quarta-feira, 21 de julho de 2021

X-Men: Uma nova equipe e muito mais ameaças surgindo

Já faz algumas semanas desde que saiu a nova X-Men #1, é verdade. Mas nunca é tarde para falar sobre esse novo começo do título, que passou das mãos de Jonanthan Hickman para Gerry Duggan e coloca uma equipe de mutantes de volta a posição de heróis. Com um arte estupenda de Pepe Larraz, o título tem algumas tarefas importantes em suas primeiras páginas - estabelecer o novo status quo e objetivos dessa equipe e apresentar pelo menos 3 potenciais ameaças a Mutanidade.

Como vimos no evento do Hellfire Gala, foram 7 os mutantes eleitos para a equipe de X-Men incumbida de proteger a Terra - Ciclope e Jean Grey lideram o time composto por Solaris, a Wolverine, Sincro, Polaris e Vampira. Agora, o quartel general deles é uma gigantesca "Casa da Árvore" criada com biotecnologia Krakoniana na 86th street do Central Park. Ao redor dela, um pouco da história e cultura mutante tem sido exibida para os transeutes curiosos e até mesmo Ciclope tem despedido um certo tempinho para atender e tirar fotos com fãs.



O reporter e agora sócio do Clarim Diário, Ben Urich, apareceu por lá para fazer algumas perguntas a Ciclope não só sobre o lugar como também sobre supostos mutantes que deveriam estar mortos e apareceram vivos sem muita explicação. Scott foi educado, mas se esquivou das últimas dúvidas de Urich. Ao pegar o elevador para subir na 'Casa da Árvore' acompanhamos Ciclope se encontrar com Jean e mais estruturas do novo quartel general dos X-Men são reveladas.

É então que a primeira grande ameaça para a equipe aparece caindo diretamente dos céus. O monstro parece ser uma gigantesca criatura alienígena, mas uma análise mais próxima revela que ele seria uma espécie de "máquina" ou "robô". A equipe investe em um primeiro momento sem sucesso e a criatura responde com um pulso de energia que causa profunda dor de cabeça e enjôos a todos próximos. Polaris consegue a tempo criar uma redoma com blocos de metal ao redor do grupo para protegê-los do ataque.

Afim de conseguir lutar contra o inimigo sem ser atacado mentalmente, Polaris e Jean vem com um plano de criar um super-robô de ferragens onde os sete poderiam usar seus poderes em conjunto para um ataque. O Mecha-X (vamos chamar assim) partiu com tudo pro ataque do ser alienígena com socos de punho de metal direcionados por Lorna, raios ópticos disparados por Ciclope e fogo conjurado por Solaris.



Quando a carapuça do inimigo acabou se partindo, a Wolverine encontrou sua deixa pra entrar na parte interna do robô alien e destruí-lo por dentro. A primeira missão do grupo foi um sucesso, e saiu-se muito mais rápido do que as equipes dos Vingadores e Quarteto Fantástico que só puderam chegar alguns minutos depois. A equipe saiu para receber os agradecimentos dos cidadãos novaiorquinos e o Mecha-X foi enviado pra Krakoa para servir como novo farol (até que um dia seja útil de novo).

Ao análisar os dados da máquina alienígena que derrotaram depois, os X-Men descobriram que ele tinha a ordem primária de destruir os mamíferos da terra com ondas cerebrais e se replicar usando o que achasse pelo caminho aqui. E é com isso que descobrimos uma das novas ameaças dos mutantes. O leitor então descobre que robô foi enviado por um grupo de diferentes alienígenas de um lugar chamado GameWorld.  Lá que parece ser um casino que recebem a escória da galáxia, uma criatura chamada Cordyceps Jones diz que o torneio agora é para quem conseguirá eliminar a Terra da humanidade antes que eles espalhem seu "cancer" para outros planetas (além de Marte). Muitas raças diferentes estão ali prontas para jogar. O alto Evolucionário está entre eles.


A outra nova ameaça que surge nessas páginas é apresentada logo no começo da história numa espécie de prólogo. Trata-se de Kevin Heng, um promissor jovem nascido de dois grandes cientistas e que achava-se destinado a grande feitos. Ele, que era descendente de Nicolas Tesla, após um período afastado da humanidade voltou usando o nome Feilong e começou experimentos inovadores em terramorfagem. Ele pretendia levar sua ciência a Marte em breve e até mesmo mudou a sua estrutura corporal para suportar os rigores do planeta vermelho. Só que Feilong foi surpreendido quando os X-Men uma noite passaram rapidamente a perna nele. Todo o trabalho de Feilong parecia obsoleto agora, mas ele não chegaria ao fim sem sua vingança.

Por fim, ao final da edição, temos uma outra ameaça em vista. O Doutor Statis, do Instituto Oblivion, vive em segredo numa estrutura criada nas profundezas do subsolo de Nova Jersey. Ele vem realizando experimentos obscuros para expandir a vida. E para tal vem usando cobaias mutantes, já que os rumores dizem que eles descobriram o segredo da vida eterna. Dr Statis considera os mutantes um câncer assim como muitos outros, mas antes de destruí-los ele quer tirar deles o segredo de ressuscitar da morte.

A edição de X-Men começa muito bem. Gerry Duggan consegue captar bastante o estilo de narrativa do Jonanthan Hickman e a equipe mutante parece estar bem coesa e funcionando como uma coisa só, um sucesso que nunca se viu antes quando diferentes escritores assumiam títulos X. Vamos ver que boas histórias virão com todas essas potenciais ameaças vindo aí.

Coveiro

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