irrecusável: tirar os Fugitivos de circulação (para afastá-los dos perigos que vinham correndo) e ainda receber uma "bolada" em dinheiro de um contratante anônimo.
Enquanto isso, de volta ao seu novo refúgio (em uma base escondida no subsolo de do Museu de Poços de Piche de La Brea), os Fugitivos encontram com uma moribunda versão futura de Gert. Antes de morrer nos braços de Chase, ela tem tempo de dizer que é a líder dos Vingadores, derrotados junto dos X-Men de Hisako por uma ameaça que ela acreditava ser um amigo e aliado. Seu nome é Victorious, que provou ser poderosíssimo, dizimando sozinho as duas equipes. A Gert do futuro diz ainda que é preciso destruí-lo antes de se tornar esse inimigo e dá sua identidade: Victor Mancha, um dos afixionados por heróis e quadrinhos de que falei.
Os Fugitivos, então, vão atrás de Victor, que aparentemente não faz idéia de quem realmente seja. Ao ser abordado pelo grupo seus poderes se ativam, parecendo algo como um controle eletromagnético. Ao mesmo tempo, os membros do Excelsior os encontram, tentando capturá-los sem sucesso, uma vez que funcionam como grupo bem pior do que os adolescentes.
Capturando Victor, os Fugitivos acreditam ter começado a resolver o problema, mas não contavam com uma surpresa. Seu "pai" é nada mais nada menos que Ultron, o vilão clássico dos Vingadores, criação de Hank Pym que saiu de controle e que construiu Victor a partir da matéria genética de sua "mãe", deixando-o sob sua custódia até o "momento certo" de lhe revelar sua verdadeira natureza. Mancha é um cyborg, meio homem meio máquina, que tem bem menos anos do que aparentava.
Ultron assassina a mãe de Victor e entra em confronto com os Fugitivos. Mas falha em controlar seu "filho" e é derrotado com a ajuda do Excelsior, que acaba mais uma vez não tem sucesso em capturar os adolescentes e tirá-los da vida de super-heróis. Ao mesmo tempo, Câmara desaparece, reaparecendo em uma sala com pessoas que não podemos identificar. Revela não ser verdadeiramente Jono Starsmore, mas alguém que pronuncia a preocupante frase: "Vida longa ao Orgulho".
É revelado que o benfeitor do Excelsior era Rick Jones (o grande sidekick da Marvel, responsável pela primeira reunião dos Vingadores). Victor se torna um "fugitivo" (uma forma dos outros adolescentes ficarem de olho, caso ele realmente se torne mau) e o arco se encerra. Mas os membros do Excelsior não desistem de encontrar os Fugitivos e ainda não sabemos quem estava disfarçado de Câmara. A história, então, continua.
Não só da realidade 616 vive essa comunidade, se você acompanha as histórias do universo alternativo Millenium (ou Ultiverso, se preferir), vale a pena conferir nossa sessão de destaques especial para essa e outras realidades alternativas:
Nesta semana, o maior evento dos quadrinhos desta decada se encerrou. A Guerra Civil na Marvel chegou a um fim e reestruturou toda a história da Casa das Idéias sem nenhum mega evento galactico arrasador.E os primeiros sinais dessas mudanças já começam na próxima semana em Fevereiro!
No último volume de Civil War: Frontline, vamos finalmente ver o que as descobertas de Sally Floyd e Ben Urich podem causar agora que o final da Guerra já foi decidido. Já em Homem de Ferro 15, finalmente os boatos foram confirmados e podemos ver que a "falsa" capa de Tony Stark como diretor da Shield não era tão "falsa" assim.
Uma Variante, desenhada por Adi Granov também estará disponível, lembrando bem a clássica capa de Nick Fury, Agente da Shield. A vida de Tony, no entanto, não vai ficar nada fácil. E não falo só de seus novos compromissos como Diretor. Ao que tudo indica, um velho inimigo voltará a dar as caras... e eu aposto que é o Mandarim.
A grande e esperada revista depois do final da Guerra, no entanto, é Civil War: The Initiative, que finalmente traz a polêmica capa com as cores corretas dessa vez. Assim, vemos o verdadeiro significado: Homem de Ferro como vencedor e como novo símbolo de protetor da América.
A grande pergunta ficará quanto a continuidade da revista do Capitão América. Em pleno número 25, temos um novo status quo para Steve Rogers e um mistério para o que será de seu futuro.
Mudanças também ocorreram na vida de Carol Danvers, a Miss Marvel. Agora que está ocupando um alto cargo, Tony quer que a liderança dos Vingadores fique nas mãos de uma das suas mais ativas agentes durante a guerra. É uma nova mudança com novo artista em sua revista solo - Aaron Lopresti!
E esse é só o começo!! Espero por mais informações confidenciais divulgadas muito em breve aqui na Marvel 616!!!
**Atenção, artigo com informações inéditas no Brasil!!!
A Guerra Civil entre os heróis pode ter acabado nessa semana. Porém, uma outra permanece, colocando humanos e inumanos em lados opostos e numa situação muito delicada.
No segundo ato dessa minissérie, voltamos a ver a pequena Luna, filha de Crystalis com Pietro, aprendendo a conviver com seus poderes de detecção das auras das pessoas. Durante um treinamento com Karnak, a menina mostra que sua mediunidade vai mais além e sente a dor infrigida a Gorgon, vítima de experimentos na Terra.
Gorgon, submetido a uma nova exposição das Névoas Terrígenas, tornou-se uma aberração e descontroladamente quebra o vidro de contenção, expondo o Professor Cartwright às névoas. Sofrendo alterações no próprio corpo, Cartwright é seu próprio objeto de estudos, mas sua exposição, por ser humano, pode ter sido fatal.
Nas catacumbas de Attilan, Raio Negro visita seu maquiavélico irmão, Maximus, que zomba das atitudes do Rei dos Inumanos e ressalta que os humanos - principalmente os americanos - não hesitaram em usar os piores artíficios para conseguir seus intentos. Para Maximus, se Raio Negro tem poder suficiente para tomar mais uma vez as névoas, ele deve usá-lo sem pestanejar.
Desidera junto com Luna, tentam encontrar com precisão o lugar onde os Americanos guardam as névoas. Tudo leva ao Pentagono e, para lá, partem Raio Negro, Crystalis, Medusa, Karnak e Somnus com ajuda do cão teleportador Dentinho.
O sistema de defesa promovido pela SHIELD, no entanto, interfere no teleporte de Dentinho e o grupo de assalto dos Inumanos é levado a um dos extremos polos do planeta. Lá, o Sentinela os recepciona.
Apesar do momento de tensão, Sentinela e Raio Negro conseguem "dialogar". O Guardião Dourado convence o amigo inumano a desistir da invasão num período tão turbulento como o que os EUA passam. E, assim, mais uma vez um grave conflito é deixado para trás.
Ao retornar para Attilan, Desidera revela ao Rei dos Inumanos que a pequena Luna escondia um segredo - Seu pai, Pietro, ficou com parte do Cristais das Névoas Terrígenas. Imediatamente, Raio Negro, Medusa, Crystalis e Luna se teleportam com Dentinho para a Cidade Mutante, onde está Mercúrio. O confronto entre o Velocista e os Inumanos é inevitável. Porém, Pietro revela que será muito mais dificil pegar os Cristais do que se imaginava.
Assim termina o segundo ato da Guerra Silenciosa entre Humanos e Inumanos. Para quem não acompanhou a minissérie de Pietro Maximoff que levou a essa situação, vale a pena aproveitar o lançamento de "Dinastia M: O Herdeiro" no Brasil.
Tá, eu sei que é pouca coisa. Mas saiu na internet a capa da edição de Abril da revista Empire, e nela figura nada mais nada menos que o Surfista Prateado. A imagem tá aí embaixo.
Agora, basta saber se esse filme vai ser uma bomba que nem o primeiro, ou se alguma coisa boa poderá ser tirada dele. Ahh, efeitos especiais do Surfista feitos pela WETA (de Sr. dos Anéis) parecem estar muito bons. Quero ver no filme, mas, até agora, tudo bem!
Civil War: Conclusão e nova ordem mundial na Marvel
**Atenção: Contém informações de publicações inéditas no Brasil**
A mega-saga Civil War acabou. O número sete foi lançado hoje nos EUA com uma conclusão impactante e, em alguns aspectos, de forma inesperada. Isso significa que agora temos tudo voltando ao "normal", com todos vivendo suas vidas como antes? Errado. O resultado da guerra repercute por todo o Universo Marvel, modificando-o de uma forma jamais vista na história da editora.
Começando de onde termina edição número 6, a batalha se inicia e é até certo ponto equilibrada. Mas os agentes da SHIELD tentam colocar a prisão da zona negativa online novamente, o que seria um grande problema para os "vingadores" do Capitão América (o que gera uma situação inusitada, já que quando este grita "Avengers, assemble", Bishop pergunta em voz alta: "Ué, pensei que nós fôssemos os Vingadores."). Para evitar o religamento da prisão, o Pantera Negra tem uma idéia talvez não muito brilhante. Ele ordena que Manto transporte todos os participantes da batalha para o centro de Nova York.
Mudando o campo de batalha, a luta continua. A primeira preocupação de Tony Stark,o homem de Ferro, é que todos sejam tirados do local, exigindo que não haja nenhuma morte entre eles. Feito isso, a destruição continua e, quando a equipe do Capitão América parece estar em desvantagem, aparece um aliado secreto: Namor e seu exército. Devo admitir que a cena me impressionou. A resposta dos pró-registro é imediata: os heróis "fabricados", liderados pelo Clone do Thor e Capitão Marvel, se juntam ao confronto. Até mesmo o Coisa reaparece, dizendo ser impossível se afastar por muito tempo.
Chega o momento da luta direta entre o Capitão América e o Homem de Ferro. Steve, em suas próprias palavras, "joga sujo" e usa o Visão para desativar a armadura de Stark que, no mano-a-mano, leva uma tremenda surra. Enquanto isso, enfurecido com o clone de Thor, Hércules literalmente o esmaga. Quando o Homem de Ferro está prestes a ser morto pelo Capitão, vários civis o seguram e mostram a destruição causada pela batalha.
Chocado, o Capitão América se dá conta de que ele não lutava mais por uma idéia ou opinião. Mas que "apenas lutava". Ele para e ordena que todos façam o mesmo. Vendo que causava exatamente tudo que Tony Stark e os pró-registro tentavam combater. Que colocava a vida de todos que pensava em proteger em perigo, o Capitão América tira a máscara (recolhida mais tarde pelo Justiceiro) e, como Steve Rogers, se entrega às autoridades. A guerra termina e os vencedores são os pró-registro.
Tudo começa a ser reconstruído. Todos os heróis são anistiados e o projeto de espalhar super-times por todos os EUA americanos é colocado em prática. Surgem os Poderosos Vingadores, liderados por Carol Danvers; a nova Tropa Ômega, sob as ordens do Agente Americano; e muitos outros. Enquanto isso, alguns seguidores do Capitão América ainda permanecem agindo na obscuridade e fora da lei, como já vimos aqui. Susan volta para casa e aparentemente Wakanda volta a ter boas relações com os EUA.
Tony Stark, com a ainda ausência de Nick Fury, aceita a posição de diretor da SHIELD para colocar em prática a 43ª das 100 idéias que ele e Reed Richards tiveram juntos. A 42ª era a prisão na zona negativa. Preocupado em "limpar" a SHIELD e proteger a identidade de seus colegas registrados e levar esse novo mundo em uma direção que considera a mais correta. Isso levanta ainda mais suspeitas de que o Homem de Ferro dos Poderosos Vingadores não deve ser ele.
A guerra acabou, mas as mudanças não se encerram. Na verdade, parece ser o princípio de uma nova ordem mundial no Universo Marvel (lembrando que o cosmo Marvel também sofreu uma “sacudida” ao fim de Annihilation). Uma nova configuração. Onde Steve Rogers é Steve Rogers e Tony Stark é Tony Stark. Sem codinomes, sem uniformes. Inspirando à sua maneira os heróis após o fim de Civil War. Ainda é só o começo.