terça-feira, 9 de abril de 2019

Arquivo Carol Danvers #7: Voltando a ser Ms Marvel... e a ter revista mensal



Após a saída de Kurt Busiek da Marvel, tirando uma ou outra aparição da personagem nas revista dos Thunderbolts ou mesmo como coadjuvante das histórias de Jessica Jones, Carol Danvers voltou a ser uma personagem escanteada dentro do universo dos quadrinhos. Isso até um novo movimento do editorial da Marvel começar em 2006 e querer apostar num novo título solo de uma super-heróina. E mais uma vez, inevitavelmente, eles voltaram os olhos para a nossa querida Carol Danvers.

Mesmo participando ativamente do título dos X-Men e dos Vingadores ao longo das últimas décadas, a grande verdade é que já haviam se passado décadas desde que a Marvel não publicava uma aventura da heroína em revista própria. E no desejo de resgatar isso, de ter de novo o nome da editora ostentado no símbolo de sua maior personagem feminina era grande, eles apostaram de novo na ideia. E o maior escritor da editora daquela década, Brian Michael Bendis, era totalmente favorável a iniciativa.

Era só necessário um grande momento para trazer a personagem de volta aos holofotes e isso foi planejado já numa das primeiras maxisséries da nova fase da Marvel, Dinastia M. Brian Bendis começaria chutando a bola e o novato Brian Reed, com quem ele tinha dividido os roteiros ao reescrever a nova origem da Mulher-Aranha, seguiria com o título solo. E assim foi feito, resultando na revista da Capitã Marvel com maior numeração alcançada até hoje.




REALIZANDO O SONHO APÓS A DINASTIA M


Quando desperta na realidade recriada pela Feiticeira Escarlate em Dinastia M, Carol Danvers tem assim como todos os outros o seu desejo mais íntimo realizado. Ela se torna a heroína mais popular daquela realidade. Além de ser personagem ativa na minissérie principal, Danvers ganha também uma edição especial própria - uma Giant-Sized por Brian Reed e Roberto de la Torre, com algumas edições históricas anexas - mostrando sua nova vida. Ali ela não era a Warbird, nem Binária e nem Ms. Marvel. Ela era a CAPITÃ MARVEL. Foi a primeira vez que ela foi referida assim antes de assumir o título quase uma década depois. Naquela realidade, a heroína era ovacionada, uma superstar dos noticiários, tinha um arquinimigo próprio chamado Sir Warren Traveler e até uma gata. Sim, essa é a primeira edição que Chewie aparece. Mas era até então encarada como uma gata normal.



A história dessa edição especial é curta. Mostra ela encarando Traveler que a ataca em seu apartamento naquela realidade e ela derrota-o jogando Chewie em cima dele interrompendo o feitiço que ele iria lançar. O vilão e a gata somem, restando Danvers ir para o evento que iria participar naquele dia e que foi organizado por sua agente, que reconheceremos em sua revista solo como sendo a Sarah Day.  Foi então que Carol foi abordada pelos heróis que estavam despertando naquela realidade e vimos o que aconteceu na minissérie principal, uma levante contra a 'Casa de Magnus'. Ao fim de tudo, Carol voltou ao nosso mundo, mas seu desejo de ser uma heroína de destaque e fazer a diferença permaneceram.



Antes ainda de começar na nova revista própria, ela ainda tem uma breve aparição no título dos Novos Vingadores, onde vemos a personagem sendo escrita mais uma vez por Bendis e desenhada com a estonteante arte de Frank Cho. Danvers está usando seu mais conhecido uniforme da Ms Marvel derrota o vilão Garra Sônica com alguma facilidade. Daí, vai até a torre dos Vingadores para rever os amigos e pede uma conversa franca com o Capitão América. Ela fala do quão se sentiu completa naquela outra realidade e que quer conquistar isso aqui. Aquilo não é um pedido pra equipe, não ainda. Ela está ali para dizer que quer fazer jus ao seu nome primeiro. Steve diz que sempre acreditou nela e que ela é uma heroína de verdade, seu lugar estará sempre na equipe, mas apoia a decisão dela de primeiro seguir solo.

Assim, no ano de 2006, é re-lançada a revista da Ms Marvel, um título que duraria 50 edições até a personagem passar pelas mais novas mudanças que a definiriam como a conhecemos hoje e pronta para seu primeiro filme. Brian Reed é um novo nome, mas sua inexperiência é trocada pela energia e vontade que ele tem de fazer essas histórias. Em entrevistas que foram dadas depois pelo autor, ele remete sempre ao seu tempo no título da Ms. Marvel como um de seus maiores aprendizados. E, particularmente, ouso dizer que ele fez um trabalho muito decente.



A primeira coisa que Reed tratou de fazer foi dar a personagem uma vida particular. Primeiro, resgatou a amizade entre Carol Danvers e Jessica Drew, que estava em pleno auge agora que fazia parte dos Novos Vingadores. Apresentou uma nova coadjuvante de peso, a agente de super-heróis, Sarah Day, que de forma divertida estava ali para tornar a Ms Marvel uma figura famosa e querida pelo público, e sempre que podia colocava Danvers na linha. Trouxe um novo interesse romântico na forma de William Wagner, até então um simples dono de Restaurante que Danvers acabou quase destruindo um dia. E, por fim, trouxe de vota Chewie lá pela edição 4. A gata voltou junto com Traveler diretamente daquele momento em que ele atacou a sua casa, durante a Giant Sized que se passava na Dinastia M.



A VOLTA DA NINHADA E UM NOVO ALIENÍGENA

Brian Reed se mostrou acima de tudo um cara que sentou na cadeira e resolveu estudar e entender a personagem. Depois de tantas fases complicadas e se por a prova, o momento hoje era de reconquistar sua confiança, mas não sem antes fundamentar seu passado. Afinal, Carol era uma personagem riquíssima e que esteve entre as duas maiores equipes de personagens da editora. Como escolha de primeira grande ameaça, ele optou por trazer a Ninhada. A história que os aliens tinham com a heróina era grande e cheia de 'cicatrizes'. Para a Ninhada, mais que os X-Men, foi Danvers que na forma da Binária causou destruição no mundo natal delas, matou sua Rainha e libertou as Acantis prisioneiras.



Agora, Ms Marvel se deparou com uma nova horda delas caindo direto do céu em Spaulding, na Georgia. E eles não estão sozinhos. Havia uma outra criatura alienígena ali chamada Cru, um ser parcamente de forma humanóide, azul e com um baita poder destrutivo. Parecia ser uma ameaça muito maior que a Ninhada, que estavam tentando deter a criatura.  Cru tinha um poder de regeneração sem igual (capaz de restituir sua cabeça após ela ser alvejada pela Ms. Marvel) e consegue tirar da mente da heroína informações de seu interesse. No caso, ele está atrás do cristal Carvorita, outro item que remete a histórias antigas da Ms. Marvel. Aparentemente, o cristal estava guardado ali perto, num estabelecimento militar no quartel McCord.

Ao invadir o lugar e conseguir o que queria, Cru lança uma vasta quantidade de energia que acaba devastando as proximidades. Ms Marvel acabou resistindo a explosão, mas outros não tiveram a mesma sorte. Restou a ela seguir com a luta no espaço para tentar impedir Cru de fugir com o pedaço de Carvorita. Para tal, Danvers atingiu o armamento do alien que portava o Cristal causando mais uma enorme explosão. Cru é feito em pedaços, que se espalharam boiando no espaço. Já Danvers caiu em queda livre até a Terra, sendo encontrada mais tarde pelo Quarteto Fantástico. Reed, no entanto, estranhamente percebeu que haviam pedaços vivos da criatura Cru sobre ela. Era o indicativo de que mais da história desse alienígena ainda seria explorada.



Apesar da grande tragédia, Carol é recebida como heróina quando volta pra casa. Era tudo que Sarah Day precisava pra engatilhar uma carreira ascendente da Ms Marvel. A agente não deu sossego a heróina. Carol chegou em casa e foi abordada por uma equipe de imprensa levada ali por Day. Só que se os jornalistas ali queriam uma entrevista, ganharam foi mais. Naquele mesmo instante é que surgia da outra realidade a sua gata de estimação e Traveler, que atacou atirando para todos os lados. Danvers contou com a ajuda do Doutor Estranho para deter esse seu arqui-inimigo de outra realidade e despachá-lo para outra.

Foi um baita começo excitante pra heróina.



TOMANDO UM LADO DA GUERRA CIVIL

A Marvel estava passando pelo começo de sua fase mais frutífera naquela década e Joe Quesada viu nos grandes eventos a chance de fidelizar um público constante. Depois do sucesso de Dinastia M, veio algo mais ousado - A Guerra Civil. E todo os títulos da Marvel acabaRam por participar, era a expansão dos tie-ins fazendo a Marvel contar uma história única  e impactante em todo o seu universo. Com a revista da Ms Marvel não foi diferente. Na verdade, esses eventos foram algo que só beneficiaram a personagem.

Carol Danvers tinha que escolher um lado nessa guerra. Chegou a ser abordada por ambos, mas por mais que considerasse o Capitão América, era notório que até aqui a heroína tinha um laço muito maior construído com Tony Stark. Ambos já se ajudaram no passado recente e apesar de algumas tetras que salientamos no Arquivo anterior, Stark e Danvers tinham confiança um no outro. Na minissérie principal da Guerra Civil, Ms. Marvel aparecia praticamente como uma líder de campo do time Homem de Ferro.

Já na revista mensal, Brian Reed selecionou para Carol alguns personagens heroicos que passariam a ser parte de seu núcleo de coadjuvantes na revista. O principal deles era Simon Williams, o Magnum. Ressuscitado na fase de Kurt Busiek, o personagem andava sumido da revista dos Vingadores, tendo apenas uma breve minissérie nesse ínterim. Foi uma das presenças mais constantes desse volume, participando de 15 edições. Lembrando que Magnum foi um dos Vingadores que mais deu apoio a Carol em seus momentos difíceis, é mais do que esperado essa sua presença aqui. Brian Reed, no entanto, direcionou a relação dos dois como algo ainda mais íntimo, que chegou a beirar uma leve queda entre os dois no avançar das histórias.



Outra personagem incorporada no título foi a meia-mexicana, meia-portoriquenha Anya Corazón, que na época sequer imaginava vestir um uniforme de Garota-Aranha. Era ainda uma tentativa frustrada da Marvel de estabelecer uma nova personagem jovem feminina, a Araña, cujos poderes eram um tanto diferentes na época. Além do pacote básico de força, velocidade e agilidade aprimorados,  ela tinha uma espécie de carapaça que a protegia, tinha habilidade de aderir a paredes e ganchos que a permitiam balançar-se entre os prédios como o Homem-Aranha. Anya foi abordada pela Ms Marvel e Simon enquanto trabalhava numa lanchonete e obrigada a se cadastrar na lei de registro de super-heróis e revelar seu segredo a seu pai. Acabou que se tornou uma espécie de trainee, acompanhando Carol nas missões e aprendendo com ela. Formaram por muito tempo uma boa dinâmica de heroína e pupila.

Outra personagem importante trazida à tona nesses tie-ins foi Julia Carperter, a segunda mulher-aranha. A personagem a princípio aparecia como parte da equipe da Carol especializada em caçar super-humanos não registrados. Só que mais adiante descobrimos que ela estava funcionando como uma infiltrada, sempre avisando e dando pistas para os caçados conseguirem escapar antes. Quando foi revelada a traição de Julia, que estava associada ao vigilante Maximiliam Coleridge, o Mortalha, a própria Carol foi atrás dela, gerando uma das cenas mais impactantes de todos os tie-ins da Guerra Civil. Julian foi presa enquanto se escondia na casa de seus pais em Denver e foi arrastada a força para longe da sua filha, que viu tudo e gritava aos prantos. Foi uma cena pra lá de chocante para os leitores e deu um peso grande nas costas da personagem. Mais tarde, Anya abraçava Carol cheia de dúvidas dizendo que não queria afastar meninas de suas mães. Ela perdeu a dela desde cedo.



SENDO LÍDER DE DOIS TIMES

Com o fim da Guerra Civil e o lado do Registro de Super-Humanos saindo como vencedor, a personagem de Carol Danvers só ganhou mais espaço na Marvel. Os anti-registros eram foragidos, Tony Stark virou o novo Diretor da S.H.I.E.L.D. e acabou que Carol recebeu o convite de liderar uma equipe de Poderosos Vingadores, os Mais Poderosos Heróis da Terra oficializados pelo governo. Estavam no time Ares, Sentinela, Viúva Negra, Magnum, Ares e Vespa. Homem de Ferro participaria eventualmente e Hank Pym ajudaria o time no primeiro arco de histórias contra Ultron. Depois, seguiu com uma história envolvendo uma 'bomba simbionte' em Nova York e uma invasão a Latvéria para destronar o Doutor Destino. Foi assim até a edição 11 quando começaram os Tie-ins da Invasão Secreta.



Enquanto isso, Carol Danvers seguia suas aventuras solo na revista própria, ao lado da sua nova aprendiz, Anya Corazon. Chegou a ter uma história rápida em que confrontou a Vampira e descobriu que uma versão alternativa sua (com o último uniforme da Warbird) estava presa aqui e causando nessa realidade; Depois, deparou-se com a volta de Kerwin Korman, que tinha desaparecido de um complexo da S.H.I.E.L.D. e foi agora manipulado pela I.M.A. para atacar descontroladamente Nova York. Korman continuava preso em sua armadura do Doomsday man e pelo visto não foi ajudado como prometido ao final daquela história escrita por Kurt Busiek. Na luta contra ele, Anya acabou sendo gravemente ferida e perdeu a sua carapaça, que ficou muito danificada.  O pai de Anya ficou extremamente revoltado e culpou Carol pelos ferimentos da menina.

Ms Marvel estava decidida que era fazer algo mais. Não bastava ser só líder dos Vingadores, ela queria uma força de ataque pró-ativa que impedisse essas pequenas situações catastróficas de acontecerem e atacar antecipadamente essas organizações como a I.M.A. Assim, surgiu a Operação: Tempestade Relâmpago, uma força tarefa pequena de agentes especiais da S.H.I.E.L.D. que a bordo de um 'miniaeroportaviões' estaria atuando vigilante no território do país. Faziam parte do time os agentes Baines (um nerd da tecnologia), Locke (com poderes psiônicos de grau moderado) e Sum (um chinês misterioso, sempre se recuperando rápido demais dos ferimentos).



Outro pedido que Carol fez a Tony foi tentar compensar o que aconteceu com Julia Carpeter durante a Guerra Civil. Assim, o Homem de Ferro concordou em dar uma nova oportunidade a Arachne de ela se juntar a filha em troca de aceitar um cargo na nova equipe canadense de super-heróis, a Tropa Omega. As histórias desse time, que tinha uma formação bem inusitada, chegaram a sair numa minissérie e foi publicada aqui.

Quanto a Operação Tempestade  Relâmpago, o arco de histórias desse time atrás da I.M.A não demorou muito e terminou de forma catastrófica. Pegos em meio de mais uma briga interna pelo comando da organização, a equipe se viu atacada de todos os lados - M.O.D.O.C que estava muito doente, a Cientista Suprema Doutora Monica Rappaccini e o filho ilegítimo de M.O.D.O.C, Sean Madigan. A história cheia de reviravoltas conta com bombas genéticas sobre a Nova York e até um descontrolado Magnum sendo dominado e atacando a Ms. Marvel. Para parar o amigo, a heróina apelou para uma tática nada convencional, beijando-o na boca para resgatar seus mais profundos sentimentos. Por outro lado, Carol mais tarde foi vítima das fotos capturadas por transeuntes que as venderam para diversos jornais.



Apesar de salvar a cidade do perigo imediato, Danvers sofreu uma grande derrota e algumas perdas. O Agente Baines acabou morto por Rappaccini e Agente Locke teve seu cérebro danificado. Madigan, o filho do M.O.D.O.C.,depois de trair o pai, foi atacado e baleado pela Cientista Suprema.  Monica Rappaccini saiu dali mais fortalecida e com o controle de boa parte da organização cientifica de criminosos. Mais tarde, Sean Madigan teve parte de sua mente sendo salva pela sua facção da IMA e colocada num corpo robótico chamado HeadCase. O personagem não chegou a ter sobrevida em qualquer outra história, mas tem um visual pra lá de legal.

Apesar das perdas, Carol Danvers não desistiria ainda da Operação: Tempestade Relâmpago. Passaram a fazer parte da nova  equipe Aaron Stack, o Homem-Máquina, e Rick Sheridan, o humano que ao dormir libertava a entidade Sonâmbulo. O Agente Sum permaneceu no grupo e revelou-se com o tempo como sendo também um ser humano imortal, com fator de cura impressionante. A dinâmica das histórias a partir daí ficaram mais bem humorada, com Brian Reed se saindo muito bem ao dar vida a Aaron Stack, que não aparecia desde as histórias da Nova Onda.



Contudo, o arco que se sucede a nova formação do time também é bem pesado. Carol Danvers vai atrás de pistas de heroínas desaparecidas recentemente, incluindo aí a sua ex-parceirinha Araña, e descobre uma operação de tráfico de super-heróinas no Chile comandada pelo Mestre dos Bonecos. O inescrupuloso vilão usava seus poderes para mandar na mente das suas vítimas e vendê-las mundo afora. Começou com mulheres comuns e passou pra perfis mais caros, as superpoderosas. Ms. Marvel foi sozinha e se viu na difícil situação de lutar contra um 'exército' de amigas dominadas. E o que mais mexeu com ela foi quando Anya recusa-se a atacá-la porque a confunde com sua 'mãe'. Isso é o suficiente para enlouquecer Carol Danvers, que ao confrontar o Mestre dos Bonecos, acaba supostamente deixando-o morrer quando ele detona bombas dentro do seu esconderijo secreto.


CRU E A VOLTA DOS PODERES DA BINÁRIA

De forma muito sutil, mas cujas evidências foram colocadas cada vez mais no passar das histórias, percebemos que há algo diferente no corpo da Ms Marvel. Durante o ataque de M.O.D.O.C. em Nova York, tivemos um vislumbre do corpo dela reagindo, ficando azul e super-forte após a bomba ser detonada. O mesmo aconteceu após a explosão da bomba do Mestre dos Bonecos, em que Carol saiu sem um aranhão. Ao ser examinada pelo Fera, descobriu-se que a Ms. Marvel tinha desenvolvido um tipo de fator de cura tão impressionante quanto o do Wolverine, mas não se sabia explicar a origem  de tais poderes... ao menos, não até a volta do alienigena chamado Cru.

Cru  retorna pra valer na edição #21, atacando o Miniaeroportaviões da Operação Tempestade Relampago e derrubando de surpresa toda a equipe. O alvo alien ali é a Ms Marvel e ele consegue paralizá-la com um de seus tentáculos e levá-la junto com ele rumo a Ilha Monstro, que se localizava logo abaixo. Na ilha, Carol ainda em sonho se depara com uma versão mais feminina de Cru falando em sua mente e descobre que desde o atacou o alienígena no seu primeiro arco de histórias da revista, esteve vinculada a parte dele. E portanto, ele com parte dela. Cru está de acordo em pegar sua parte de volta e devolver a Ms Marvel ao normal, mas para tal precisam sobreviver a ameaça dos monstros da ilha,.



Em dado momento, quando parecem num local seguro, Ms Marvel aceita confiar em Cru e devolver a parte dele que está preso nela. O processo é demorado e ainda ambos estão em risco de serem atacados por uma nova horda da Ninhada, que desta vez estão liderados por sua Rainha. Os aliens acabam roubando o corpo de Cru antes do processo de separação ocorrer. Acabou que Carol decidiu aceitar sua parte 'Cru' dentro dela e juntas, lembrando mais a forma feminina que aparecia na cabeça dela, e atacaram a Rainha e sua ninhada.

 Ainda assim era preciso mais para sobrepujar sozinha a Rainha e, após uma experiência de quase morte, Cru reativa os poderes de Binária de Carol Danvers. Só que ele a alerta de que haveria depois um custo.  Turbinada com os poderes  equivalentes a de um ‘buraco branco’ e ainda com o apoio da sua equipe recém chegada da Operação Tempestade Relâmpago, Ms Marvel começa põe fim a invasão da Ninhada na ilha Monstro. No final, Cru acaba sendo morto e Danvers leva a  alien gigante até o espaço, matando-a com uma bomba jogada em sua goela a explodindo-a lá fora da nossa órbita.




INVASÃO SECRETA E A VOLTA DO FALSO MAR-VELL

Com a chegada de mais uma grande maxissérie da Marvel em 2007, eis que o título solo da Ms Marvel se entrega totalmente aos tie ins da Invasão Secreta. O primeiro arco de histórias que temos acontece um pouco antes da minissérie em si, na fase que chamamos de 'Invasão Secreta: Infiltração'. Aqui, um Skrull se passa pela Carol Danvers e divide a equipe da Operação Tempestade Relâmpago para caça-la. Agora, é preciso Carol convencer os ex-colegas quem é ela de fato ali e ao mesmo tempo impedir sua duplicata de fazer o pior. E no caminho, a heróina acaba pela primeira vez encontrando um dos novos super-skrulls com os poderes dos X-Men.

Esse arco de histórias também traz um flashback de histórias da época da Danvers trabalhando pra o Cabo Canaveral e ajudando Mar-Vell a impedir uma sabotagem de um skrull num foguete. Contudo, o importante nessa história é que descobrimos que o DNA de Carol tinha sido capturado e catalogado pelos aliens verdes desde essa época. O fato é que para a Invasão realmente ser efetiva, os aliens vem tentando substituir os humanos a longo prazo.



O segundo arco de história é um tie in direto da minissérie principal desenhado pela brasileira Adriana Melo. Trata-se de uma história muito mais visual, onde vemos Carol Danvers em pleno auge de seus poderes detonando vários super-skrulls com poderes acumulados. Nessa história, há também um momento mais filosófico em que a personagem reavalia sua posição como heroína. Recentemente, ela tem causado ou deixado acontecer tantas mortes de seus antagonistas que ela começa a se enxergar ali muito mais na função de uma soldado do que de uma heróina. E se pergunta quem seria ela de fato afinal?



Mas além disso, Carol Danvers também teve que lidar com a inusitada e surpreendente volta de Mar-Vell, o primeiro Capitão Marvel. Bom, ao menos, era isso que pensávamos na minissérie em cinco partes publicada na época da Invasão Secreta. Escrita também por Brian Reed, temos aí uma minissérie pra lá de inventiva em que somos a todo momentos jogados pra lá e pra cá ao tentar descobrir se aquele Capitão Marvel  é o real ou um skrull. A figura ressuscitada se mescla com algo além do herói e passa a virar vítima de um culto de adoração chamado de Igreja de Hala. Mas em meio a invasão skrull não dá nem pra saber em meio a essa paranoia se os membros dessa igreja são humanos ou aliens.



Carol Danvers encontra-se com ele na edição #2 dessa minissérie e parece confiar totalmente que aquele Mar-Vell é o verídico, ele detém com precisão todas as memórias do Mar-vell original e revela que a amava. Já ela diz que tudo que ela fez até hoje foi inspirada por ele e se desculpa por não estar lá quando ele morreu. Danvers quer também que ele se junte aos seus Vingadores, mas Mar-Vell não aceita de imediato.



Quando a verdade da Invasão Secreta vem à tona e a possibilidade de qualquer um ser um Skrull, aquele Mar-Vell torna-se mais confuso e paranoico. No encontro seguinte com a Carol Danvers, chega a desconfiar da identidade dela e a confronta. Depois, envergonhado, lamenta ter duvidado dela. Só que ao final da edição #3 descobrimos que ele é um Skrull, um agente adormecido deles e que sequer se lembra de fato de sua vida skrull. Para todos os efeitos, em sua mente, ele é ainda o Mar-Vell. Perturbado, aquele skrull se recusa a aceitar a verdade e mesmo não sendo o verdadeiro Capitão Marvel, prefere morrer sendo o herói.

E de fato ele morre durante a minissérie principal da Invasão Secreta. Antes do seu fim, no entanto, o falso Mar-Vell passa seu legado para Nor-Varr, o Kree rebelde vindo de outra realidade criado por Grant Morrinson na minissérie Marvel Boy. Na edição #35 de Ms Marvel, Noh-Varr e Carol Danvers se encontram depois de um suicídio em massa da Igreja de Hala e o jovem Kree revela a ela pela primeira vez que aquele Mar-Vell era uma farsa. Ele era um skrull adormecido, mas que decidiu repassar a ele seu legado.



PASSADO, FAMÍLIA E TEMOS DE AGENTE SECRETA

Talvez uma das edições mais interessantes para mim de todo esse volume seja a de número #31. Apesar do básico já ter sido narrado em edições anteriores, quase nunca vemos o passado de Carol Danvers sendo explorado nas suas histórias. Esta edição traz um pouco disso quando coloca a Ms Marvel voltando para casa para se despedir de seu pai, que está em coma e nos últimos dias de vida após desenvolver Câncer de Pulmão. A relação deles nunca foi exatamente boa, e por isso Carol deixou de lado sua família. Voltou sempre esporadicamente e agora retorna só agora que seu pai estava no fim. Até sua mãe Marie está chateada pelo sumiço dela mais recente. É um resgate bem emotivo da vida conflituosa que a personagem teve e que acabou por torná-la uma pária dentro da própria casa. São essas pequenas histórias que acabam definindo muito da personalidade da heroína que conhecemos hoje.



Brian Reed segue com o passado de Carol Danvers nas edições seguintes, com um arco em três partes da 'Agente Secreta Danvers'. A história remonta o começo da personagem de pilota da Força Aerea até entrar para o serviço secreto do exército. Apresenta um vilão do oriente médio, o terrorista Ghazi Rashid, que a aprisionou após a queda se seu jato em território inimigo e a torturou até ela conseguir escapar do seu cativeiro sozinha. Depois disso, foi encontrada pelo Agente Michael Rossi, que fez a oferta de torná-la uma agente secreta. Aceitando o cargo, foi treinada por Rossi como já vimos antes e acabou que ele se tornou seu primeiro grande amor.



Um terceiro elemento a entrar nessas histórias é Rick Manson outro personagem que acaba sendo incorporado nesse drama de espionagem e que está nesses flashbacks como um agente freelancer contratado por Rossi no passado. Manson no fundo tem sempre sua própria agenda, foi uma das primeiras missões de Danvers como agente e que ela junto com Rossi falhou em conseguir capturar.

Voltando para os dias de hoje, temos após o Reinado Sombrio, Carol Danvers abandonando não só a alcunha de Ms Marvel como usando o falso nome de Catharine Donovan para se esconder. Desde que negou participar da equipe de Vingadores Sombrios de Norman Osborn, a cabeça de Carol foi colocada a prêmio. E eis que no arco de histórias da "Morte da Ms Marvel", vemos Norman negociando com o terrorista Ghazi Rashid. Rashid deseja obter a droga Ascenção, capaz de dar poderes acima do normal ao usuário. Em troca, Osborn quer Danvers eliminada. Assim, para impedir que Rashid tenha acesso a essa droga, Danvers se alia a Rick Mason para tentar encontrá-lo. No meio do caminho, deparam-se com a figura de Michael Rossi, que para surpresa deles, mais uma vez se encontra vivo.

Juntos, os três acabam localizando Ghazi Rashid numa festa em Hong Kong. Se passando por Catharine Donovan, Danvers acaba desobedecendo as ordens dos dois colegas e parte pra cima de Rashid. Mas duas surpresas colocam a heroína em maus lençois. a primeira é que Rashid já tinha acesso a droga Ascenção e assim conseguiu ganhar poderes. A segunda é que Michael Rossi se revelou um espião duplo, trabalhando no fundo pra Osborn e traindo sua ex-namorada no fim. É a típica reviravolta surpreendente das histórias de agentes secretos muito bem colocada nesse gibi.



Quando Rashid parte pra cima da Ms. Marvel para matá-la, Danvers não vê outra opção senão usar seus poderes. E ao máximo. Só que como tinha alertado Cru antes de morrer, aquilo era agora um risco pra ela. Ms Marvel chegou até a derrotar o terrorista mesmo com poderes turbinados, só que isso fez ela entrar em pura reação. Descontrolada, ela subiu aos céus e explodiu, supostamente morrendo ali. Já Rick Manson tentou pegar Rossi, mas este fugiu deixando um explosivo no alto do prédio, no lugar onde estava. A vingança viria depois com Manson o seguindo até o Rio de Janeiro e o alvejando. Mas isso também era outro contato de Manson, que conseguiu em troca que Osborn liberasse seu pai o Terrível Pensador, Phineas Manson da prisão. Como falei, uma típica história de espiões.

A OUTRA MS. MARVEL

É importante salientar que durante todo o Reinado Sombrio, a Ms Marvel agora era um codinome disputado por duas pessoas. Para o governo americano, agora quem era a detentora do título era a Karla Sofen, antiga Thunderbolt chamada Rocha Lunar. Para todos os efeitos, Carol Danvers, que passou a ser parte agora do grupo foragido dos Novos Vingadores, era a 'outra' Ms Marvel. E para todos os efeitos, fora da sua publicação solo, a personagem nunca teve essa sua 'morte' comentada em outras revistas.



Karla Sofen, por outro lado, ocupou por algumas edições o título da Ms Marvel assim como o Daken se apossou da revista do Wolverine naquela época. Em suas ações na vigilância da cidade, os policiais já notaram um diferencial - bandidos, mesmo os pequenos, podiam acabar mortos após se deparar com ela. Essas e outras extravagâncias é que acabaram forçando a mão de Osborn em fazê-la passar por uma vistoria psiquiátrica e conhecer um pouco do passado de Sofen nessas edições. E Sofen, por mais autocontida que fosse, guardava no fundo um sentimento complicado de sua falecida mãe. Sua mãe fez de tudo para ela ir pra universidade e se formar, em contrapartida Karla tinha um certo sentimento de culpa por não ter estado ao lado dela quando morreu.

O manto de Ms. Marvel não ficaria por muito tempo sendo usado e abusado por Karla. Aos poucos, ao longo do globo, misteriosas figuras de energia de diferentes cores surgiam. Elas ora atacavam pessoas, ora pareciam querer se comunicar, mas nunca estava claro o que elas eram. Mais tarde descobriríamos que a origem dessas luzes eram frutos dos “Storytellers”, criaturas bebês criadas a partir do M.O.D.O.C. original pela IMA. Segundo foi colocado, eles eram capazes criar coisas com a mente. Mas não só isso, eles pareciam também influenciar as pessoas.

Foi assim que eles se comunicaram com Karla Sofen e pediram ajuda. A nova Ms Marvel então decidiu por conta própria a 'resgatar' às escondidas esses pequenos bebês M.O.D.O.C.s que a IMA tinha feito. Mas ela não era a única atraída por eles, um dos vultos de energia também invadiu a Torre dos Vingadores para roubar os Storytellers de lá. Isso acabou causando mais tarde um mal estar entre Sofen e Osborn que se viu alvo tanto das formas de luzes como a IMA. E mesmo quando Norman mandou evacuar os frascos dos bebês cabeçudos para a Montanha Thunderbolts, continuava a ser atacado pela IMA e pelo Deadpool contratado por eles.



Outros vultos energéticos começaram a entrar em contato com Wolverine e o Homem-Aranha e os direcionaram até um galpão nas docas, onde também estavam alguns frascos com os novos bebês M.O.D.O.C.s da IMA. Juntas, elas conseguiam o mínimo de comunicação e informaram a Logan e Peter que eram todas a Ms Marvel. Logo, Wolverine e Homem-Aranha convocaram os demais Novos Vingadores para invadir um depósito para resgatar mais dos bebês MODOC. Nessa mesma missão, que teve a Karla se intrometendo, vimos que os vultos iluminados finalmente tiveram força para se reunir e tornar-se uma só, a Ms Marvel de novo.

Contudo, a conclusão desse conflito entre as duas Ms Marvel não para por aí. No arco em três edições da Guerra das Ms Marvels, percebemos que Carol Danvers ainda não voltou completamente ao normal. Confusa, passou a atacar a usurpadora por quase toda uma edição por diversos pontos da América e parecia ter força plena quando caiu com ela às tapas em Los Angeles. A luta das duas só parou quando atingiram um avião e Norman decretou que Sofen recuasse para evitar mais destruições.



Mas a confusão dessa história só aumentaria quando longe dali, em um outro corpo, mas similar ao de Carol, deparamos com uma mulher chamada Catharine Donovan assistindo o noticiário com a briga das Ms Marvels. Catharine de fato existia, era escritora, ficou cuidando de Chewie durante todo o sumiço de Danvers e morava em Los Angeles. Ainda assim, intrigada com aquela cena da Ms. Marvel, foi tentada a ir a Nova York para tentar entender quem era de fato.

Apesar de não ter nenhuma lembrança, tudo indicava que Donovan era uma parte da outrora dividida Ms Marvel que ficará em um corpo separado criado pelos bebês M.O.D.O.Cs. E a medida que agora ela se aproximava de onde estava a sua outra parte, composta pela Carol Danvers, ficaram ambas mais fortes. Quando essa Guerra entre as Ms Marvel finalmente termina, a estrutura separada da Donovan é destruída por Osborn e os residuos dela chegam temporariamente a tomar o corpo da Karla Sofen. Dentro de Karla, aquela faceta da verdadeira Ms. Marvel começou a perceber quão perturbada a vilã era. Ela já não aguentava mais aquela confusão, nem ser mais a Ms Marvel, e conseguiu forças para expulsar a parte 'Catherine Donavan' dela. Dessa vez, no entanto, essa parte foi finalmente englobada de vez por Carol Danvers.



Mais uma vez completa, Danvers não só derrotou definitivamente Karla como roubou sua Pedra lunar. Sem poderes, Karla era inútil. Não poderia ser Ms Marvel e mais ninguém. Mas aquele foi só um alerta da heróina original.  Foi um roubo temporário. Mais tarde ao visitar o túmulo de sua mãe, Karla encontrou  lá sua pedra lunar deixada por Danvers.



CONFRONTO COM A MÍSTICA E FIM DO TÍTULO

Depois de voltar a vida e reconquistar o título, eis que a Ms. Marvel resolve finalmente pagar o encontro que devia ao Homem-Aranha e ambos saem uma noite como Carol Danvers e Peter Parker. Ambos eram colegas dos Novos Vingadores e o teioso havia acabado de revelar a sua identidade secreta (de novo!) para todos da equipe. A história basicamente reconta os últimos acontecimentos bem confusos da revista da Ms Marvel e aproveita pra dar o pontapé inicial pra próxima e última história com um confronto com a Mística.

Neste último arco, alguém está de novo se passando por um Capitão Marvel ressuscitado e anda matando em massa fiéis da Igreja de Hala. Carol Danvers, sentindo-se na responsabilidade de honrar o legado de Mar-Vell e evitar que esse novo impostor o manchasse, vai atrás do caso. Depois de alguma investigação, e de novo contando com a ajuda de Rick Mason, a Ms Marvel chega a conclusão de que tem ali dedo de sua arqui-inimiga, a Mística.



Contudo, a situação era muito mais complexa do que Danvers imaginava. Antes acreditando que Mística que estava se passando por Mar-Vell e matando aquelas pessoas, acabou descobrindo que esse novo falso Capitão Marvel era um outro Skrull, uma das muitas tentativas de se criar um Skrull com o DNA do kree Mar-Vell antes daquele que foi o protagonista nas histórias da Invasão Secreta. Mística achou o esconderijo onde estava as outras tentativas erradas de recriá-lo e deparou-se com a versão 96. Então, por pura maldade, ela se transformou em Carol Danvers e foi mexer com a cabeça daquele agente adormecido skrull. O resultado foi essa versão distorcida e perturbada de Mar-Vell que sai atacando os seguidores de Hala atrás da 'Carol' que o provocou anteriormente.


Agora, Mística e Ms Marvel rumam para Seattle para dar um fim ao falso Capitão Marvel enlouquecido. Depois de derrubar Mística acreditando que ela era de fato Carol e que o usou esse tempo todo, ele parte para cima da Ms Marvel acreditando que ela seja uma impostora. A briga se arrasta pelos céus e de alguma forma aquele skrull descontrolado não consegue estabilizar seus poderes. Quando está prestes a explodir, a Ms Marvel suga toda sua energia evitando o mínimo de dano na cidade abaixo. Quanto a mística, ela fugiu assim que acordou numa ambulância.



A edição #50 dessa revista da Ms Marvel se encerra com o fim da conversa de Danvers com o Homem-Aranha. Como ela diz nas últimas páginas, ela não quer mais aquela cobrança de ser a maior heróina, mas sim a melhor versão dela mesmo. E por agora, só está dando um tempo pra curtir a vida.

O título da Ms Marvel acaba bem no meio da maxissérie 'O Cerco', que como todos sabem foi o ponto final da fase do Reinado Sombrio na Marvel. Daí, só acompanharemos as aventuras da Ms Marvel no novo título dos Novos Vingadores que começou na 'Era Heróica'. Ela fazia parte de uma equipe liderada por Luke Cage e acompanhada do Punho de Ferro, Coisa, Wolverine e Homem-Aranha. Passou por algumas temporárias transformações durante o série 'A Essência do Medo' e viu uma outra falsa Ms Marvel surgir na pessoa da vilã Supéria, quando Norman Osborn tentou recriar os Vingadores Sombrios.



E essa revista dos Novos Vingadores se findou no começo de 2013, pouco depois da Marvel encerrar a minissérie Vingadores vs X-Men e novas mudanças ocorrerem na Marvel.

O mesmo aconteceria com Carol Danvers logo depois. E essas mudanças serão o assunto do nosso próximo e final Arquivo Especial. Aguardem.

Coveiro

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