sábado, 7 de maio de 2022

Faleceu o lendário quadrinista George Perez aos 67 anos

O lendário artista de quadrinhos George Pérez, que ajudou a definir gigantescos momentos nas duas maiores editoras de quadrinhos do mundo, a Marvel e a DC, faleceu ontem e hoje a família anunciou ao público sua partida. Ele tinha 67 anos. Pérez revelou um diagnóstico final em dezembro, revelando que ele tinha câncer de pâncreas em estágio 3. Pérez disse aos fãs na época que ele havia optado por renunciar à quimioterapia, que lhe disseram ter poucas chances de sucesso e, em vez disso, passar o máximo de tempo possível com sua família, amigos e fãs. Desde que anunciou sua doença, Pérez foi fotografado nos escritórios da DC e agendou alguns eventos de autógrafos e encontros com os fãs.


Já em 2019, Pérez anunciou sua aposentadoria dos quadrinhos, citando problemas de visão e outros problemas de saúde. Ele continuou a fazer aparições em convenções (sempre que possível, dada a pandemia de Covid-19) e a assumir comissões e fazer autógrafos. Para os Brasileiros, eu incluso em particular, temos na memória sua vinda ao 8º FIQ, quando o quadrinhista veio como um convidado da loja COMIX e participou de várias palestras e tardes de autográfo. Foi quando eu o conheci por algumas horas e troquei algumas palavras enquanto eu o auxiliava no stand da loja naquele final de semana.


Nascido em 9 de junho de 1954, Pérez é um dos poucos artistas a ter passagens historicamente significativas como desenhista tanto em Os Vingadores da Marvel quanto em Liga da Justiça da América da DC. Ele começou sua carreira em quadrinhos como assistente do artista do Quarteto Fantástico, Rich Buckler, no início dos anos 1970, e faria sua estréia como artista em uma edição de 1974 de Marvel's Astonishing Tales, na qual desenhou uma paródia de duas páginas de Deathlok, um personagem criado por Buckler.

Não demorou muito para Pérez se tornar um marco na Marvel, desenhando Sons of the Tiger, um backup em The Deadly Hands of Kung-Fu, do escritor Bill Mantlo. Os dois criaram o Tigre Branco juntos, o primeiro super-herói porto-riquenho da Marvel, e a popularidade do artista logo o levou a maiores alturas. Pérez tornou-se um nome familiar para os fãs de quadrinhos quando se juntou à equipe criativa de Os Vingadores em fevereiro de 1978. Durante seu tempo no título de equipe de estreia da Marvel, Pérez co-criou personagens como Henry Peter Gyrich e o Treinador. Um ano depois, em 1979, ele desenharia um Quarteto Fantástico Anual, que impulsionaria a parceria criativa chave de sua longa carreira. Na história "Pat's-Paw", Pérez colaborou pela primeira vez com o escritor e editor veterano Marv Wolfman.

Nos anos 80, Perez deixou de ser um exclusivo da Marvel para trabalhar em títulos que o marcariam para sempre na DC Comics. Isso incluiria os marcantes trabalho na Liga da Justiça da América, Novos Titãs, Action Comics, Mulher-Maravilha e o clássico Crises na Infinitas Terras. Nos anos 90, ele voltaria a ter trabalhos pontuais mas muito marcantes com a Marvel como Desafio Infinito, Surfista Prateado e Futuro Imperfeito, uma das mais clássicas histórias do Incrível Hulk. Também foi o responsável por fazer o crossover Surfista Prateado e Superma e o marcante LJA/Vingadores. Sua passagem mais notória com a Marvel, no entanto, seria a parceria com Kurt Busiek em Vingadores, após a malfadada tentativa de reboot em 'Heróis Renascem'.

Esses são só um breve resumo da vasta carreira de Perez nos quadrinhos. Sequer citamos seus  trabalhos para a editora Malibu, Tekno Comix, Topps Comix, Image e CrossGen. Um de seus últimos trabalhos, depois de uma fase turbulenta nos Novos 52 foi com a série de própria autoria, Sirens, da Boom! Comics. Na data de hoje, a Marvel e a DC deixaram essa mensagem de sentimento pela partida da Lenda:


Mesmo em seus últimos dias, Pérez continuou a amar quadrinhos e os fãs. Antes de uma passagem pelo hospital em fevereiro, ele disse por meio de seu porta-voz: "A força que tenho e a vontade de perseverar vêm em grande parte de todos vocês. Obrigado".

Coveiro

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