E o roteirista Brian Michael Bendis, em parceria com Jim Cheung, faz questão de retomar a história exatamente onde a primeira edição da mini-série Novos Vingadores: Illuminati termina. No mundo skrull Satriani, com a promessa do imperador Dorrek de que sua vingança logo chegaria nos heróis da Terra. E esta estaria em algo que foi tomado dos terráqueos que o ameaçaram. Porém, ele é interrompido pela princesa Veranke, que questiona a “paciência” do monarca, acusando-o de ignorar as profecias. As escrituras sagradas da raça skrull.

Atribuindo isso a superstições inúteis, a fanatismo religioso, Dorrek manda prender e exilar a nobre sacerdotisa, vendo-a como um empecilho aos rumos que pretende dar a seu império. Mesmo sob os avisos do delegado do conselho de guerra – Wor’Il – do perigo que ela representa, ele se preocupa em ouvir seu sacerdote científico, Dro’Ge. E a notícia que ele traz é surpreendente.

Em um planeta desolado do império skrull, Veranke é exilada e só consegue repetir em tom religioso “ele me ama”, agarrando-se a suas crenças nesse momento tortuoso.

O susto logo faz sentido. Tudo não passava de um estágio avançado do prometido pelo sacerdote científico. Aquele era um clone de Reed, que replica sua capacidade intelectual, e tudo não passava de uma simulação. Uma tentativa em um cenário montado especialmente para aquela situação, para obter informações sobre Galactus. Todos os outros ali eram skrulls, e a enfermeira na verdade era o imperador, que se desculpa por atrasar as análises, mas não conseguiu se controlar frente ao homem que transformou um de seus parentes em uma vaca. Sem dúvidas Reed é o humano mais odiado pelos skrulls.


De volta a Satriani, em um discurso inflamado, Veranke se mantém fiel a sua crença nas profecias. E o tom é mesmo o de uma líder que mistura as atribuições políticas e sacerdotais, vendo uma verdade metafísica no que os skrulls são e devem fazer. Eles estão certos, porque ele os ama. E sobre os cadáveres de milhões de outros skrulls a raça sobrepujará as dificuldades. Como foi previsto, eles ascenderão, e tomarão aquilo que lhes pertence. O planeta Terra.


É então que ele apresenta a guerreira Siri, a skrull que substituiu Elektra e acabou morta anos depois. Ela diz que se infiltrou com certa facilidade, pois personifica alguém cujo passado é obscuro até mesmo para os humanos. A abordagem mudou, e os skrulls se tornaram mais perigosos do que nunca. Superpoderosos e indetectáveis, aspiram cumprir o que as profecias previram.


João




0 comentários:
Postar um comentário