domingo, 16 de maio de 2021

X-Corp: Os Mutantes entram no mundo dos negócios

Essa última semana vimos mais um título novo mutante estrear e ser englobado no vasto novo mundo dos mutantes na era pós-Krakoa. Em X-Corp # 1, o conceito das antigas X-Corporation é revisitado pra nova realidade dos mutantes e eles depois de dominarem o mundo das diversas formas, decidiram entrar com tudo no âmbito corporativo. Xavier sabe que essa luta no mundo das grandes empresas pode ser tão violento quanto um combate contra supervilões e por isso colocou um seleto grupo de fieis mutantes para ser cara da X-Corp no mundo dos negócios. Em X-Corp, acompanharemos todos os riscos intrigantes e sempre presentes que um grande negócio traz consigo e na primeira edição, veremos como isso se dá num clima de suspense que mistura charme, ação, intriga e personalidade que só os dois CXO eleitos por Xavier tem - Warren Worthington III e Monet St. Croix.

A X-Corp # 1 tem o objetivo principal de expandir as operações comerciais de Krakoa e da nova nação mutante no mercado do mundo humano. A ideia é dar uma cara empresarial não só aos produtos médicos oferecidos por Krakoa, mas todos os futuros empreendimentos comerciais que a nação mutante venha a negociare com a humanidade. Só que essa empresa X parece ser um alvo fácil para ataques públicos contra a credibilidade mutante dos inimigos da espécie mutante. Sabotagem, estratégia e inteligência terão que ser o sobrenome dos membros do conselho da X-corp se quiserem sobreviver a essa experiência única no mundo mutante.


Como os dois líderes da X-Corp, o Anjo e M tem uma dinâmica bem curiosa. Graças a telepatia dela, ambos podem se comunicar telepaticamente de qualquer lugar. Como co-líderes, eles frequentemente discutem a próxima etapa em qualquer operação em tempo real, enquanto atuam concomitantemente na prática. Suas personalidades contrastam fortemente, mas, em última análise, é isso que os torna tão atraentes. A escritora Tini Howard parece ter o controle que impulsiona os dois personagens aqui. Warren leva seu charme a frente como nunca foi explorado antes, tão habilidoso nos céus quanto em uma negociação hostil, e o tempo todo mantendo uma conversa com M debatendo qual seu próximo movimento deveria ser. E permite que mesmo em separado fisicamente em distantes ponto do globo, os personagens nunca deixem de dividir a mesma cena num diálogo.

Enquanto Warren parece ser o cara da palavra, o rosto da negociação, Monet parece ser a grande executora, o cérebro e a que monta a jogada por trás. Particularmente, ela também tem sua própria luta para controlar seu temperamento e não deixar a 'Penitência' se sobressair e ela perder o controle. É ela quem está montando o restante da "mesa diretora" da X-Corp nessa edição. E mais dois membros são convidados a participar. Trinary é a mutante-internet, capaz de estar em sintonia com qualquer informação que esteja online em questão de instantes. É algo fundamental para o mundo dos negócios hoje em dia. M a salva em Mumbai enquanto ela era caçada pela Indian Mutant Defense Force security e meio que se vê obrigada a aceitar o cargo já que ficou em dívida com a Monet. Já o Homem-Múltiplo é alguém com quem a Monet tem total confiança desde seu tempo como X-Factor e como ela bem colocou, é um cara que pode ser literalmente um cara que equivale a um exército para ela quando precisa de um. Curiosamente, Maddroxx passa a cuidar tanto da fábrica farmaceutica na Terra Selvagem como agora será os muitos braços direitos da amiga na X-Corp. Supostamente, veremos ainda um quinto membro nesse quadro, já que Xavier disse que a mesa diretora de sua X-Corp deveria ser composta por cinco mutantes.



Boa parte da ação da revista acontece no Brasil, em Angra dos Reis. Num lugar muito esquisito que patrocina corrida de "cavalos modificados ou com poderes", Warren se encontra com Jean-Pierre Kol (CEO da Noblesse Pharmaceuticals). Kol tenta fazer com que Warren abaixe o preço previamente negociado que a Noblesse Pharmaceuticals concordou com Xavier pra adquirir os medicamentos. Warren disse que isso não vai acontecer. Ao ouvir isso, Kol entrega a Warren uma carta de seus advogados que o coloca na culatra ao sugerir que eles quebraram um clausula da Nações Unidas e isso colocaria a indústria farmacêutica dos mutantes da Terra Selvagem em risco. 

A negociação desanda e Kol chega a ameaçar explodir a própria fábrica em Krakoa. Warren não arreda o pé já que ao explodir o lugar Monet garante que nada "insubstituível" seria perdido e apenas algumas 'cópias' de Maddrox seriam perdidas. Kol rapidamente vê que sua mão não tinha boas cartas e ameaça fisicamente Warren. O Anjo então é supreendentemente resgatado pelo quartel general flutuante da X-Corp que aparece de surpresa em Angra dos Reis graças as propriedade de teletransportes dos portais de Krakoa que aquela 'aero-ilha' parece ter. O surgimento do quartel-general voador nos céus do Brasil foi também um caso pensado por Monet. Aquela notícia virou capa de jornais e ofuscou para o canto o fato de que a fábrica de remédios da Terra Selvagem foi destruída. Foi uma posição bem receptiva pra o começo da X-Corp no mundo dos negócios.


A escolha do artista Alberto Foche e da colorista Sunny Gho foram certeiras, ambos sabem como maximizar essas interações por meio de um trabalho de expressão estelar e ação impressionante. Como em Carrascos, X-Corp atinge um adorável equilíbrio entre grande ação e intriga. É uma mudança bem crítica do que vimos do trabalho da Tini Howard em Excalibur. A revista começa bem, traça seu próprio curso, porém, vamos ver como isso avança sem ficar muito tedioso com o tempo. Com o seu elenco pequeno, o forte deve ser a relação dos personagens. Pode dar muito certo, mas vai ser preciso um roteiro muito afinado.

Coveiro

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